quinta-feira, 15 de maio de 2008
UMA ABORDAGEM CONCEITUAL DAS NOÇÕES DE RACA, RACISMO, IDENTIDADE E ETNIA
IDENTIDADE E ETNIA*
Prof. Dr. Kabengele Munanga (USP)
Etmologicamente, o conceito de raça veio do italiano razza, que por sua vez veio do latim ratio, que significa sorte, categoria, espécie. Na história das ciências naturais, o conceito de raça foi primeiramente usado na Zoologia e na Botânica para classificar as espécies animais e vegetais. Foi neste sentido que o naturalista sueco, Carl Von Linné conhecido em Português como Lineu (1707-1778), o uso para classificar as plantas em 24 raças ou classes, classificação hoje inteiramente abandonada.
Como a maioria dos conceitos, o de raça tem seu campo semântico e uma dimensão
temporal e especial. No latim medieval, o conceito de raça passou a designar a descendência, a linhagem, ou seja, um grupo de pessoa que têm um ancestral comum e que, ipso facto, possuem algumas características físicas em comum. Em 1684, o francês François Bernier emprega o termo no sentido moderno da palavra, para classificar a diversidade humana em grupos fisicamente contrastados, denominados raças. Nos séculos XVI-XVII, o conceito de raça passa efetivamente a atuar nas relações entre classes sociais da França da época, pois utilizado pela nobreza local que si identificava com os Francos, de origem germânica em oposição ao Gauleses, população local identificada com a Plebe. Não apenas os Francos se considerava como uma raça distinta dos Gauleses, mais do que isso, eles se consideravam dotados de sangue “puro”, insinuando suas habilidades especiais e aptidões naturais para dirigir, administrar e dominar os Gauleses, que segundo pensavam, podiam até ser escravizados. Percebe-se como o conceitos de raças “puras” foi transportado da Botânica e da Zoologia para legitimar as relações de dominação e de sujeição entre classes sociais (Nobreza e Plebe), sem que houvessem diferenças morfo-biológicas notáveis entre os indivíduos pertencentes a ambas as classes. As descobertas do século XV colocam em dúvida o conceito de humanidade até então conhecida nos limites da civillização ocidental. Que são esses recém descobertos (ameríndios, negros, melanésios, etc.)? São bestas ou são seres humanos como “nós”, europeus? Até o fim do século XVII, a explicação dos “outros” passava pela Teologia e pela Escritura, que tinham o monopólio da razão e da explicação. A península ibérica constitui nos séculos XVI-XVII o palco principal dos debates sobre esse assunto. Para aceitar a humanidade dos “outros”, era preciso provar que são também descendentes do Adão, prova parcialmente fornecida pelo mito dos Reis Magos, cuja imagem exibe personagens representes das três raças, sendo Baltazar, o mais escuro de todos considerado como representante da raça negra. Mas o índio permanecia ainda um incógnito, pois não incluído entre os três personagens representando semitas, brancos e negros , até que os
teólogos encontraram argumentos derivados da própria bíblia para demostrar que ele também era descendente do Adão.
No século XVIII, batizado século das luzes, isto é, da racionalidade, os filósofos iluministas contestam o monopólio do conhecimento e da explicação concentrado nas mãos da Igreja e os poderes dos príncipes. Eles se recusam a aceitar uma explicação cíclica da história da humanidade fundamentada na idade de “ouro”, para buscar uma explicação baseada na razão transparente e universal e na história cumulativa e linear. Eles recolocam em debate a questão de saber que eram esses outros, recém descobertos. Assim laçam mão do conceito de raça já existente nas ciências naturais para nomear esses outros que se integram à antiga humanidade como raças diferentes, abrindo o caminho ao nascimento de uma nova disciplina chamada História Natural da Humanidade, transformada mais tarde em Biologia e Antropologia Física.
Por que então, classificar a diversidade humana em raças diferentes? A variabilidade humana é um fato empírico incontestável que, como tal merece uma explicação científica. Os conceitos e as classificações servem de ferramentas para operacionalizar o pensamento. É neste sentido que o conceito de raça e a classificação da diversidade humana em raças teriam servido. Infelizmente, desembocaram numa operação de hierarquização que pavimentou o caminho do racialismo. A classificação é um dado da unidade do espírito humana. Todos nós já brincamos um dia, classificando nossos objetos em classes ou categorias, de acordo com alguns critérios de semelhança e diferença.
Imagine-se o que aconteceria numa biblioteca do tamanho da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Sem classificação por autor e ou por assunto, seria muito complicado a busca de um documento. Com a preocupação de facilitar a busca e a compreensão, parece que o ser humano desde que começou a observar desenvolveu a aptidão cognitiva de classificação. A primeira tentativa consiste em distinguir os seres animados dos inanimados; os minerais dos vegetais e os vegetais dos animais. Entre os animais, não há como confundir um elefante com um leopardo, uma cobra com uma tartaruga. São todos animais, mas porém diferentes. Na história da ciência, a classificação dos seres vivos começa na Zoologia e na Botânica. Era importante encontrar categorias maiores por sua vez subdivididas em categorias menores e subcategorias e assim adiante. Os termos para designar as categorias são como todos os fenômenos lingüísticos convencionais e arbitrários. Assim as principais categorias foram as divisões filo e sub-filo, a classe, a ordem e a espécie. Como homens, pertencemos ao filo dos cordados, ao sub-filo dos vertebrados (como os peixes), à classe dos mamíferos (como as baleias), à ordem dos primatas (como os grandes símios) e à espécie humana (homo sapiens) como todos os homens e todas as mulheres que habitam nossa galáxia. Somos espécie humana porque formamos um conjunto de seres, homens e mulheres capazes de constituir casais fecundos, isto é, capazes de procriar, de gerar outros machos e outras fêmeas. Sem a classificação, não é possível falar de milhões de espécies de animais do universo conhecido. Apenas, no seio da espécie homo-sapiens (homo sábio), a que pertencemos, somos hoje cerca de 6 bilhões de indivíduos. Nessa enorme diversidade humana que somos, da mesma maneira que distinguimos o babuíno do orangotango, não podemos confundir o chinês com o pigmeu da África, o norueguês com o senegalês, etc.
Em qualquer operação de classificação, é preciso primeiramente estabelecer alguns critérios objetivos com base na diferença e semelhança. No século XVIII, a cor da pele foi considerada como um critério fundamental e divisor d’água entre as chamadas raças. Por isso, que a espécie humana ficou dividida em três raças estancas que resistem até hoje no imaginário coletiva e na terminologia científica: raça branca, negra e amarela. Ora, a cor da pele é definida pela concentração da melanina. É justamente o degrau dessa concentração que define a cor da pele, dos olhos e do cabelo. A chamada raça branca tem menos concentração de melanina, o que define a sua cor branca, cabelos e olhos mais claros que a negra que concentra mais melanina e por isso tem pele, cabelos e olhos mais escuros e a amarela numa posição intermediária que define a sua cor de pele que por aproximação é dita amarela Ora, a cor da pele resultante do grau de concentração da melanina, substância que possuímos todos, é um critério relativamente artificial. Apenas menos de 1% dos genes que constituem o patrimônio genético de um indivíduo são implicados na transmissão da cor da pele, dos olhos e cabelos. Os negros da África e os autóctones da Austrália possuem pele escura por causa da concentração da melanina. Porém, nem por isso eles são geneticamente parentes próximos. Da mesma maneira que os pigmeus da África e da Ásia não constituem o mesmo grupo biológico apesar da pequena estatura que eles têm em
comum.
No século XIX, acrescentou-se ao critério da cor outros critérios morfológicos como a forma do nariz, dos lábios, do queixo, do formato do crânio, o angulo facial, etc. para aperfeiçoar a classificação. O crânio alongado, dito dolicocéfalo, por exemplo, era tido como característica dos brancos “nórdicos”, enquanto o crânio arredondado, braquicéfalo, era considerado como característica física dos negros e amarelos. Porém, em 1912, o antropólogo Franz Boas observara nos Estados Unidos que o crânio dos filhos de imigrados não brancos, por definição braquicéfalos, apresentavam tendência em alongar-se. O que tornava a forma do crânio uma característica dependendo mais da influência do meio, do que dos fatores raciais.
No século XX, descobriu-se graças aos progressos da Genética Humana, que haviam no sangue critérios químicos mais determinantes par consagrar definitivamente a divisão da humanidade em raças estancas. Grupos de sangue, certas doenças hereditárias e outros fatores na hemoglobina eram encontrados com mais freqüência e incidência em algumas raças do que em outras, podendo configurar o que os próprios geneticistas chamaram de marcadores genéticas. O cruzamento de todos os critérios possíveis ( o critério da cor da pele, os critérios morfológicos e químicos) deu origem a dezenas de raças, sub-raças e sub-sub-raças. As pesquisas comparativas levaram também à conclusão de que os patrimônios genéticos de dois indivíduos pertencentes à uma mesma raça podem ser mais distantes que os pertencentes à raças diferentes; um marcador genético característico de uma raça, pode, embora com menos incidência ser encontrado em outra raça. Assim, um senegalês pode, geneticamente, ser mais próximo de um norueguês e mais distante de um congolês, da mesma maneira que raros casos de anemia falciforme podem ser encontrados na Europa, etc. Combinando todos esses desencontros com os progressos realizados na própria ciência biológica (genética humana, biologia molecular, bioquímica), os estudiosos desse campo de conhecimento chegaram a conclusão de que a raça não é uma realidade biológica, mas sim apenas um conceito alias cientificamente inoperante para explicar a diversidade humana e para dividi-la em raças estancas. Ou seja, biológica e cientificamente, as raças não existem.
A invalidação científica do conceito de raça não significa que todos os indivíduos ou todas as populações sejam geneticamente semelhantes. Os patrimônios genéticos são diferentes, mas essas diferenças não são suficientes para classificá-las em raças. O maior problema não está nem na classificação como tal, nem na inoperacionalidade científica do conceito de raça. Se os naturalistas dos séculos XVIII-XIX tivessem limitado seus trabalhos somente à classificação dos grupos humanos em função das características físicas, eles não teriam certamente causado nenhum problema à humanidade. Suas classificações teriam sido mantidas ou rejeitadas como sempre aconteceu na história do conhecimento científico.
Infelizmente, desde o início, eles se deram o direito de hierarquizar, isto é, de estabelecer uma escala de valores entre as chamadas raças. O fizeram erigindo uma relação intrínseca entre o biológico (cor da pele, traços morfológicos) e as qualidades psicológicas, morais, intelectuais e culturais. Assim, os indivíduos da raça “branca”, foram decretados coletivamente superiores aos da raça “negra” e “amarela”, em função de suas características físicas hereditárias, tais como a cor clara da pele, o formato do crânio (dolicocefalia), a forma dos lábios, do nariz, do queixo, etc. que segundo pensavam, os tornam mais bonitos, mais inteligentes, mais honestos, mais inventivos, etc. e conseqüentemente mais aptos para dirigir e dominar as outras raças, principalmente a negra mais escura de todas e conseqüentemente considerada como a mais estúpida, mais emocional, menos honesta, menos inteligente e portanto a mais sujeita à escravidão e a todas as formas de dominação.
A classificação da humanidade em raças hierarquizadas desembocou numa teoria pseudo-científica, a raciologia, que ganhou muito espaço no início do século XX. Na realidade, apesar da máscara científica, a raciologia tinha um conteúdo mais doutrinário do que científico, pois seu discurso serviu mais para justificar e legitimar os sistemas de dominação racial do que como explicação da variabilidade humana. Gradativamente, os conteúdos dessa doutrina chamada ciência, começaram a sair dos círculos intelectuais e acadêmicos para se difundir no tecido social das populações ocidentais dominantes. Depois foram recuperados pelos nacionalismos nascentes como o nazismo para legitimar as exterminações que causaram à humanidade durante a Segunda guerra mundial. Podemos observa que o conceito de raça tal como o empregamos hoje , nada tem de biológico. É um conceito carregado de ideologia, pois como todas as ideologias, ele esconde uma coisa não proclamada: a relação de poder e de dominação. A raça, sempre apresentada como categoria biológica, isto é natural, é de fato uma categoria etnosemântica.
De outro modo, o campo semântico do conceito de raça é determinado pela estrutura global da sociedade e pelas relações de poder que a governam. Os conceitos de negro, branco e mestiço não significam a mesma coisa nos Estados Unidos, no Brasil, na África do Sul, na Inglaterra, etc. Por isso que o conteúdo dessas palavras é etno-semântico, político-ideológico e não biológico. Se na cabeça de um geneticista contemporâneo ou de um biólogo molecular a raça não existe, no imaginário e na representação coletivos de diversas populações contemporâneas existem ainda raças fictícias e outras construídas a partir das diferenças fenotípicas como a cor da pele e outros critérios morfológicos. É a partir dessas raças fictícias ou “raças sociais” que se reproduzem e se mantêm os racismos populares.
Alguns biólogos anti-racistas chegaram até sugerir que o conceito de raça fossebanido dos dicionários e dos textos científicos. No entanto, o conceito persiste tanto no uso popular como em trabalhos e estudos produzidos na área das ciências sociais. Estes, embora concordem com as conclusões da atual Biologia Humana sobre a inexistência científica da raça e a inoperacionalidade do próprio conceito, eles justificam o uso do conceito como realidade social e política, considerando a raça como uma construção sociológica e uma categoria social de dominação e de exclusão. A questão mais importante do ponto de vista científico não é apenas observar e estabelecer tipologias, mas sim principalmente encontrar a explicação da diversidade humana. Antes de Darwin e seus predecessores (Lamarck), a representação do mundo tido como criado, era estática e imóvel. As variações entre os organismos tinham uma explicação metafísica. Mas Darwin demonstrou a partir dos princípios da seleção natural (A Evolução da Espécie,1859), que os organismos vivos evoluíram gradativamente a partir de uma origem comum e se diversificaram no tempo e no espaço, adaptando-se a meios hostis, diversos e em perpétua transformação. A variação dos caracteres genéticos, fisiológicos, morfológicos e comportamentais hoje observados, tanto entre as populações vegetais e animais como humanas, correspondem em grande medida a um fenômeno adaptativo.
Exemplos: uma pele escura concentra mais melanina que uma pele clara, pois protegecontra a infiltração dos raios ultravioletas nos países tropicais; uma pele clara é necessárianos países frios, pois auxilia na síntese da vitamina D. Graças aos progressos da ciência e da tecnologia, a adaptação ao meio ambiente não precisa mais hoje de mutações genéticas necessárias no longínquo passado de nossos antepassados.
A diversidade genética é absolutamente indispensável à sobrevivência da espécie humana. Cada indivíduo humano é o único e se distingue de todos os indivíduos passados, presentes e futuros, não apenas no plano morfológico, imonológico e fisiológico, mas também no plano dos comportamentos. É absurdo pensar que os caracteres adaptativos sejam no absoluto “melhores” ou “menos bons”, “superiores” ou “inferiores” que outros. Uma sociedade que deseja maximizar as vantagens da diversidade genética de seus membros deve ser igualitária, isto é, oferecer aos diferentes indivíduos a possibilidade de escolher entre caminhos, meios e modos de vida diversos, de acordo com as disposições naturais de cada um. A igualdade supõe também o respeito do indivíduo naquilo que tem de único, como a diversidade étnica e cultural e o reconhecimento do direito que tem toda pessoa e toda cultura de cultivar sua especificidade, pois fazendo isso, elas contribuem a enriquecer a diversidade cultural geral da humanidade.
O CONCEITO DE RACISMO
Criado por volta de 1920, o racismo enquanto conceito e realidade já foi objeto de diversas leituras e interpretações. Já recebeu várias definições que nem sempre dizem a mesma coisa, nem sempre têm um denominador comum. Quando utilizamos esse conceito em nosso cotidiano, não lhe atribuímos mesmos conteúdo e significado, daí a falta do consenso até na busca de soluções contra o racismo.
Por razões lógicas e ideológicas, o racismo é geralmente abordado a partir da raça, dentro da extrema variedade das possíveis relações existentes entre as duas noções. Com efeito, com base nas relações entre “raça” e “racismo”, o racismo seria teoricamente uma ideologia essencialista que postula a divisão da humanidade em grandes grupos chamados raças contrastadas que têm características físicas hereditárias comuns, sendo estas últimas suportes das características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas e se situam numa escala de valores desiguais. Visto deste ponto de vista, o racismo é uma crença na existência das raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, o físico e o cultural. O racista cria a raça no sentido sociológico, ou seja, a raça no imaginário do racista não é exclusivamente um grupo definido pelos traços físicos. A raça na cabeça dele é um grupo social com traços culturais, lingüísticos, religiosos, etc. que ele considera naturalmente inferiores ao grupo a qual ele pertence. De outro modo, o racismo é essa tendência que consiste em considerar que as características intelectuais e morais de um dado grupo, são conseqüências diretas de suas
características físicas ou biológicas.
Mas o racismo e as teorias que o justificam não caíram do céu, eles têm origens mítica e histórica conhecidas. A primeira origem do racismo derive do mito bíblico de Noé do qual resulta a primeira classificação, religiosa, da diversidade humana entre os três filhos de Noé, ancestrais das três raças: Jafé (ancestral da raça branca), Sem (ancestral da raça amarela )e Cam (ancestral da raça negra). Segundo o nono capitulo da Gênese, o patriarca Noé, depois de conduzir por muito tempo sua arca nas águas do dilúvio, encontrou finalmente um oásis. Estendeu sua tenda para descansar, com seus três filhos. Depois de tomar algumas taças de vinho, ele se deitara numa posição indecente. Cam, ao encontrar seu pai naquela postura fez, junto aos seus irmãos Jafé e Sem, comentários desrespeitosos sobre o pai. Foi assim que Noé, ao ser informado pelos dois filhos descontentes da risada não linzongeira de Cam, amaldiçoou este último, dizendo: seus filhos serão os últimos a ser escravizados pelos filhos de seus irmãos. Os calvinistas se baseiam sobre esse mito para justificar e legitimar o racismo anti-negro. A Segunda origem do racismo tem uma história conhecida e inventariada, ligada ao modernismo ocidental. Ela se origina na classificação
dita científica derivada da observação dos caracteres físicos (cor da pele, traços morfológicos). Os caracteres físicos foram considerados irreversíveis na sua influência sobre os comportamentos dos povos. Essa mudança de perspectiva foi considerada como um salto ideológico importante na construção da ideologia racista, pois passou-se de um tipo de explicação na qual o Deus e o livre arbítrio constituí o eixo central da divisão da história humana, para um novo tipo, no qual a Biologia (sob sua forma simbólica) se erige em determinismo racial e se torna a chave da história humana.
Insisto sobre o fato de que o racismo nasce quando faz-se intervir caracteres biológicos como justificativa de tal ou tal comportamento. É justamente, o estabelecimento da relação intrínseca entre caracteres biológicos e qualidades morais, psicológicas, intelectuais e culturais que desemboca na hierarquização das chamadas raças em superiores e inferiores. Carl Von Linné, o Lineu, o mesmo naturalista sueco que fez a primeira classificação racial das plantas, oferece também no século XVIII, o melhor exemplo da classificação racial humana acompanhada de uma escala de valores que sugere a hierarquização.Com efeito, na sua classificação da diversidade humana, Lineu divide o Homo Sapiens em quatro raças:
· Americano, que o próprio classificador descreve como moreno, colérico, cabeçudo, amante da liberdade, governado pelo hábito, tem corpo pintado.
· Asiático: amarelo, melancólico, governado pela opinião e pelos preconceitos, usa roupas largas.
· Africano: negro, flegmático, astucioso, preguiçoso, negligente, governado pela vontade de seus chefes(despotismo), unta o corpo com óleo ou gordura, sua mulher tem vulva pendente e quando amamenta seus seios se tornam moles e alongados.
· Europeu: branco, sangüíneo, musculoso, engenhoso, inventivo, governado pelas leis, usa roupas apertados.
Como Lineu conseguiu relacionar a cor da pele com a inteligência, a cultura e as características psicológicas num esquema sem dúvida hierarquizante, construindo uma escala de valores nitidamente tendenciosa? O pior é que os elementos dessa hierarquização sobreviveram ao tempo a aos progressos da ciência e se mantêm ainda intactos no imaginário coletivo das novas gerações. No entanto, não foi, até o ponto atual dos conhecimentos, cientificamente comprovada a relação entre uma variável biológica e um caractere psicológico, entre raça e aptidões intelectuais, entre raça e cultura.
A concepção do racismo baseada na vertente biológica começa a mudar a partir dos anos 70, graças aos progressos realizados nas ciências biológicas (genética humana,bioquímica, biologia molecular) e que fizeram desacreditar na realidade científica da raça. Assiste-se então ao deslocamento do eixo central do racismo e ao surgimento de formas derivadas tais como racismo contra mulheres, contra jovens, contra homossexuais, contra pobres, contra burgueses, contra militares, etc. Trata-se aqui de um racismo por analogia ou metaforização, resultante da biologização de um conjunto de indivíduos pertencendo a uma mesma categoria social. É como se essa categoria social racializada (biologizada) fosse portadora de um estigma corporal. Temos nesse caso o uso popular do conceito de racismo, qualificando de racismo qualquer atitude ou comportamento de rejeição e de injustiça social.
Esse uso generalizado do racismo pode constituir uma armadilha ideológica, na medida em que pode levar à banalização dos efeitos do racismo, ou seja, a um esvaziamento da importância ou da gravidade dos efeitos nefastos do racismo no mundo.
Por que os negros se queixam tanto, pois afinal não são as únicas vítimas do racismo (?), indagariam os indivíduos motivados por essa lógica de banalização. Em conseqüência, o racismo com seus múltiplos usos e suas numerosas lógicas se torna tão banal que é usado para explicar tudo. Mas o deslocamento mais importante do eixo central do racismo pode ser observado bem antes dos anos 70, a partir de 1948, com a implantação do apartheid na África do sul. O apartheid (palavra do Afrikans), foi oficialmente definido como um projeto político de desenvolvimento separado, baseado no respeito das diferenças étnicas ou culturais dos povos sul africanos. Um projeto, certamente fundamentado no multiculturalismo política e ideologicamente manipulado. Observa-se também que é em nome do respeito das diferenças e da identidade cultural de cada povo que o racismo se reformula e se mantém nos países da Europa ocidental contra os imigrantes dos países árabes, africanos e outros dos países do Terceiro mundo, a partir dos anos 80. Já no fim do século passado e início deste século, o racismo não precisa mais do conceito de raça no sentido biológico para decretar a existência das diferenças insuperáveis entre grupos estereótipos. Além da essencialização somático-biológica, o estudo sobre o racismo hoje deve integrar outros tipos de essencialização, em especial a essencialização históricocultural.
Embora a raça não exista biologicamente, isto é insuficiente para fazer desaparecer as categorias mentais que a sustentam. O difícil é aniquilar as raças fictícias que rondam em nossas representações e imaginários coletivos. Enquanto o racismo clássico se alimenta na noção de raça, o racismo novo se alimenta na noção de etnia definida como um grupo cultural, categoria que constituí um lexical mais aceitável que a raça(falar politicamente correto).
Estamos entrando no terceiro milênio carregando o saldo negativo de um racismo elaborado no fim do séculos XVIII aos meados do século XIX. A consciência política reivindicativa das vítimas do racismo nas sociedades contemporâneas está cada vez mais crescente, o que comprova que as práticas racistas ainda não recuaram. Estamos também entrando no novo milênio com a nova forma de racismo: o racismo construído com base nas diferenças culturais e identitárias. Devemos, portanto observar um grande paradoxo a partir dessa novo forma de racismo: racistas e anti-racistas carregam a mesma bandeira baseada no respeito das diferenças culturais e na construção de uma política multiculturalista. Se por um lado, os movimentos negros exigem o reconhecimento público de sua identidade para a construção de uma nova imagem positiva que possa lhe devolver, entre outro, a sua auto-estima rasgada pela alienação racial, os partidos e movimentos de extrema direita na Europa, reivindicam o mesmo respeito à cultura “ocidental” local como pretexto para viver separados dos imigrantes árabes, africanos e outros dos países não ocidentais.
Depois da supressão das leis do apartheid na África do sul, não existe mais, em nenhuma parte do mundo, um racismo institucionalizado e explícito. O que significa que os Estados Unidos, a África do Sul e os países da Europa ocidental se encontram todos hoje no mesmo pé de igualdade com o Brasil, caracterizado por um racismo de fato e implícito, as vezes sutil (salvo a violência policial que nunca foi sutil). Os americanos evoluíram relativamente em relação ao Brasil, pois além da supressão das leis segregacionistas no Sul, eles implantaram e incrementaram as políticas de “ação afirmativa”, cujos resultados na ascensão sócio-econômica dos afro-americanos são inegáveis. Os sul africanos evoluíram também, pois colocaram fim às leis do apartheid e estão hoje no caminho de construção de sua democracia, que eles definem como uma democracia “não racial”. No Brasil o mito de democracia racial bloqueou durante muitos anos o debate nacional sobre as políticas de “ação afirmativa” e paralelamente o mito do sincretismo cultural ou da cultura mestiça(nacional) atrasou também o debate nacional sobre a implantação do multiculturalismo no sistema educacional brasileiro.
CONCEITO DE ETNIA
O conteúdo da raça é morfo-biológico e o da etnia é sócio-cultural, histórico e psicológico. Um conjunto populacional dito raça “branca”, “negra” e “amarela”, pode conter em seu seio diversas etnias. Uma etnia é um conjunto de indivíduos que, histórica ou mitologicamente, têm um ancestral comum; têm uma língua em comum, uma mesma religião ou cosmovisão; uma mesma cultura e moram geograficamente num mesmo território.
Algumas etnias constituíram sozinhas nações. Assim o caso de várias sociedades indígenas brasileiras, africanas, asiáticas, australianas, etc.. que são ou foram etnias nações. Os territórios geográficos da quase totalidade das etnias nações africanas foram desfeitos e redistribuídos entre territórios coloniais durante a conferência de Berlim (1884-1885). É por isso que o mapa geo-político da África atual difere totalmente do mapa geo-político précolonial.
Os antigos territórios étnicos, no sentido dos estados nações são hoje divididos entre diversos países africanos herdados da colonização. O antigo território da etnia iorubá se encontra dividido hoje entre as Repúblicas de Nigéria, Togo e Benin; o antigo território da etnia Kongo é hoje dividido entre as Repúblicas de Angola, Congo Kinshasa e Congo Brazaville, etc. para citar apenas dois exemplos entre dezenas.
A maioria dos pesquisadores brasileiros que atuam na área das relações raciais e interétnicas recorrem com mais freqüências ao conceito de raça. Eles empregam ainda este conceito, não mais para afirmar sua realidade biológica, mas sim para explicar o racismo, na medida em que este fenômeno continua a se basear em crença na existência das raças hierarquizadas, raças fictícias ainda resistentes nas representações mentais e no imaginário coletivo de todos os povos e sociedades contemporâneas. Alguns, fogem do conceito de raça e o substituem pelo conceito de etnia considerado como um lexical mais cômodo que o de raça, em termos de “fala politicamente correta”. Essa substituição não muda nada à realidade do racismo, pois não destruí a relação hierarquizada entre culturas diferentes que é um dos componentes do racismo. Ou seja, o racismo hoje praticado nas sociedades contemporâneas não precisa mais do conceito de raça ou da variante biológica, ele se reformula com base nos conceitos de etnia, diferença cultural ou identidade cultural, mas as vítimas de hoje são as mesma de ontem e as raças de ontem são as etnias de hoje. O que mudou na realidade são os termos ou conceitos, mas o esquema ideológico que subentende a dominação e a exclusão ficou intato. É por isso que os conceitos de etnia, de identidade étnica ou cultural são de uso agradável para todos: racistas e anti-racistas.
Constituem uma bandeira carregada para todos, embora cada um a manipule e a direcione de acordo com seus interesses.
Em meus trabalhos, utilizo geralmente no lugar dos conceitos de “raça negra” e “raça branca”, os conceitos de “Negros” e “Brancos” no sentido político-ideológico acima explicado, ou os conceitos de “População Negra” e “População Branca”, emprestados do biólogo e geneticista Jean Hiernaux, que entende por população um conjunto de indivíduos que participam de um mesmo círculo de união ou de casamento e que, ipso facto, conservam em comum alguns traços do patrimônio genético hereditário.
Tanto o conceito de raça quanto o de etnia são hoje ideologicamente manipulados. É esse duplo uso que cria confusão na mente dos jovens pesquisadores ou iniciantes. A confusão está justamente no uso não claramente definido dos conceitos de raça e etnia que se refletem bem nas expressões tais como as de “identidade racial negra”, “identidade étnica negra”, “identidade étnico-racial negra”, etc.
Os povos que aqui se encontraram e construíram um país que podemos historicamente considerar como um encontro ou “carrefour” de culturas e civilizações, não podem mais, em nome da Ciência biológica atual ou da Genética humana, ser considerados como raças, mas sim como populações, na medida em que eles continuam pelas regras culturais de endogamia, a participarem dos mesmos círculos de união ou casamento,embora esses círculos não estivessem totalmente fechados como ilustrado pelo crescimento da população mestiça. Por outro lado, todos esses povos foram oriundos de diversas etnias da Europa, da África, da Ásia, da Arábia, etc. Aqui encontraram outros mosaicos indígenas formados por milhões de indivíduos que foram dizimados pelo contato com a civilização ocidental e cujos sobreviventes formam as chamadas tribos indígenas de hoje.
Podemos, no plano empírico, afirmar que todas essas diversidades oriundas da Europa, da África, da Ásia, do Oriente Médio, etc. se aculturaram para formar novas etnias “branca”, “negra”, e “amarela”, etc.? Não seria criar uma tremenda confusão na medida em que o uso de tais conceitos remeteria a uma certa biologização da cultura? O que significaria então uma etnia negra, branca ou amarela que por sua vez corresponde a uma unidade cultural branca, negra e amarela? Os chamados negros, brancos e amarelos estariam como as laranjeiras, mangueiras, bananeiras, etc. que produzem respectivamente laranjas, mangas e bananas produzindo também as culturas brancas, negras e amarelas?
Sem dúvida, a etnia não é ume entidade estática. Ela tem uma história, isto é uma origem e uma evolução no tempo e no espaço. Se olharmos atentamente a história de todos os povos, perceberemos que as etnias nascem e desaparecem na noite dos tempos. Visto deste ângulo, não seria errado falar de novas etnias ou etnias contemporâneas à condição que os que usam esses conceitos tomem o cuidado de defini-los primeiramente para evitar confusões com outros conceitos, etc. Não é isso que geralmente acontece com os usos dos conceitos de cultura “negra” e “branca” ou de etnia “negra”. Os idealizadores desses conceitos poderiam, no mínimo, definir os novos componentes e conteúdos desses conceitos no contexto da dinâmica contemporânea das relações raciais e interétnicas. Sem dúvida, por uma visão político-ideológica que colocou coletivamente os brancos no topo da pirâmide social, do comando e do poder, independentemente de suas raízes culturais de origem étnica, tem-se tendência, por vício da ideologia racista que estabelece uma relação intrínseca entre biologia e cultura ou raça e cultura, a considerar a população branca, independentemente de suas diferentes origens geográficos e culturais, como pertencente a uma mesma cultura ou mesma etnia, daí as expressões equívocas e
equivocadas de “cultura branca” e “etnia branca”. Pelo mesmo raciocínio baseado na visão político-ideológica que colocou coletivamente os negros na base da pirâmide como grupo Têm-se culturas particulares que escapam da cultura globalizada e se posicionam até como resistência ao processo de globalização. Essas culturas particulares se constróem diversamente tanto no conjunto da população negra como no da população branca e oriental. É a partir da tomada de consciência dessas culturas de resistência que se constroem as identidades culturais enquanto processos e jamais produtos acabados. São essas identidades plurais que evocam as calorosas discussões sobre a identidade nacional e a introdução do multiculturalismo numa educação-cidadã, etc. Olhando a distribuição geográfica do Brasil e sua realidade etnográfica, percebe-se que não existe uma única cultura branca e uma única cultura negra e que regionalmente podemos distinguir diversas culturas no Brasil. Neste sentido, os afro-baianos produzem no campo da religiosidade, da música, da culinária, da dança, das artes plásticas, etc. uma cultura diferente dos afromineiros, dos afro-maranhenses e dos negros cariocas. As comunidades quilombolas ou remanescentes dos quilombos, apesar de terem alguns problemas comuns, apresentam também histórias, culturas e religiões diferentes. Os descendentes de italianos em todo o Brasil preservaram alguns hábitos alimentares que os aproximam da terra mãe; os gaúchos no Rio Grande do Sul têm também peculiaridades culturais na sua dança, em seu traje e em seus hábitos alimentares e culinários que os diferenciam dos baianos, etc. Como a identidade cultural se construí com base na tomada de consciência das diferenças provindo das particularidades históricas, culturais, religiosas, sociais, regionais, etc. se delineiam assim no Brasil diversos processos de identidade cultural, revelando um certo pluralismo tanto entre negros, quanto entre brancos e entre amarelos, todos tomados como sujeitos históricos e culturais e não como sujeitos biológicos ou raciais.
“identidade étnico-racial negra”. A questão é saber se todos têm consciência do conteúdo político dessas expressões e evitam cair no biologismo, pensando que os negros produzem cultura e identidade negras como as laranjeiras produzem laranjas e as mangueiras as mangas. Esta identidade política é uma identidade unificadora em busca de propostas transformadoras da realidade do negro no Brasil. Ela se opõe a uma outra identidade unificadora proposta pela ideologia dominante, ou seja, a identidade mestiça, que além de buscar a unidade nacional visa também a legitimação da chamada democracia racial brasileira e a conservação do status quo.
SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
MUNANGA, Kabengele . Negritude: Usos e Sentidos, 2ª ed. São Paulo: Ática, 1988
___________________. Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil: Identidade nacional Versus Identidade Negra. Petrópolis: Ed.Vozes, 1999.
___________________. A identidade negra no contexto da globalização. IN: Ethnos Brasil, Ano I – nº 1, março de 2002, pp.11-20. – UNESP.
___________________. Teorias sobre o racismo. In: Estudos & pesquisas 4.
Racismo: perspectivas para um estudo contextualizado da sociedade brasileira. Niterói:
EDUFF, 1998. pp. 43-65.
JACQUARD, Albert. Elogio Da Diferença. São Paulo: Martins fontes, 1988.
JACQUARD, Albert; POSSENOT, J. M.. Todos Semelhantes, Todos Diferentes. São Paulo: Editora Augustus, 1993.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; QUEIROZ, Renato da Silva (orgs.) Raça e Diversidade. São Paulo: Edusp/Estação Ciência, 1996.
NASCIMENTO, Elisa Larkin. O Sortilégio Da Cor: Identidade, raça e gênero no Brasil. São Paulo: Summus, 2003.
NOGUEIRA, Oracy. Tanto Preto Quanto Branco: Estudos De Relações Raciais. São Paulo: T. A. Queiroz, Editor.1985.
TODOROV, Tzvetan. Nós e os Outros: A Reflexão Francesa SOBRE a Diversidade Humana – 1. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1993.
CAVALLI – SFORZA, Luca; CAVALLI – SFORZA, Francesco. Quem somos? História da Diversidade Humana. São Paulo: Editora da UNESP, 2002.
VINCKE, Edouard. Géographes et Hommes d’Ailleurs. Bruxelles: Commission Française de la Culture de l’Aglomération de Bruxelles. Collection Document, nº 28. 1985.
______________. Racial ou Raciste, Racisme ou Racismes? In: Revue de l’Institut Supérieur de Pédagogie de Bruxelles, nº 24, décembre 1987, pp.23-33.
CASTELLS, Manuel. O Poder da Identidade. Rio De Janeiro: Paz e Terra, 1999.
* Palestra proferida no 3º Seminário Nacional Relações Raciais e Educação-PENESB-RJ, 05/11/03
Colaboração: Crisitina Sales
quarta-feira, 26 de março de 2008
Pensata Animal - No 9 -Ano I - Março de 2008
CRÍTICA À DECLARAÇÃO UNIVERSAL DE BEM-ESTAR DOS ANIMAIS
Bruno Müller
bfmuller@gmail.com
Desde 2005 a World Society for the Protection of Animals (WSPA, Sociedade Mundial de Proteção Animal) promove uma campanha chamada "Para mim os Animais Importam" (do original em inglês "Animals Matter"), que conclama pessoas a um abaixo-assinado para pressionar governos a assinar uma Declaração Universal de Bem-Estar dos Animais – ainda em fase de rascunho, podendo ser alterada sem aviso prévio aos signatários.
A campanha tem circulado na internet e conquistado significativa adesão do público vegetariano. Quero crer que esta adesão se deva à ingenuidade, mais que à concordância. Muitos vêem a frase "Para mim os Animais Importam" que acompanha a divulgação do documento, e podem se deixar enganar. Outros não estão ainda familiarizados com os debates sobre as questões animais - os mais escolados sabem que "Bem-Estar", um termo que parece encerrar coisas boas, na verdade carrega implícita a idéia de que não é a liberdade que conta, mas apenas o conforto. Animais em jaulas confortáveis esperando a inevitável violação de sua integridade física e/ou psíquica, uma vez já violado seu direito básico à liberdade.
Outro engano possível é supor que o bem-estarismo, a redução do sofrimento, é uma fase necessária no processo de libertação animal. Na verdade, enquanto lutarmos pelo bem-estar, por definição, não estaremos lutando pela libertação. Não se pode chancelar e condenar a exploração ao mesmo tempo. E o bem-estarismo nitidamente chancela a exploração, constatação que aflora límpida da análise desse documento. Um outro engano muito freqüente, que deriva do anterior, é imaginar que a suavização da mensagem em defesa dos animais – bem-estar ao invés de abolição – é uma estratégia necessária para sensibilizar onívoros e demais pessoas que apóiam a exploração animal. Não obstante, é entre vegetarianos que tal campanha mais circula – justamente o público que estaria mais aberto a um debate sobre o abolicionismo. Nesse sentido, portanto, uma campanha destas proporções, de ambições mundiais, representa um enorme atraso no debate entre as pessoas que têm alguma preocupação ética referente à exploração animal.
Quero, então, fornecer elementos à crítica e, portanto, repúdio completo à Declaração Universal de Bem-Estar dos Animais, promovida pela WSPA, uma entidade assumidamente bem-estarista, de raízes anglo-americanas, surgida em 1981.
A Declaração não se dispõe a condenar qualquer das formas de exploração animal que lista - sem dúvida as mais disseminadas em todo o mundo - inclusive aquela que é, possivelmente, a mais bárbara de todas: a vivissecção. Ela tão somente pede que a exploração seja feita observando critérios de bem-estar (nem mesmo limites: apenas critérios de bem-estar), termo que aparece ao todo 11 vezes, em um documento de 3 páginas. Segue uma análise do documento onde procuro demonstrar o indiscutível respaldo que ela dá à exploração animal.
Preâmbulo
Os três primeiros parágrafos afirmam que o bem-estar dos animais é uma questão que concerne aos governos e à sociedade, e que é "um processo contínuo". Daí seguem 10 idéias básicas que orientam a Declaração. Em nenhuma delas se afirma que os animais são titulares de direitos, mas tão somente "merecedores (...) da consideração e do respeito devido". Ainda que não queiramos transformar este num debate de palavras, em vez de idéias, é sintomático a ausência do termo "direitos", em contraste com o abuso do termo "bem-estar". A declaração não reconhece o direito à vida, à integridade física e à integridade psíquica dos animais não-humanos. E as liberdades são reconhecidas de forma muito limitada, como se verá a seguir. Os seguintes trechos merecem destaque especial:
RECONHECER que os humanos [habitam] este planeta juntamente com outras espécies e formas de vida e que todas as formas de vida coexistem dentro de um ecossistema interdependente
Aqui quero ressaltar a idéia de "interdependência". O conceito deve ser qualificado. Todas as espécies são interdependentes na medida em que contribuem para o equilíbrio ecológico. Não obstante, desta interdependência jamais se deve deduzir o direito de criar, confinar, manipular geneticamente, mutilar, torturar e matar animais sob o argumento de que "dependemos" disso. A exploração animal não é necessária para o ser humano em nenhuma instância, em nenhuma atividade e em nenhum grau. Podemos viver, nos alimentar, nos vestir, cuidar de nossa saúde e higiene sem fazer uso de animais. Usá-los para isso não é interdependência – até porque os animais em nada se beneficiam dessas atividades, mas exercício de poder. Cabe destacar que em matéria jurídica qualquer texto está sujeito à interpretação. Daí a importância dessa observação – este parágrafo pode ser utilizado para, sob a alegação de "interdependência", justificar qualquer barbaridade que se pretenda levar adiante contra animais não-humanos.
RECONHECER que a utilização de animais por parte dos humanos pode reverter em benefícios importantes
Aqui a situação fica ainda mais grave: o texto afirma literalmente que o uso de animais pode ser benéfico, justificando-o e dando caráter normativo a este reconhecimento: como seria a luta abolicionista em países signatários desta Declaração que se pretende levar à Organização das Nações Unidas? O que ela pretende é regulamentar – e, portanto, dar respaldo legal – à exploração animal em todo o mundo. Não se pode descartar a possibilidade dela ser usada, de modo interpretativo, para justificar usos de animais que não estejam nela citados – como, por exemplo, a caça "esportiva". Além disso, o maior absurdo presente neste parágrafo se deve ao fato de que ninguém pode afirmar que a escravidão é justa quando rende benefícios ao escravista. O que importa é que a escravidão rende inequívocos malefícios ao escravo.
RECONHECER que (...) os vegetarianos desempenham um papel importante na conservação quer da saúde, quer do bem-estar animal
Este trecho disfarça, sob o manto da suposta exaltação, uma minimização da importância do vegetarianismo. O veganismo – que é o vegetarianismo estrito (sem nenhum alimento de origem animal) somado ao boicote de outros produtos resultantes da exploração animal – é a base inegociável de uma atitude de coerência e respeito em relação aos animais. Enquanto houver seres humanos que se alimentem dos animais e suas secreções, não é possível preservar a saúde e o bem-estar dos animais, menos ainda a sua liberdade. Assim, o vegetarianismo e mesmo o veganismo são meros paliativos enquanto ainda houver exploradores. E mesmo o veganismo só terá efeito sobre a vida dos animais quando for adotado por toda a humanidade, ou por uma maioria capaz de levar adiante a abolição da exploração animal.
RETER que as "cinco liberdades (livre de fome, de sede e de má nutrição; livre de medo e de perigo; livre de desconforto físico e térmico; livre de dor, ferimento e doença; e liberdade para expressar padrões normais de comportamento)" e as "três medidas (redução do número de animais, aperfeiçoamento dos métodos experimentais e substituição dos animais nas técnicas utilizadas)" facultam uma orientação valiosa para a utilização de animais
Ora, todas essas liberdades são diretamente atacadas, de modo evidente, pela pecuária, pelo abate de animais para alimentação e pela vivissecção - além das outras formas de escravidão. É muito fácil demonstrar que mesmo que as cinco liberdades sejam respeitadas ao longo da vida do animal - o que é altamente improvável -, elas serão imediatamente e irrevogavelmente violadas no momento do abate ou da vivissecção. Logo, a Declaração é incoerente, se não hipócrita. As três medidas, ou 3 Rs (dos termos no inglês, "reduction", "refinement", "replacement"), por sua vez, existem já há quase 50 anos - foram formuladas em 1959, na Grã-Bretanha. De lá para cá o número de animais empregados em laboratório apenas aumenta, o que mostra a total falência do paradigma bem-estarista e sua incapacidade de atingir os próprios objetivos reformistas. Mais que isso, demonstra que o reformismo apenas existe para aprimorar a exploração animal. Por fim, o trecho "orientação valiosa para a utilização de animais" não deixa dúvidas. A Declaração afirma que com regulamentação e observando-se certas premissas, a exploração animal é aceitável, e esse pensamento nunca levará ao fim da exploração e, longe de proteger os animais, chancela, em última instância, os maus-tratos e a crueldade que são intrínsecos a atividades como a pecuária e a vivissecção. É, portanto, uma Declaração que sofre de má-formação congênita pois torna os animais vulneráveis no mesmo momento em que os pretende proteger.
Princípios
São ao todo quatro princípios. Os dois primeiros princípios recomendam que os Estados reconheçam o bem-estar dos animais como matéria revelante que seja promovido através de normas jurídicas de âmbito nacional e internacional. Ou seja: leis que perpetuem a condição dos animais não-humanos como propriedade dos seres humanos.
3. Os [estados] devem empreender todas as medidas adequadas para evitar a crueldade para com os animais e para reduzir o seu sofrimento
Se o sofrimento requer redução, está implícito o reconhecimento de que ele será, em algum momento, promovido. Em contraste com esta Declaração bem-estarista, uma Declaração abolicionista assumiria o compromisso não de reduzir, mas de abster-se de promover qualquer tipo de sofrimento deliberado e desnecessário ao animal não-humano, só sendo legítimo causar algum dano quando para protegê-lo de um sofrimento maior, e não para atender a interesses alheios.
4. As normas adequadas para o bem-estar dos animais devem continuar a ser desenvolvidas e elaboradas, tais como, mas não só, as que dizem respeito à utilização e gestão de animais de quinta, animais de companhia, animais utilizados em pesquisas científicas, animais de carga, animais selvagens e animais para fins recreativos.
Aqui fica claro que não há qualquer condenação de nenhum tipo, nenhuma crítica fundamental, de base, à exploração animal como um todo ou a alguma modalidade de exploração animal em particular. Não há qualquer menção a um horizonte de liberdade para os animais – a sua escravidão poder-se-á perpetuar eternamente, no que concerne a esta Declaração.
Propostas de Iniciativas
A parte final versa sobre iniciativas recomendadas pela declaração para este suposto bem-estar animal. Basicamente, a exortação, tão comum em nossos dias, à cooperação entre Estado, sociedade civil, outros Estados, organizações não-governamentais e organismos internacionais; a criação de leis e regulamentações, acompanhadas de educação; apoio governamental para a “pesquisa e desenvolvimento do bem-estar dos animais”. Mais uma vez, afirma-se que a propriedade da vida não deve ser abolida, mas tão somente regulamentada por lei. E embora no preâmbulo a declaração sugira o reconhecimento da importância do vegetarianismo, promovê-lo não é tido como uma iniciativa recomendável.
Conclusão
Em conclusão, pode-se dizer que esta Declaração não atende a nenhum interesse fundamental dos animais não-humanos, mas tão somente ao interesse egoísta do ser humano em continuar explorando-os, promovendo um suposto bem-estar, para apaziguar suas consciências, torná-la mais aceitável frente a toda a sociedade, e não colocar jamais em risco os benefícios - em geral econômicos e políticos - advindos da mesma.
Além disso, esta Declaração do Bem-Estar Animal representa um significativo retrocesso na comparação com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, assinada em Bruxelas, 27 de janeiro 1978 (o Brasil não é signatário). Não defendo esta Declaração, que é igualmente bem-estarista. Mas ela reconhece que animais são titulares de direitos e, em algumas instâncias, como a dos testes em laboratórios, ela é mais clara e mais próxima do abolicionismo em suas posições, defendendo a substituição dos animais não-humanos. Hoje, 30 anos depois, deveríamos lutar para dar um passo adiante na questão animal, não um passo atrás1.
E já dispomos de um instrumento para dar esse passo adiante junto aos governos e organismos internacionais: promover a Declaração Universal dos Direitos Animais, que entidades abolicionistas têm se empenhado em promover. Vegetarianos: em vez de assinar essa declaração de falsa defesa dos animais, imprimam, assinem e divulguem a Declaração Universal dos Direitos Animais: http://gato-negro.org/blog/declaracao-universal-dos-direitos-animais/.
Em vez de apoiarmos a farsa da WSPA, devemos concentrar nossos esforços em ensejar um debate amplo na promoção não do bem-estar, mas da LIBERTAÇÃO ANIMAL.
NOTA
1 A Declaração Universal dos Direitos dos Animais pode ser lida na íntegra aqui: www.propg.ufscar.br/pdf/etica_animais/direitos_universais.pdf
--Bruno Müller é bacharel em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal Fluminense, ativista independente pelos direitos animais no Rio de Janeiro/RJ. E-mail: bfmuller@gmail.com.
terça-feira, 25 de março de 2008
Eles não são insubstituiveis
Medicina & Bem-estar
A hora de demitir o seu médico
Fonte: IstoÉ - Edição 2003 - 26 DE MARÇO/2008
Aprenda a identificar os sinais que indicam o fim das boas relações com o profissional que cuida da sua saúde
MÔNICA TARANTINO
Encontrar um profissional atencioso e que transmita segurança é uma das maiores aspirações de quem procura um médico. Os que acham um profissional que atenda a essas necessidades sentem-se privilegiados. Afinal, tornou-se comum o paciente trocar de médico. É fácil entender por que. Exatamente por ser essa uma relação delicada, que envolve sentimentos poderosos – como a fragilidade do doente e a autoridade médica –, ela está sujeita a marés de confiança e a ondas de insatisfação. Mas como saber se a crise entre você e seu médico é passageira ou se chegou o momento de trocar de especialista?
Há vários esforços para obter essa resposta. Um dos que mais se empenham nessa tarefa é o médico Jerome Groopman, da Universidade de Harvard (EUA). “Existem sinais que podem ser identificados pelo paciente”, disse à ISTOÉ. Autor do best-seller americano How doctors think (Como os médicos pensam) e de outros três livros sobre médicos e doentes, ele usa a própria história para exemplificar uma relação sem futuro. “Quando tive uma lesão na mão, não fiquei com médicos que não davam atenção aos meus sintomas e que fizeram diagnósticos rápidos que não podiam ser justificados”, contou.
Foi essa percepção – o veredicto dado às pressas para os sintomas – que levou Clarice Costa, diretora de vendas dos cosméticos Mary Kay, a trocar o pediatra do filho, Rodrigo. “Ele tinha uma febre que durava uma semana. Mas o médico deu vários diagnósticos e não teve a humildade de pedir ajuda a um colega ou a coragem de me dizer que não sabia qual era o problema”, conta. Ela procurou outro pediatra, que identificou púrpura, doença caracterizada por hemorragia cutânea. O episódio deixou uma mensagem clara. “Não me trato com médicos arrogantes e que não têm humildade de assumir que têm dúvidas”, diz.
A falta de interesse do médico durante a consulta e sinais de irritação para responder a perguntas também indicam que talvez seja hora do adeus. “Se essa atitude se repetir, pode interferir na adesão do doente ao tratamento”, explica Cláudio Capitão, especialista em psicologia hospitalar do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. O psicólogo tem razão. Fica difícil seguir as recomendações de alguém que não se dispôs a explicar com paciência, por exemplo, quantas vezes o remédio deve ser tomado. Outro obstáculo difícil de ser transposto é quando o paciente não gosta do médico. Ou o contrário. Nesses casos, o especialista não se abre o suficiente para escutar o doente em profundidade. “O médico que não supera essa dificuldade pode indicar outro especialista, desde que não seja um caso de emergência”, diz Clóvis Francisco Constantino, do Conselho Federal de Psicologia.Situação mais complexa é a quebra da relação de confiança. “Ela se manifesta quando o paciente não escuta mais o que você está dizendo”, observa o ginecologista Paulo Olmos, especialista em infertilidade. “Nessa área, em que o tratamento leva tempo para dar resultado, não é possível seguir em frente quando não há credibilidade entre as pessoas”, diz. Olmos já passou por um debate desse com uma paciente e recomendou a ela que procurasse outra opinião. “Ela ficou satisfeita e voltou”, conta. De todo modo, a atitude mais correta para lidar com os problemas na relação com o médico é você dizer a ele o que incomoda. Se o especialista nada fizer para recuperar sua confiança ou se você não se convencer, é mesmo hora de partir.
segunda-feira, 17 de março de 2008
A Verdadeira Amizade
O cachorro tentava empurrar seu amigo para fora da avenida. E quando alguma pessoa tentava ajudar, ele rosnava e afugentava os que se aproximavam dele.
Apesar do tráfego pesado, o cachorro não abandonava seu amigo.
As pessoas ficaram impressionadas de como um cachorro vira-lata podia ser tão leal !
Em situações difíceis é quando sabemos quem é um verdadeiro amigo.
Definitivamente não vamos esperar que situações difíceis sejam necessárias para demonstrarmos o quando consideramos aqueles que são nossos verdadeiros amigos.
Se você tem um amigo, conserve-o e quando tiver oportunidade de demonstrar sua amizade, não espere, faça.
Contribuição de Ana
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Compra de material e uniforme escolar
ANTES DA COMPRA
.Confirme junto à escola se toda a lista é mesmo necessária, verifique também se há possibilidade de adquirir somente o material a ser utilizado no primeiro semestre.
.Verifique quais os produtos da lista você já possui em casa, e que podem ser reaproveitados, inclusive os já utilizados por outra criança.
.Promova e participe da troca de livros didáticos com pais que possuem filhos em idade escolar diferente.
.Reúna-se com outros pais para uma compra coletiva. Alguns estabelecimentos concedem bons descontos para compras em grandes quantidades.
LEMBRE-SE!
Nem sempre o material mais sofisticado é o de melhor qualidade ou o mais adequado.
Evite comprar materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados, porque geralmente os preços são mais elevados. A publicidade exerce grande influência sobre crianças e adolescentes. Uma boa conversa antes das compras é fundamental para negociar com as crianças o que pode ser comprado.
IMPORTANTE
A escola não pode:
. solicitar a compra de materiais de uso coletivo, tais como material de higiene e limpeza ou taxas para suprir despesas
com água, luz e telefone;
. exigir a aquisição de produtos de marca específica;
. determinar a loja ou livraria onde o material deve ser comprado.
NA HORA DA COMPRA
. Avalie a qualidade e o preço de produtos similares aos solicitados, que atendam às mesmas necessidades com maior economia.
. Produtos com características de brinquedos podem distrair a atenção da criança durante a aula, prejudicando seu desempenho.
. Atenção para a compra em vendedores ambulantes. O preço pode ser menor, mas não há emissão de nota fiscal e muitas vezes os produtos não possuem certificação do órgão responsável.
VERIFICANDO A QUALIDADE DO PRODUTO
. caderno - verifique a impressão das linhas e margens, se as folhas não possuem dobras, rugas, manchas ou furos.
Cadernos de capa dura são mais resistentes, embora mais caros;
. régua, esquadro e compasso - note se a impressão da escala e dos números está legível, bem como se os produtos não apresentam rebarbas, ranhuras, lascas ou pontos de ferrugem;
. borracha - existem produtos apropriados para apagar lápis ou canetas. Cuidado com borrachas coloridas, de formatos e aromas diferentes, que podem induzir às crianças a colocá-las na boca;
. apontador - não deve apresentar sinais de ferrugem. Teste o produto antes de comprar;
. lápis - escolha o tipo mais adequado para cada tarefa. Recomenda-se o número 2 para os trabalhos escritos, triangulares para crianças que estão iniciando a alfabetização;
. caneta - teste o produto. Verifique se a carga de tinta está completa e se não há vazamentos. A escolha deve ser feita de acordo com a faixa etária do aluno;
. massa para modelar, giz de cera, cola, tintas etc. - leia atentamente a composição dos produtos, para certificar-se de que não possuem substâncias tóxicas, bem como as recomendações de uso. Atenção para as instruções sobre a limpeza ou remoção dos produtos das mãos, cabelos, roupas, toalhas etc.
UNIFORME ESCOLAR
.Verifique se existe a obrigatoriedade do uniforme na escola.
.Somente se a escola possuir uma marca devidamente registradapoderá estabelecer que a compra seja feita na própria escola e/ou em outros estabelecimentos pré-determinados.
. A Lei 8.907/94 estabelece que a escola deve adotar critérios para a escolha do uniforme levando em conta a situação econômica do estudante e de sua família, bem como as condições de clima da cidade em que a escola funciona.
O QUE DIZ O CDC - Código de Defesa do Consumidor
.Todo produto deve apresentar informações adequadas, claras, com especificação correta de
quantidade, características, composição, qualidade, prazo de validade e preço, bem como os
riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
.Os produtos importados devem seguir as mesmas recomendações dos nacionais e as informações devem estar em língua portuguesa.
.Toda informação ou publicidade, veiculada por qualquer meio de comunicação, obriga o
fornecedor a cumpri-la integralmente. Todo material publicitário deve ser guardado, pois ele integra o contrato.
.Os preços devem estar afixados nos produtos ou nas gôndolas de forma que o consumidor possa facilmente visualizá-los.
.O prazo para reclamar de produtos não duráveis que apresentem "problemas" (vícios) é de trinta dias. Para produtos duráveis o prazo para reclamar de problemas é de noventa dias.
.É vedado condicionar a venda de um produto à aquisição de outro. Trata-se de prática abusiva, proibida pelo CDC.
.Nas compras realizadas pela internet, telefone ou catálogo o consumidor tem o prazo de sete dias para se arrepender. Este prazo começa a ser contado do recebimento do produto ou da data da assinatura do contrato. O cancelamento da compra deve ser feito sempre por escrito e os valores eventualmente pagos devem ser devolvidos com correção monetária.
COMO RECLAMAR
.No caso de qualquer problema com o material ou uniforme escolar, procure solucioná-lo junto ao
comerciante ou fornecedor. Caso o problema não seja solucionado, recorra a um órgão de defesa do consumidor de sua cidade.
.Exija sempre a nota fiscal, tíquete do caixa, recibo ou equivalente. Eles são importantes caso você precise fazer valer seus direitos e formalizar uma reclamação.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Fanzine Eletrônico - Marketing Social no B r a s i l - XXXVI
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Rio de Janeiro 12 de fevereiro de 2008 - Terça-feira
Ano VI - Número XXXVI - 12 de fevereiro
Jornalista Responsável - *Márcia Neves - DRT 30181/96
A G E N D A
Fontes: Abdl, Abong, Akatu, Gife, Idec, Rits e outras
13 a 16 de fevereiro
Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades: Inovação democrática e transformação social para cidades inclusivas no século 21
Local: Cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Prazo: 15 de fevereiro
Processo de seleção para profissionais com formação em Ciências Humanas para as funções:
Código da vaga: coordenação técnica;
Código da vaga: assistente de coordenação;
Código da vaga: supervisão técnica;
Código da vaga: assessor técnico
Instituição: Instituto Brasileiro de Administração Municipal [Ibam] - Área de Desenvolvimento Econômico e Social
Local: Rio de Janeiro, RJ
Currículos: dhibam@ibam.org.br
Mais informações: www.ibam.org.br
Prazo: 15 de fevereiro
Processo de seleção para:
Código da vaga: Assistente de campo com formação superior em áreas sociais
Código da vaga: Profissional de Serviço Social
Código da vaga: Supervisor comunitário com formação em áreas sociais
Código da vaga: Agente de promoção social com curso médio completo
Código da vaga: Promotor de eventos com formação em Marketing, eventos ou áreas sociais.
Instituição: Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável [Cieds]
Local: Belo Horizonte, MG
Exige-se para todos os cargos experiência mínima de um ano em projetos ou programas sociais, desenvolvimento local ou em projetos com base Currículo: cieds.mg@cieds.org.br
Prazo: 15 de fevereiro
Grupos Reflexivos ("EST").
Processo de seleção para:
Código da vaga: estudantes de Ciências Sociais, Serviço Social ou Pedagogia, a partir do 5º período
Código da vaga: estudantes de Psicologia ou Medicina, a partir do 7º período
Currículo: cerh2007@gmail.com
Prazo: 15 de fevereiro
Processo de seleção para professores, estudantes de pós-graduação, em iniciativa de formação de jovens
Local: Rio Janeiro
Código da vaga: "Professor/a de Gestão"
Código da vaga: "Professor/a de Mercado de Trabalho"
Código da vaga: "Professor/a de Música"
Código da vaga: "Professor de Belas Artes".
Currículo: oportunidadesong@gmail.com
Prazo: 15 de fevereiro
Processo de seleção para estudantes de 5º ao 7º semestre dos cursos de Letras ou Comunicação Social (Jornalismo)
Instituição: Museu da Pessoa
Local: Cidade de São Paulo
Currículo: portal@museudapessoa.net
Prazo: 15 de fevereiro
Processo de seleção para assistente administrativo com formação acadêmica superior em administração, contabilidade ou direito
Instituição: Associação Cidade Escola Aprendiz
Local: São Paulo
Currículo: famarante@aprendizcomgas.com.br
Prazo: não informado
Processo de seleção para médicos/as plantonistas com mínimo de três anos de experiência em emergências clínicas e traumas
Instituição: Médicos Sem Fronteiras
Local: Rio de Janeiro.
currículos: projetosbrasil@msf.org.br
15 a 18 de fevereiro
I Encontro Nacional de Jovens Feministas
Local: Fortaleza, CE
Realização: Articulação Brasileira de Jovens Feministas. Apoios: Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres e Secretaria Nacional de Juventude, do governo federal
Informações: E-mail: jovensfeministas. brasil@gmail. com
Prazo: 17 de fevereiro
Processo de seleção para administrador com formação em Contabilidade, Administração ou Economia
Instituição: Fundação AVINA
Currículo: selecaocuritiba@avina.net
Prazo: 25 de fevereiro
Processo de seleção para profissionais de Pedagogia
Instituição: União de Núcleos Associação e Sociedade dos Moradores de Heliópolis e São João Clímaco [UNAS]
Necessário ter mais de 21 anos e experiência anterior com trabalhos comunitários
Currículos: unass@uol.com.br
Prazo: 10 de março
Universidade da Flórida disponibiliza bolsas para profissionais visitantes
disponíveis para profissionais da área de conservação, pesquisadores, professores universitários, e estudantes de doutorado residentes legais da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Perú, Suriname, ou Venezuela. Têm a duração de quatro a nove meses, e podem começar a qualquer momento entre junho de 2008 e janeiro de 2009.Não pode ser utilizada para o financiamento de pesquisa de campo.
Informações: http://www.tropicalforests.ufl.edu/ACLI/visitor_fellowship_portuguese.htm
14 de março
II Conferência PRISSMA: Integração PRISSMA-PESSOAS - Perspectivas para a prevenção de HIV/DST na Saúde Mental no Brasil
Instituição: Associação Brasileira Interdisciplinar da AIDS (ABIA), Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio
de Janeiro (IPUB/UFRJ), Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e Universidade de Columbia, EUA.
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Sobre o Projeto: PRISSMA
Informações e inscrições: (21) 2542-4517, projetoprissma@gmail.com
08 de abril
Soluções e Equívocos das Políticas Sociais Brasileiras
Palestra com o sociólogo Floriano Pesaro, Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo [SMADS].
**Instituição: Revista Cult
Local: São Paulo, SP
Inscrição: www.espacorevistacult.com.br
10 a 12 de abril
II Congresso Nacional de Alfabetização e Educação Ambiental
Instituição: Fundação Universidade Federal do Rio Grande
Local: Rio Grande/RS
16 a 19 de abril
II Congresso Internacional de Pedagogia Social
Instituição: Faculdade de Educação da USP .
Informações e inscrições: www.usp.br/pedagogiasocial
9 a 11 de maio/
I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - I CN GLBT – " / Direitos Humanos e Políticas Públicas: o caminho para garantir a cidadania de GLBT” /
/ Realização: /Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Informações: imprensa@sedh.gov.br
16 a 18 de abril
III Feira Brasil Certificado
Realização: Imaflora, Imazon, Amigos da Terra e Conselho Brasileiro de Manejo Florestal
Local: Centro de Eventos São Luís - São Paulo, SP
23 a 25 de maio
Ecobuilding 2008: Fórum Internacional de Arquitetura e Tecnologia para a Construção Sustentável
Local: Universidade Paulista - Campus Indianópolis, São Paulo - SP
Informações: www.anabbrasil.org/ecobuilding2008/pt/index.html
18 a 20 de junho
Global Forum America Latina 2008
Realização: O GVces - da FGV, Case Western Reserve University (Cleveland/Ohio), Federação das Indústrias do Estado do Paraná, e Unindus - Universidade da Indústria, Local: Curitiba, no Paraná
Informações: secretaria@globalforum.com.b
25 a 28 novembro
3° Congresso Mundial sobre Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Realização: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), Articulação Internacional contra Prostituição, Pornografia e Tráfico de Crianças e Adolescentes (ECPAT) do Brasil e Internacional; Unicef Brasil e Internacional; e NGO Brasil e Internacional – rede de Organizações Não Governamentais ligadas ao tema.
Informações: (61) 3429-9805 e 3429-3498, imprensa@sedh.gov.br
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BLOGs:
Márcia Neves: http://marcianeves.blogspot.com/
Maximiliano - O Chow Chow: http://maximilianoochowchow.blogspot.com/
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=> O FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL pertence ao gênero de imprensa alternativa que foge as estruturas comerciais de produção e uma de suas características é a independência.
=> Distribuição gratuita e eletrônica
=> É permitido republicar, desde que citada a fonte e sítio: Marketing Social no Brasil www.marketingsocialnobrasil.hpg.com.br
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*Márcia Neves - Jornalista, formada em Comunicação Social, especialista em Gestão Estratégica e Qualidade, MBA em Administração de Marketing, autora dos livros "Consumo Consciente"(2003), "O Novo Mercado - Do Social ao Ambiental"(2002), e"Marketing Social no Brasil"(2001), todos pela Editora E-Papers - www.e-papers.com.br
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FINAL DESSA EDIÇÃO
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Espetáculo de Horrores - Guillermo Habacuc Vargas
Este "psicopata", foi escolhido para representar o seu país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008". http://www.nacion.com/ln_ee/2007/septiemb
Matar lentamente um cão NÃO É OBRA DE ARTE!!!
As fotos com o cão morrendo em plena exposição de "arte" estão no link abaixo
http://www.marcaacme.com/blogs/analog/index.php/2007/08/22/5_piezas_de_habacuc
Assine a petição, não seja conivente com este espetáculo de horrores. O objetivo da petição é que ele não receba este prêmio. Basta preencher o nome, e-mail, localidade e País. O Site é seguro e você pode optar por não divulgar o seu e-mail.
http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html
E que país é este que escolhe este ser para representá-lo. Senhores diplomatas é esta a imagem que desejam da Costa Rica no exterior? É isto que a Costa Rica tem para mostrar ao mundo? Falta de respeito `a vida?
BASTA DE BRUTALIDADE
PSICOPATA
Fonte: Wikipédia
Psicopata, personalidade psicópata ou personalidade psicopática, (do grego psyché, alma + path, r. de páscho, sofro) designa 'enfermo da psique' ou doente mental, sendo no entanto, esta, uma definição disputada por outros pontos de vista. A psicopatia é conhecida também com o nome do sociopatia sendo mais comum no sexo masculino.
Teoria
Segundo a teoria pela qual uma pessoa psicopata é uma pessoa perversa, supõe-se que nesta classe de doença, o doente é um sujeito que se mantém a par da realidade, mas que carece de Superego. Isto faz com que a pessoa psicopata possa cometer actos criminosos sem sentir culpa.
A noção cada vez mais reforçada de que as personalidades psicopatas são psicóticas, enquadra-as dentro das personalidades borderline. Não obstante, as pessoas psicopatas têm condutas criminais sem nenhum sentimento de culpa, mantendo plena consciência dos seus crimes ou das suas intenções criminais.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL - NATAL
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Rio de Janeiro 24 de dezembro de 2007 - Segunda-Feira
Ano V - Número XXXV - 24 de dezembro
Jornalista Responsável - *Márcia Neves - DRT 30181/96
Boas Festas
Boze Narodzenie
Eftihismena Christougenna
Feliz Navidad
Frohliche Weihnachten
Glædelig Jul
God Jul
Hartelijke Kerstroeten
Hauskaa Joulua
Hristos Razdajetsja
Joyeux Noël
Merry Christmas
Nadolig Llawen
Nodlig mhaith chugnat
Sarbatori vesele
Sheng Tan Kuai Loh
F E L I Z N A T A L
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*Márcia Neves - Jornalista, formada em Comunicação Social (FACHA),
especialista em Gestão Estratégica e Qualidade (UCAM), MBA em
Administração de Marketing (CEFET), autora dos livros "Consumo
Consciente"(2003), "O Novo Mercado - Do Social ao Ambiental"(2002),e
"Marketing Social no Brasil"(2001), todos pela Editora E-Papers
-www.e-papers.com.br.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Especialistas recomendam moderação e senso comum para um Natal ecológico
Para início de converesa, não vale a pena abraçar o "radicalismo verde". As festas devem ser, antes de mais nada, um momento de alegria compartilhada, destacam os especialistas.
"Porém, todos podem adotar pequenos gestos para limitar as repercussões da celebração sobre o meio ambiente", afirma Nadia Boeglin, da Agência Francesa do Meio Ambiente e Controle da Energia (Ademe).
Não apenas uma atitude (como comprar somente papel de presente reciclado, por exemplo), mas uma série significativa de gestos que, acumulados, terminam por fazer sentido.
Para a árvore de Natal, o ideal é uma árvore pequena com raízes que, depois das festas, pode ser colocada em um vaso na varanda ou plantada no jardim, aconselha Gaëlle Bouttier-Guérive do Fundo Mundial para a Natureza (World Wild Fund, WWF).
O Natal é uma festa das luzes, mas é possível evitar a iluminação de jardim, que consome muita e perturba os insetos, acrescenta.
Na mesa é possível evitar as toalhas e louças descartáveis. Para o cardápio, o melhor é escolher produtos locais, de temporada e, se possível, procedentes da agricultura biológica.
Quem gosta de caviar, e tem condições de comprar o produto, deve ser exigente com a origem, para evitar a procedência do tráfico ilícito, ou optar pelo caviar de criação conhecida.
As ostras, porém, são ecologicamente positivas, já que funcionam como pequenos escoadouros de carbono ao absorver o CO2 para fabricar sua carapaça.
A respeito dos pescados, os consumidores devem evitar as espécies em perigo por causa da pesca excessiva, como o salmão do Atlântico ou o peixe espada, segundo o WWF, que recomenda o robalo ou a truta. O logotipo internacional MSC permite identificar os produtos procedentes da pesca duradoura.
E, para a sobremesa, o melhor é preparar a própria, evitando assim os doces carregados de aditivos químicos ou muito açucarados.
Outro bom conselho é, no momento das compras e de cozinhar, lembrar de tudo que sobrou no ano anterior para não preparar muita comida, conta Boeglin.
O pior para o meio ambiente são os presentes poluentes e inúteis. Por isto é preciso optar por produtos que agradem a pessoa, mas que tenham utilidade e que serão guardados.
"O maior problema são os produtos de alta tecnologia, muito presenteados no Natal, quando são o perfeito contra-exemplo do presente ecológico", diz Bouttier-Guérive.
A fabricação dos mesmos consome muita energia, assim como sua utilização, e não é fácil reciclar os materiais e substâncias, às vezes tóxicas, que os compõem.
O consumidor ecológico pode recorrer ao guia sobre "tecnologia responsável" publicadp recentemente pelo Greenpeace, que classifica os principais fabricantes de telefones celulares e computadores em função dos esforços no plano do meio ambiente.
E para os produtos que funcionam a pilha é possível presentear ao mesmo tempo baterias recarregáveis.
Para os brinquedos e objetos de madeira, uma referência segura é o logotipo internacional FSC, que garante a procedência de florestas administradas de maneira sustentável.
Os produtos fabricados com materiais reciclados ou procedentes do comércio eqüitativo são, em geral, mais respeitosos ao meio ambiente.
Finalmente, estão na moda os presentes "imateriais": entradas para espetáculos, eventos esportivos, etc.
Ao fim da festa, não se deve esquecer de selecionar o lixo, separando os dejetos orgânicos dos recicláveis.
Natal se origina em tradições mais antigas do que o próprio cristianismo
quarta 19/12/2007
MONTEVIDÉU (AFP) - Mesas generosamente servidas, canções, árvore cheias de luzes e o alegre soar de sinos são algumas características da festa de Natal, uma celebração que não nasceu com o cristianismo, mas tem raízes em antiqüíssimos ritos pagãos indo-europeus bem anteriores a Jesus Cristo.
A festa mais universal do Ocidente, a comemoração do nascimento do menino Jesus, foi celebrada pela primeira vez, com o sentido de hoje, em 25 de dezembro de 336, em Roma, poucos anos depois de o cristianismo ser adotado como religião do Império.
Contudo, na época, a capital imperial era Constantinopla, onde até o século V a Igreja do Oriente celebrou no dia 6 de janeiro o nascimento e batismo do Filho de Deus.
O nome da festa vem do substantivo latino 'nativitas' (nascimento, geração) e este do adjetivo "nativus" (o que nasce).
Ao longo dos séculos, as dioceses orientais foram adotando o dia 25 de dezembro como data oficial e deixando o 6 de janeiro para celebrar o batismo de Cristo, com exceção da Igreja Armênia, que até hoje comemora o Natal no primeiro mês do ano.
Sobre as razões para adotar o dia 25 de dezembro como data do Natal, pouco se sabe, mas considera-se provável que os cristãos quisessem na época substituir com o nascimento de Cristo a festa pagã conhecida como "natalis solis invicti" (festa do nascimento do Sol Vitorioso), que correspondia ao solstício de inverno no Hemisfério Norte.
Esta efeméride astronômica coincide com o dia mais curto do ano ao norte do Equador, por volta de 21 de dezembro, início do aumento da duração dos dias e do encurtamento das noites, ou seja, a época em que o Sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral.
Uma vez que a Igreja Oriental adotou o 25 de dezembro como Natal, o batismo de Jesus Cristo começou a ser festejado no Oriente em 6 de janeiro, mas em Roma esta data passou a ser usada para lembrar chegada a Belém dos Reis Magos, com presentes de ouro, incensos e mirra, que em alguns países católicos é celebrada com a distribuição de presentes para as crianças.
No Brasil, a tradição de trocar presentes acontece na noite de Natal após a meia-noite da madrugada de 24 para 25 de dezembro. Ao longo dos séculos, os costumes tradicionais vinculados ao Natal se desenvolveram a partir de múltiplas fontes.
Há uma considerável influência nestas tradições o fato de a celebração coincidir com as datas de antiqüíssimos ritos pagãos com origem agrícola, que aconteciam no começo do inverno.
Sendo assim, o Natal recebeu elementos da tradição latina de Saturnália, uma festa alegre e de trocas de presentes, que os romanos costumavam celebrar em 17 de dezembro, em homenagem a Saturno.
O dia 25 de dezembro também era a festa do Deus persa da luz, Mitra, respeitado por Diocleciano e que inspirou gregos e romanos a adorar Febo e Apolo.
O certo é que o dia de Natal foi fixado oficialmente no ano de 345 quando - as instâncias de São João Crisóstomo e São Gregório Nacianceno - estabeleceu o 25 de dezembro como dada de nascimento de Jesus Cristo.
Cumpria-se assim uma vez mais o costume da Igreja primitiva de absorver e dar nova forma aos rituais pagãos, em vez de rejeitá-los ou proibi-los.
No Ano Novo, os romanos decoravam suas casas com luzes e folhas de plantas, dando presentes às crianças e aos pobres, em um clima que hoje seria chamado de natalino e, apesar do ano romano começar em março, estas tradições também foram incorporadas à festividade cristã.
Por outro lado, com a chegada dos invasores teutônicos à Gália, à Inglaterra e à Europa Central, ritos germânicos se mesclaram com costumes celtas e foram adotados por parte dos cristãos, tornando o Natal praticamente desde o começo uma celebração regada a muita bebida e comida, com chamas, luzes e árvores decoradas.
Na Idade Média, a Igreja introduziu as canções temáticas. O Natal que celebramos hoje é, por isso, fruto de um milênio cristão em que as tradições gregas e romanas se conjugaram com rituais celtas, germânicos e com liturgias de antigas religiões orientais.
Noite de festa em Copacabana
Um candelabro de seis metros representou um milagre e renovou as esperanças de paz. Copacabana se encheu de luzes para celebrar a liberdade. A festa de chanukah, uma das mais tradicionais do calendário judaico, reuniu mais de 200 pessoas.
Foi tempo de lembrar de uma história de mais de dois mil anos atrás: a vitória de um pequeno grupo de colonos judeus contra as imposições do império grego, que proibia manifestações religiosas.
“Depois de três anos de muita luta, um pequeno exército conseguiu expulsar o exército grego, que era a maior potência na ocasião, e com isso nós readquirimos nossa liberdade religiosa”, conta Alberto Moscovitz, organizador do evento.
A história conta que quando os judeus reconquistaram o templo sagrado em Jerusalém encontraram em meio às ruínas um pequeno frasco com óleo. A quantidade só dava para manter aceso por uma noite o candelabro de ouro que iluminava o templo.
Mas foi aí que veio a surpresa: o símbolo permaneceu aceso durante oito noites, tempo necessário para preparar o novo óleo.
Ontem (04/12) foi acesa a primeira lâmpada da chanukah. A cada noite, uma lâmpada será acesa, até que o candelabro fique todo iluminado. A festa aconteceu simultaneamente em outras cidades do mundo, como Nova York, Londres e Paris.
No Rio, o tema este ano é que as luzes de chanukah iluminem os caminhos da paz, da tolerância e da solidariedade.
“Essa é uma das festas mais bonitas da nossa tradição, em que celebramos o direito à liberdade religiosa. Essa é uma festa que compartilhamos com as pessoas de todas as fés, de todas as crenças”, diz Sérgio Niskier, presidente da Federação Israelita do Rio.
Papai Noel: um ícone cultural nascido no século IV
quarta, 19/12/2007
MONTEVIDÉU (AFP) - O simpático velhinho de roupa vermelha e barba branca, que vemos nestes dias com destaque em centros comerciais de todo o mundo, tornou-se um ícone cultural da sociedade de consumo do terceiro milênio.
Apesar de ter sido baseado em um bispo que viveu no século IV da nossa era, o sorridente personagem que encanta as crianças foi elaborado nos últimos 17 séculos com elementos de mitos de diversas regiões e países.
O personagem original foi bispo da cidade de Mira, no antigo reino de Licia - na atual Turquia - de nome Nicolau, célebre pela generosidade mostrada junto a crianças e pobres, mas que, mesmo assim, foi perseguido e preso pelo imperador Diocleciano.
Com a chegada de Constantino ao trono de Bizâncio, o bispo Nicolau foi libertado e pôde participar do Concílio de Nicéia (325). Após a sua morte, foi canonizado pela Igreja Católica como São Nicolau. Surgiram, então, incontáveis histórias de milagres realizados pelo santo em benefício de pobres e desamparados.
Nos primeiros séculos após sua morte, São Nicolau tornou-se padroeiro da Rússia e Grécia, bem como de inúmeras sociedades beneficentes e das crianças, jovens solteiras, marinheiros, mercadores e prestamistas.
A partir do século VI, foram erguidas várias igrejas dedicadas ao santo, mas essa tendência foi interrompida com a Reforma, quando o culto a São Nicolau desapareceu da Europa protestante, com exceção da Holanda, onde era chamado de Sinterklaas.
Na Holanda, a lenda do Sinterklaas fundiu-se a antigas histórias nórdicas sobre um mago mítico que andava em um trenó puxado por renas, premiava com presentes as crianças boas e castigava as que se comportavam mal. No século XI, mercadores italianos que passavam por Mira roubaram relíquias de São Nicolau e as levaram para Bari, a partir do quê essa cidade italiana, onde o santo jamais colocou os pés, tornou-se um centro de devoção e peregrinação.
No século XVII, emigrantes holandeses levaram a tradição de Sinterklaas para os Estados Unidos, cujos habitantes adaptaram o nome para Santa Claus, mais fácil de ser pronunciado, e criaram uma nova lenda, consolidada no século XIX, sobre um velhinho alegre e bonachão que percorria o mundo em seu trenó no Natal, distribuindo presentes.
Enquanto nos Estados Unidos ele era conhecido como Santa Claus, do outro lado do Atlântico, no Reino Unido, chamava-se Father Christmas (Papai Noel). Com um nome ou outro, o certo é que o personagem baseado no bispo Nicolau tornou-se rapidamente o símbolo do Natal - estimulando as fantasias infantis - e, principalmente, ícone do comércio de presentes de Natal, que envolve anualmente bilhões de dólares.
A tradição não demorou a cruzar novamente o Atlântico, dessa vez renovada, e se estender a vários países europeus, em alguns dos quais Santa Claus mudou de nome. Na França, o Father Christmas dos ingleses foi traduzido para Père Noël, nome que os espanhóis traduziram apenas pela metade - Papá Noel - e se estendeu rapidamente à América Latina.
A árvore de Natal: uma tradição milenar de povos pagãos
quarta, 19/12/2007
MONTEVIDÉU (AFP) - A tradição de celebrar o Natal ao redor de uma árvore carregada de enfeites e luzes multicoloridas é um costume de vários séculos entre os povos cristãos, mas sua origem não é cristã: surgiu entre povos pagãos escandinavos e germânicos que se converteram na Idade Média.
E o hábito de usar uma árvore de folhas duradouras como símbolo de vida eterna é muito anterior a estes povos, que o adotaram após a chegada na Europa de antiqüíssimos costumes orientais.De qualquer forma, foram primeiro os germânicos e depois os escandinavos que criaram a tradição de celebrar o Ano Novo colocando uma árvore na porta de casa ou dentro dela, com a finalidade de afastar os demônios durante todo o ano.
A árvore de Natal tal como a conhecemos hoje é bastante posterior a estes antecedentes. Provém de uma tradição medieval da Alemanha cristã, que consistia em colocar dentro de casa, no dia 24 de dezembro, uma árvore na qual se penduravam maçãs para remeter à árvore do paraíso, da qual Eva tirou o fruto proibido para oferecê-lo a Adão.
Este hábito de recordar o pecado original no Natal foi evoluindo ao longo das gerações até que, em determinado momento, surgiu o costume de pendurar nos galhos da árvore ao invés de frutas, biscoitos ou doces em formas diversas, representando a hóstia, símbolo cristão de redenção, e freqüentemente na noite de Natal eram penduradas velas acesas.
Até o século XVI, este antigo costume se fundiu com outra tradição secular dos camponeses alemães: o de manter em casa, durante os dias de Natal, uma pirâmide de madeira com estantes onde eram colocadas folhas duradouras, velas e, no topo, uma estrela.
No século XVIII, entre os luteranos alemães a árvore adotou a forma e os enfeites da pirâmide, mas foi só no século XIX que a árvore de Natal passou a ser considerada uma tradição já antiga e arraigada.
No entanto, quando isto ocorreu, o antigo costume já havia chegado aos Estados Unidos, levado por colonos alemães, antes mesmo de se espalhar pelo resto da Europa, numa época de grandes migrações estimuladas pela vigorosa expansão do capitalismo americano.
Finalmente, no início do século XX, missionários cristãos europeus levaram a tradição da árvore de Natal para a China, pondo fim a uma viagem milenarMulheres sauditas tentam suicídio para fugir de pressão social
Por Ibtihal Hassan
RIAD, Arábia Saudita (Reuters) - Segregadas dos homens, proibidas de dirigir e submetidas a limitações para viajar, trabalhar e mesmo estudar, muitas mulheres da Arábia Saudita tentam se suicidar para escaparem de uma das sociedades mais rígidas do mundo.
A Arábia Saudita, um Estado islâmico conservador cujos clérigos exigem uma separação total entre os homens e as mulheres, costuma adotar uma postura severa com as mulheres, muitas delas vítimas de atos agressivos realizados por homens.
Uma garota de 19 anos sequestrada e estuprada por sete homens acabou condenada, recentemente, a 200 chibatadas em um caso que gerou críticas na comunidade internacional e manchou a imagem da Arábia Saudita, o berço do Islã.
O rei Abdullah, do país, perdoou a mulher nesta semana, em uma medida que parecia significar uma crítica dura aos clérigos da vertente Wahhabi do islamismo (de linha-dura). Esses clérigos dominam o Poder Judiciário do país.
As pressões exercidas sobre as mulheres sauditas obrigam-nas a viver em um mundo isolado, o que muitas vezes torna mais difícil o embate com as atribulações da adolescência e os problemas familiares.
"Eu estava desesperada naquela época por causa de problemas familiares. Minha mãe tinha se divorciado e eu tive de ficar com ela enquanto meus dois irmãos mais velhos foram morar com meu pai", disse Maha Hamad, 23, estudante, que tentou se matar há dois anos.
"Eu era pressionada demais pela minha mãe a respeito de tudo o que fazia. Eu não conseguia viver sem que ela determinasse o que eu podia e o que eu não podia fazer."
O suicídio é uma prática banida pela lei islâmica e, os hospitais costumam registrar o fato como "uso errado de medicamentos", o que faz esse tipo de caso figurar com menor peso nas estatísticas.
PRESSÕES SOCIAIS
Um raro estudo de 2006 sobre as suicidas sobreviventes, realizado por Salwa al-Khatib, da Universidade Rei Saud, descobriu que de um universo de cem tentativas, 96 envolveram mulheres.
Segundo a pesquisadora, o hospital no qual trabalha como conselheira recebe uma média mensal de 11 mulheres que tentaram cometer suicídio.
"As mulheres enfrentam graves casos de depressão devido às pressões sociais", afirmou Khatib.
"O tratamento diferenciado reservado aos homens e às mulheres dentro das famílias contribui para aumentar as pressões. Os homens, criados para serem superiores, costumam menosprezar as mulheres. Eles adotam um comportamento agressivo a fim de manifestar o poder que possuem sobre as mulheres."
Feitas com pequenas doses de remédio tomadas durante o dia, muitas das tentativas de suicídio revelam-se antes como pedidos de ajuda, e não esforços sérios para acabar com a própria vida, disse Khatib.
"Várias das adolescentes da Arábia Saudita não se comunicam com seus pais. Não há ninguém para ouvir sobre seus problemas emocionais, sociais ou mesmo educacionais", disse a pesquisadora.
Os casamentos forçados são um fator comum por trás das crises de depressão enfrentadas por mulheres jovens, dizem cientistas. Geralmente, apenas mulheres da classe alta da Arábia Saudita conseguem se casar com um parceiro que elas próprias escolheram.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Pedagogia Waldorf
Para dar continuidade a caminhada pelas abordagens educacionais, após ter passado pela Visão Holística da Educação e Educação em Valores Humanos chegamos à Pedagogia Waldorf.
Essa pedagogia originou-se de uma escola baseada na cosmovisão de Rudolf Steiner, solicitada pelo dono de uma fábrica de cigarros na Alemanha. Depois disso, a escola se tornou independente e se propagou pelo mundo.
A Pedagogia Waldorf concebe o homem como uma unidade harmônica físico-anímico-espiritual e sobre esse princípio fundamenta toda a prática educativa. Considera o lado anímico-espiritual como essência individual única de cada ser humano e o corpo físico como sua imagem e instrumento.Parte da hipótese de que o ser humano não está determinado exclusivamente pela herança e pelo ambiente, mas também pela resposta que do seu interior é capaz de realizar a respeito das impressões que recebe. Considera que o homem ao nascer, é portador de um potencial de predisposições e capacidades que, ao longo de sua vida, lutam por desenvolver-se. (Mizoguchi, 2006, p.70).
Os Princípios da Pedagogia Waldorf são pautados na Trimembração do Organismo Social, que partiu da revalorização dos impulsos da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, onde se tem liberdade (no pensar) com responsabilidade, igualdade (jurídico-legal) de deveres e direitos e fraternidade como respeito mútuo regendo as instituições Waldorf.
A idéia de dividir a Pedagogia Waldorf em períodos de sete anos (conhecida como setênios) é fundamentada na antiga cultura grega, onde se dividia a vida humana em dez períodos de sete anos. Com isso, Steneir dividiu o desenvolvimento dos seres humanos em etapas de 7 anos descritas a seguir:
De 0 a 07 anos (maturidade escolar):
A criança está aberta ao mundo; tem confiança ilimitada; recebe impressões sensoriais; não elabora julgamento ou análise; está na fase do desenvolvimento motor; as percepções inadequadas são armazenadas no inconsciente (não compreende o pensamento dos adultos); o aprendizado por imitação; o educador Waldorf deve ser digno de ser imitado, pois nessa imitação inconsciente estará fundamentando sua moralidade futura. Característica: O bom.
De 07 a 14 anos (maturidade sexual):
Desenvolvimento anímico; emancipação da vida corporal; interage e reage aos estímulos que recebe; necessita de explicações conceituais; interesse pela admiração que as coisas causam; vivência na área dos sentimentos; puberdade (12/14 anos) perturba a harmonia anímica; o professor Waldorf deve saber o que é bom ou não para seu aluno e entusiasmá-lo, deve ter “autoridade amorosa”; Característica: O belo.
De 14 a 21 anos (maturidade social):
Liberdade das forças anímicas; desenvolvimento do lógico, analítico e sintético; separa-se do mundo (vê o mundo de fora); quer explicações conceituais e intelectuais; quer ser compreendido; o professor Waldorf deve ser digno de respeito. Característica: O verdadeiro.
A metodologia de ensino baseia-se na seqüência rítmica das fases do processo de aprendizagem: reconhecimento, compreensão e domínio dos conteúdos. 1) vivenciar, observar, experimentar; 2) recordar, descrever, caracterizar, anotar; 3) processar, analisar, abstrair, generalizar (elaboração de teorias). Não se deve chegar à consolidação de resultados em uma só aula. Depois da vivência (1) e da descrição (2), intercala-se uma pausa, por meio da qual o aluno pode se distanciar, também durante a noite, daquilo que assimilou. O último passo é dado apenas no dia seguinte. Dessa maneira, a Pedagogia Waldorf procura respeitar a polaridade entre sono e vigília, já que o desenvolvimento de capacidades não apenas cognitivas, mas também anímicas, pressupõe a polaridade entre aprender e esquecer, consciência e inconsciência, vigília e sono.
Um ponto importante a destacar na Pedagogia Waldorf é a valorização da auto-educação.
Uma meta central da pedagogia Waldorf é a de conduzir os alunos da educação à auto-educação. A pedagogia Waldorf entende que o direito de educar a outros baseia-se na auto-educação, premissa que os docentes da escolas Waldorf respeitam e tentam cumprir em todo o seu agir, realizando, em primeiro lugar, um trabalho orientado para si mesmos, enriquecido pela co-educação com os demais docentes. (Mizoguchi, 2006, p.77). MIZOGUCHI, Shigueyo. Rudolf Steiner e a pedagogia Waldorf, Coleção memória da pedagogia – perspectivas para o novo milênio, Rio de Janeiro, n.6, p. 66-77, 2006
sábado, 1 de dezembro de 2007
Dia Mundial da Luta Contra a AIDS
Fonte: Yahoo
A data que reforça o perigo de contaminação também traz à tona campanhas preventivas e o alerta que não existe mais grupo de risco, portanto todos devem saber sobre o assunto
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| Logo da campanha de 2007. Foto: www.aids.gov.br |
Em outubro de 1987, foi decretado por uma assembléia da ONU que 1º de dezembro seria o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. A data é marcada por campanhas publicitárias, que buscam relembrar os conceitos básicos de prevenção, além de reforçar a solidariedade, a tolerância e a compaixão.
Todos os anos, novos temas são abordados para a campanha principal, que faz parte do Ministério da Saúde, para atingir a maior variedade de público possível. Em 2007, o slogan Sua atitude tem muita força na luta contra a Aids pretende alcançar os jovens de 14 a 24 anos, com o tema central O Jovem e seu direito de exercer sua sexualidade e de usar o preservativo .
O HIV destrói os linfócitos, células responsáveis pela defesa do nosso organismo, tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas. Cabe ressaltar que, como qualquer imunodeficiência, ela não se manifesta da mesma forma em todos os pacientes.
O período médio de incubação, intervalo de tempo entre a exposição ao vírus até o surgimento de alguns sintomas, é estimado em 3 a 6 semanas. A produção de anticorpos inicia-se de 8 a 12 semanas após a infecção. Existe ainda a fase assintomática, na qual os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada.
A etapa final corresponde à redução crítica de células T, tipo CD4, que chegam abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue (adultos saudáveis possuem de 800 a 1200 unidades). Neste estágio, surgem as diarréias persistentes dores de cabeça, contrações abdominais, febre, falta de coordenação, náuseas, vômitos, fadiga extrema, perda de peso e câncer. Na década de 80, quando a AIDS veio à tona, o medo de ser acometido pela doença era bastante grande, o tratamento ainda não era conhecido e as imagens de pacientes em estado terminal eram vistas como ameaça fatal.
| O laço vermelho é símbolo da luta. Foto: www.sxc.hu |
Historiadores dizem que grandes epidemias e grandes guerras servem para fazer o controle populacional do planeta. Até o momento, isso fazia até que certo sentido. O problema é que nenhuma batalha ou epidemia durou tanto tempo. A AIDS está aí há 20 anos e não temos indícios de que uma cura vai surgir. completa Luis.
Em todo o mundo, são vendidos cerca de 239 milhões de preservativos todos os anos. Parece muito? Pois então pense no seguinte dado: por dia, acontecem aproximadamente 150 milhões de relações sexuais.
Para o jovem publicitário, Rafael Gushiken, 25, Assim como o governo transmite um grande número de campanhas políticas, deveria transmitir as campanhas de prevenção à AIDS. .
| Foto: www.sxc.hu |
| • Rosa: Luta contra o câncer de mama; • Amarelo: Conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade; • Verde: utilizado por ativistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica; • Lilás: Luta contra vítimas de violência urbana; • Azul: Campanha contra a censura na internet. |
