terça-feira, 6 de julho de 2010

CONSELHO DE ADVOGADO


Um advogado fez circular a seguinte informação para os empregados de seu escritório:


1.
Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Em vez disso, escreva 'SOLICITAR RG'.

2.
Ponha seu número de telefone de trabalho em seus cheques em vez de seu telefone de casa. Se você tiver uma Caixa Postal de Correio use esta em vez de seu endereço residencial. Se você não tiver uma Caixa Postal, use seu endereço de trabalho. Ponha seu telefone celular ao invés do residencial.

3.
Tire Xérox do conteúdo de sua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos, cartão de crédito, etc. Você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar. Mantenha a fotocópia em um lugar seguro. Também leve uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o estrangeiro. Sabe-se de muitas estórias de horror de fraudes com nomes, CPF, RG, cartão de créditos, etc... roubados.

Infelizmente, eu, um advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha carteira foi roubada no último mês. Dentro de uma semana, os ladrões compraram um caro pacote de telefone celular, contrataram um cartão de crédito VISA, tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador, dirigiram com minha carteira...


E MAIS....


4.
Nós fomos informados que nós deveríamos cancelar nossos cartões de crédito imediatamente. Mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números de cartões à mão, assim você sabe quem chamar.
Mantenha estes onde você os possa achar com facilidade.


5.
Abra um Boletim Policial de Ocorrência (B.O.) imediatamente na jurisdição onde seus cartões de crédito, etc., foram roubados. Isto prova aos credores que você tomou ações imediatas, e este é um primeiro passo para uma investigação (se houver uma).

Mas aqui está o que é talvez mais importante que tudo:


6.
Chame imediatamente o SPC (11-3244-3030) e SERASA (11-33737272) e outros órgãos de crédito (se houver) para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF. Eu nunca tinha ouvido falar disto até que fui avisado por um banco que me chamou para confirmar sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela Internet em meu nome. O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado..

Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), todo o dano já havia sido feito. Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum dos quais - eu soube - depois que eu coloquei o alerta. Desde então, nenhum dano adicional foi feito, e os ladrões jogaram fora minha carteira. Este fim de semana alguém a devolveu para mim. Esta ação parece ter feito eles desistirem.


Passamos para frente muitas piadas pela Internet . Mas se você estiver disposto a passar esta informação, realmente poderá ajudar alguém!
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Depois do Facebook, o Diaspora

Outras Palavras - 22/06/2010

(Por Gabriela Leite)

Quatro jovens americanos da New York University (NYU), um matemático e três estudantes de ciência da computação, resolveram pôr em prática uma ideia que começou a ser pensada por muitas pessoas nos últimos tempos. Criaram uma rede que se diz “consciente sobre a privacidade, controlada pessoalmente, faz-tudo e de código aberto” (tradução livre).

A iniciativa surgiu após uma palestra de Eben Moglen, professor de direito da Columbia, sobre a privacidade na internet. Na palestra, Moglen chamou as redes sociais centralizadas de “espionagem de graça”.

Foi aí que os estudantes Maxwell Sallzberg, Daniel Grippi, Raphael Sofaer e Ilya Zhitomirskiy uniram-se para construir um projeto inovador: Diaspora, uma rede social de código aberto que permite que cada usuário tenha o controle sobre seus dados.

O Diaspora está sendo chamada de anti-Facebook, mas sua proposta é maior: mudar o conceito de rede social em geral. Ao inserir uma foto no Facebook ou no Orkut, um vídeo no Youtube ou uma música no MySpace, o usuário os cede completamente para as empresas que controlam as redes , em troca de compartilhar seus arquivos com outras pessoas. E como diz Sofaer: as redes sociais existem há no máximo dez anos, não sabemos o que irá acontecer no futuro com os dados que disponibilizamos nelas, mesmo após serem deletados.

Na opinião dos programadores do Diaspora, o compartilhamento é a coisa mais importante e incrível que existe na internet. Então por que isso tem que ser feito de forma privativa e controladora?

A ideia principal da equipe é que na vida real, quando conversamos com alguém, nos comunicamos diretamente com a pessoa, sem a necessidade de um centralizador. Sendo assim, as redes sociais deveriam seguir a mesma lógica. O Diaspora é uma rede que conecta cada usuário diretamente com quem ele quiser, e o deixa com o direito de controlar seus dados e arquivos quando quiser.

Haveria muita gente descontente com as redes sociais que temos hoje? A prova foi feita pelos quatro garotos por meio do Kickstarter, um site que recolhe fundos para projetos. Os jovens montaram o projeto e deram o prazo de 39 dias para alcançar a meta de reunir 10 mil dólares. O prazo acabou dia 31 de maio e foram arrecadados pouco mais de vinte vezes o valor esperado.

No site do Join Diaspora ["Reúna-se ao Diáspora"], é possível encontrar mais informação sobre o assunto; porém, no momento, não há muita atualização. Os garotos dizem que isso acontece porque estão trabalhando duro no projeto durante a próxima temporada e esperam terminá-lo no final do verão no hemisfério norte (ou inverno no sul, mês de setembro).

Segundo o próprio Facebook, seu número de usuários ativos é de mais de 400 milhões, sendo que metade dessas pessoas acessa sua página pessoal todos os dias (veja as estatísticas). Será difícil para o Diaspora superar esse número, mas o que importa é saber que a internet é dinâmica e tem sempre gente procurando meios de mudar a lógica que o mundo offline tenta impor a ela.

sábado, 22 de maio de 2010

cabelo, cabeleira...

Definitivamente eu estou na contra mão do chamado mundo civilizado. Vejam vocês, agora cabelos cacheados estão na moda, como assim? Desde quando os meus cabelos deixaram de estar na moda para agora voltarem??? A primeira vez que eu ouvi a frase “vou fazer uma chapinha”, pensei que fosse algum tipo de droga ilicita. Bom, de certa forma não deixa de ser, o povo fica obcecado nessa coisa de alisar. Eu me lembro de uma vez em Brasília que uma dona me abordou na rua, vinda da décima sexta dimensão, pra eu emprestar o meu guarda-chuva, porque ela tinha acabado de fazer a tal chapinha e tava chovendo. Foi surreal, até porque ninguém tinha falado comigo até então naquela cidade, salvo os porteiros dos hotéis que morei, e os colegas da empresa em que trabalhei por lá, e assim mesmo para falar de trabalho. Mas agora a “novidade” é enrolar, e derrepente eu deixei de ser um modelo ultrapassado e fiquei moderna, pelo menos até, talvez, a semana que vem, quando a moda talvez seja sem cabelos, porque com tanto alisa e enrola, daqui a pouco não vai sobrar muita coisa agregada ao couro cabeludo, se é que ainda poderá ser considerado assim, e ai vou ficar desatualizada definitivamente. Bons tempos em que a função do cabelo era somente ser um isolante térmico, que protegia a cabeça das radiações solares e abrasão. Uga, uga, ban, ban...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

esmalte nas unhas e na cabeça

O novo burburinho no momento é a volta dos roxos e azuis nas unhas. Na boa, até hoje eu ainda não consegui compreender este ritual de se auto intoxicar de forma consciente com tolueno, sulfonamida e formaldeído. Sem contar com o desgaste de inalar os gases tóxicos em um salão, enquanto aguarda em uma cadeira absurdamente desconfortável, com revistas desatualizadas e repletas de mulheres anoréxicas e homens retocados com photoshop. E ser por fim atendida por uma pessoa mal humorada, que provavelmente irá falar para a colega ao lado mal da ultima cliente, que acabou de lhe contar toda a sua vida em tom de confidência. Esta estranha pessoa, cuja higiene bucal você desconhece, mas que espalha perdigotos ao tagarelar com a colega, ainda por cima irá retirar a sua cutícula, que teoricamente deve proteger de agressores externos. Hump... civilização, coisa estranha pra mim, definitivamente sou uma primata incivilizada e desajustada, que não usa esmalte nas unhas, tem cutícula protetora colada as unhas e detesta salões fedendo a tintas e gases, e cheio de gente falando de gente que finge que gosta. Mim ser bizarra, neh?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Convite: Violencia Contra a Mulher no Mercado de Trabalho

Cartaz-Convite feito pela minha amiga-irmã Carol Vigna-Maru, que também deu a sua contribuição no conteúdo do livro.
Se você quiser conhecer todo o material que ela montou para a campanha do livro (release, convite impresso, cartaz) esta disponível em: http://vignamaru.com.br/portfolio/

sábado, 3 de abril de 2010

Cientistas tentam defender trabalhos sobre o clima

The New York Times - 31/03/2010

Atualizado em 03/04

Há meses cientistas do clima sofrem críticas cruéis na mídia e na internet, acusados de esconder dados, cobrir erros e suprimir visões alternativas. Sua reposta até agora tem sido, em grande, parte, insistir na legitimidade de seu vasto corpo de ciência climática e ridicularizar seus críticos, chamando-os de esquisitos e desinformados. No entanto, o volume de críticas e a profundidade da dúvida só cresceram.

Muitos cientistas hoje estão enfrentando uma crise de confiança pública e sabem que tem de rebatê-la. A contragosto, eles estão começando a envolver seus críticos, admitir erros, abrir dados e remodelar a forma como conduzem seu trabalho.

A liberação não autorizada, no último outono, de centenas de mensagens de e-mail de um grande centro de pesquisa sobre o clima na Inglaterra, e, mais recentemente, revelações de um punhado de erros num suposto relatório confiável das Nações Unidas sobre a mudança climática, criaram o que vários cientistas importantes afirmam ser uma grande quebra de confiança em sua pesquisa. Eles afirmam que essa agitação ameaça minar décadas de trabalho e tem prejudicado enormemente a confiança do público na atividade científica.

No episódio do e-mail, chamado de "climategate" por alguns críticos, o conteúdo das mensagens vazadas fez com que alguns cientistas conhecidos sofressem acusações de esconder dados de temperatura de pesquisadores rivais e manipular resultados para estarem em conformidade com conclusões pré-estabelecidas. "Eu obviamente escrevi alguns e-mails terríveis", disse o britânico Phil Jones, diretor da unidade de pesquisa climática da University of East Anglia e centro da controvérsia, em confissão recente a um comitê especial do Parlamento. Mas ele discordou veementemente de acusações de que ele teria escondido dados ou falsificado resultados.

No entanto, danos sérios já foram causados. Uma pesquisa conduzida no final de dezembro pela Universidade de Yale e pela George Mason University descobriu que o número de americanos que acreditava que a mudança climática era uma enganação ou conspiração científica mais que dobrou desde 2008, de 7% da população para 16%. E 13% dos americanos disseram achar que, mesmo que o planeta esteja esquentando, isso seria resultado de fatores naturais apenas e não representaria uma preocupação significativa.

"Está claro que a comunidade científica do clima simplesmente não estava preparada para a escala e ferocidade dos ataques, e simplesmente não responderam de forma rápida e adequada", afirmou Peter C. Frumhoff, ecologista e cientista-chefe da Union of Concerned Scientists.

Agora várias instituições estão iniciando esforços para melhorar a qualidade de sua ciência e tornar seu trabalho mais transparente. A agência britânica oficial do clima está realizando uma revisão completa de seus dados de temperatura e irá tornar públicos seus registros e análises pela primeira vez, permitindo análises detalhadas por parte de terceiros em relações a métodos e conclusões.

Nenhum órgão científico está sofrendo inspeções mais hostis do que o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança Climática (IPCC), que compila pesquisas climáticas de centenas de cientistas ao redor do mundo em relatórios periódicos com o objetivo de ser a afirmação definitiva da ciência e um guia para a criação de diretrizes. Críticos, citando vários erros relativamente menores em seu relatório mais recente e acusações de conflitos de interesse contra seu líder, Rajendra K. Pachauri, pedem que o IPCC seja dispensado ou radicalmente reformulado.

Pachauri foi agraciado, em 2007, com o Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho no painel. A honraria foi dividida com o ex-vice presidente dos EUA, Al Gore.

No dia 27 de fevereiro, após semanas de recusa em envolver os críticos, o IPCC anunciou que estava solicitando a criação de um painel independente para revisar seus procedimentos de pesquisa, a fim de eliminar parcialidades e erros de futuros relatórios.

Entretanto, alguns críticos acreditam que se tratam apenas de esforços cosméticos que não resolvem o verdadeiro problema. "Vou deixar você por dentro de um segredo bem feio - não quero que a confiança na ciência do clima seja recuperada", disse Willis Eschenbach, engenheiro e oposicionista do clima que posta frequentemente em blogs de ceticismo climático, em resposta a uma proposta de cientistas de compartilhar mais pesquisas. "Não quero que vocês descubram como inspirar confiança camuflando suas práticas inescrupulosas de maneira inovadora", disse.

Ralph J. Cicerone, especialista em química atmosférica e presidente da National Academy of Sciences, órgão científico mais prestigiado dos Estados Unidos, disse haver o risco de que a desconfiança na ciência climática poderia se ramificar e gerar dúvidas em relação ao conhecimento científico de forma mais ampla. Ele disse que os cientistas devem fazer um trabalho melhor tentando ser ouvidos em redes de TV, rádio e internet.

The New York Times
Qua, 31 Mar, 05h11

Atualizado em 03/04

A batalha é desigual, no sentido de que os cientistas se sentem obrigados a apoiar suas descobertas com observação cuidadosa e análises replicáveis, embora seus críticos sejam livres para fazer afirmações condenando seu trabalho como fraudulentos.

"Temos que fazer um trabalho melhor de explicar que sempre existem mais coisas para serem aprendidas, sempre há incertezas a serem resolvidas", disse John P. Holdren, cientista ambiental e conselheiro científico da Casa Branca. "Mas também precisamos lembrar às pessoas de que as ocasiões onde um amplo consenso é derrubado por um incrédulo da ciência são muito, muito raras".

Porém, alguns cientistas disseram que responder a céticos em relação a mudanças climáticas

era perda de tempo. "Os cientistas do clima são pagos para fazer ciência", disse Gavin Schmidt, climatologista sênior do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA. "O trabalho deles não é convencer o público". Ele afirmou que a recente onda de hostilidade para com a ciência do clima tinha sido motivada tanto pelo inverno frio quanto por qualquer pecado científico, real ou percebido.

"Sempre houve pessoas nos acusando de sermos criminosos fraudulentos, que o IPCC seria corrupto", disse Schmidt. "A novidade é essa paranoia combinada com inverno frio nos Estados Unidos e a liberação do 'climategate'. A resposta é simples, ele disse: "A boa ciência é a melhor vingança".

sexta-feira, 2 de abril de 2010

casas sustentaveis

Casa popular contra terremotos e furacões é apresentada no 5° Fórum Urbano Mundial

Categorias: ARQUITETURA E URBANISMO, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Casa popular com tecnologia contra terremotos e furacões (Foto: O  Globo)

Casa popular com tecnologia contra terremotos e furacões (Fotos: O Globo)

Rio de Janeiro - Das madeiras serradas, painéis e compensados são construídas casas populares de baixo custo e resistentes a desastres, como furacões e terremotos. Além disso, o mobiliário urbano do entorno também é todo sustentável e pronto para enfrentar abalos sísmicos. Durante o Fórum Urbano Mundial, que acontece até sexta-feira, o Conselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (EUBRA) apresenta o projeto Home4Haiti, com tecnologia inspirada na muralha da China. O modelo de residência foi desenvolvido por arquitetos brasileiros e italianos e pretende contribuir para a reconstrução do Haiti.

No projeto há dois tipos de casas, ambas de 50 metros quadrados, incluindo dois dormitórios, sala, banheiro e cozinha. A primeira faz uso de tijolos queimados, cimento e estrutura em aço. O prazo para construção é de, no máximo, 20 dias e o custo da casa pronta é de R$ 8 mil. Já a segunda é feita de madeira reaproveitada do Pará e do Maranhão. O custo da casa fica entre R$ 9 mil e R$ 11 mil, sem a montagem.

“A gente bolou um sistema de ventilação forçada, uma tecnologia simples, para que a casa possa ser vedada em casos de furacão. Para proteger a residência de terremotos, a gente usou pneus velhos, suporte de aço e tijolos solo cimento para fazer o amortecimento dos pilotis”, explica o presidente da EUBRA, Robson Oliveira.

Detalhe do sistema de amortecimento da casa

Detalhe do sistema de amortecimento da casa

Móveis utilitários também são feitos com sobras de madeiras. A tecnologia de iluminação LED abastecida por energia eólica e solar, usada nas luminárias de rua, é proveniente da China e será transferida para o Brasil e o Haiti. O projeto prevê que as comunidades brasileiras e haitianas envolvidas sejam beneficiadas pelo projeto através de formação técnica, geração de emprego e renda e, portanto, melhor qualidade de vida.

O Fórum Urbano Mundial foi estabelecido pelas Nações Unidas para analisar um dos problemas mais urgentes que o mundo enfrenta hoje: a rápida urbanização e seu impacto nas comunidades, cidades, economias, mudanças climáticas e políticas. O tema central deste ano é “O Direito à Vida: Unindo o Urbano Dividido”. As discussões são divididas em seis eixos: Levando Adiante o Direito à Cidade; Unindo o urbano Dividido; Acesso Igualitário à Moradia; Diversidade Cultural nas cidades; Governança e Participação; e urbanização sustentável e inclusiva.


Casa sustentável projetada por estudantes brasileiros concorre na Espanha

Categorias: ARQUITETURA E URBANISMO, DECORACÃO E JARDINAGEM, SUSTENTABILIDADE, ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Fachada da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis  universidades brasileiras (Foto: Divulgação)

Fachada da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro - As portas da casa podem ser deslocadas por toda a fachada, para serem posicionadas de acordo com a incidência do sol. Persianas especiais são instaladas nas janelas para permitir a entrada de luz sem deixar que o calor passe para os ambientes. Tudo é flexível para aproveitar ao máximo a energia solar. Foi partindo desse conceito que estudantes brasileiros de seis universidades criaram, juntos, a Casa Solar Flex. O projeto participará da competição internacional Solar Decathlon Europe (SDE), que acontecerá em junho deste ano, em Madri, na Espanha. A casa foi toda planejada para ser energeticamente sustentável e, depois de transportada até a capital espanhola em contêineres, será construída em apenas sete dias.

“A gente mandou uma proposta no início de 2008. A ideia era, além de investir em tecnologias sustentáveis, mudar os hábitos dos moradores. A partir daí, começamos a desenvolver o projeto. A casa foi construída para um casal, mas pode servir de residência temporária e até de hotel”, diz José Ripper Kos, coordenador da parte de arquitetura do projeto.

Varanda  da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades  brasileiras

Varanda da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras

Com 70 metros quadrados de área construída, a casa, feita de material pré-fabricado, tem sala de estar, dormitório, cozinha e área externa. No centro da residência, há uma tela para mostrar ao morador todo o funcionamento dos ambientes. Através de um sistema de automação, painéis fotovoltaicos da fachada são acionados de acordo com o posicionamento do sol para aproveitar ao máximo a energia solar. Além disso, informações sobre a meteorologia ficam disponíveis para que o morador possa controlar a entrada de luz nos ambientes.

Soluções como captação de água da chuva, espaço para armazenamento de resíduos e fundações superficiais tornam a casa autônoma e reduzem a praticamente zero seu impacto no meio-ambiente. O que possibilita que ela seja instalada nos locais mais remotos, desprovidos de infraestrutura. E é por isso que, de acordo com José Ripper, o grupo de estudantes responsável pelo desenvolvimento do projeto pretende, através de subvenção do governo, atender regiões no Brasil que não tenham energia elétrica.

Casa  Solar Flex, projeto de alunos de seis universidade brasileiras

Casa Solar Flex, projeto de alunos de seis universidade brasileiras

“Esta casa foi planejada para se adaptar ao clima espanhol, o que pode encarecer o custo de sua construção. Mas, com algumas adaptações e auxílio de programas do governo, podemos reduzir os gastos da casa, torná-la economicamente viável às populações de lugares onde a energia elétrica é parca ou inexistente”, adianta o arquiteto.

O grupo, chamado de Consórcio Brasil, é composto por alunos das universidades federais do Rio (UFRJ), Minas Gerais (UFMG), Santa Catarina (UFCS) e Rio Grande do Sul (UFRGS), além das estaduais de Campinas (Unicamp) e São Paulo (USP). Para montar o projeto ideal, o consórcio fez um concurso interno, em que estudantes das seis universidades entregaram seus próprios projetos. O júri foi composto por professores de todas as universidades e da Politécnica de Madri.

Esta é a primeira vez que o Brasil participa do evento. Durante a competição, estudantes de Madri ocuparão as casas participantes do evento para desempenhar atividades diárias da casa. A partir daí, será escolhido o vencedor.




Casas construídas com plástico reciclado

quarta-feira, 31 de março de 2010

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL - LIVRO

Confirmado o lançamento oficial do livro "A violência contra a mulher no mercado de trabalho", de Márcia Neves, Editora E-Papers, em 27 de maio, quinta-feira, 18h, na livraria Prefácio, Rua Voluntários da Pátria, 39, Botafogo, Rio de Janeiro, Tel: 21-2527-5699.

Em algumas semanas cada assinante do Fanzine receberá em seu endereço eletrônico um convite com senha individual, que permitirá participar do sorteio de um livro durante o lançamento. Só será valido para os assinantes presentes ao evento.

Informações sobre o livro:
http://www.e- papers.com. br/produtos. asp?codigo_ produto=1713& promo=0

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*Jornalista Responsável - Márcia Neves - DRT 30181/96 - Autora dos livros "A violência contra a mulher no mercado de trabalho"(2009) , "Consumo Consciente"( 2003), "O Novo Mercado - Do Social ao Ambiental"(2002) , e "Marketing Social no Brasil"(2001) , todos pela Editora E-Papers - www.e-papers. com.br
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lançamento do livro "A violência contra a mulher no mercado de trabalho"

Confirmado o lançamento oficial do meu ultimo livro "A violência contra a mulher no mercado de trabalho", em 27 de maio, quinta-feira, 18h, na livraria Prefácio, Rua Voluntários da Pátria, 39 - Botafogo - Rio de Janeiro - Tel. 21-2527-5699.
Ainda não sei os detalhes, mas aviso para vocês quando me avisarem.

http://www.e-papers.com.br/produtos.asp?codigo_produto=1713&promo=0


sexta-feira, 12 de março de 2010

Assassino de Glauco é conhecido da família, segundo a polícia


Sex, 12 Mar, 12h56

Por Redação Yahoo! Brasil

A polícia procura o estudante universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, principal suspeito do assassinato do cartunista Glauco Villas Boas e seu filho, Raoni. O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira (12).

Segundo a polícia, o suspeito frequentava a igreja Céu de Maria -, fundada por Glauco há cerca de 15 anos e que seguia a doutrina do Santo Daime -, mas estava afastado dos cultos havia seis meses.

As primeiras informações sobre a morte do artista e seu filho davam conta que as mortes haviam ocorrido durante uma tentativa frustrada de assalto à residência da família, na Estrada Alpina, no bairro Jardim Santa Fé, em Osasco, na Grande São Paulo.

O estudante teria ido à casa de Glauco levando uma pistola. Supostamente teria havido discussão, na qual o rapaz disse que iria se matar, e pai e filho tentaram demovê-lo da ideia.

O advogado da família, Ricardo Handro, deu, também num primeiro momento, uma versão diferente, alegando que dois homens invadiram a residência. Eles estariam drogados e com ameaças teriam rendido o cartunista, sua mulher e filha. Após negociações com os suspeitos, Glauco saiu com os bandidos e foram surpreendidos por seu filho Raoni, que chegava da faculdade. Nesta hora os bandidos teriam atirado.

Os corpos de Glauco e Raoni foram liberados no fim da manhã desta sexta. A pedido da família, o velório será uma cerimônia reservada e o acesso ao público só será permitido no enterro, previsto para amanhã, no Cemitério Gethsemani Anhanguera.

Glauco era o criador dos personagens Geraldão, Dona Marta e Casal Neuras, entre outros. Ele manteve-se fiel ao seu traço único, com nanquim no papel.

Veja o site oficial do cartunista.

No começo dos anos 70, o paranaense Glauco foi trabalhar no "Diário da Manhã", em Ribeirão Preto, onde fazia a tira "Rei Magro e Dragolino". Pouco tempo depois, em 1976, o jovem cartunista foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba. Com o destaque do prêmio, no ano seguinte ele começou a publicar esporadicamente suas tiras na "Folha de S. Paulo". Mas foi a partir de 1984 que ele passou a desenvolver tiras diárias para competir com as americanas.

Foi na Folha, que começou a parceria com Angeli e Laerte. Os três alcançariam sucesso nas bancas em revistas como a "Chiclete com Banana", com tiragens de até 150 mil exemplares. Ele também fez parte da equipe de redatores do program "TV Pirata", da TV Globo.

O que é o Santo Daime?
O Santo Daime é uma religião originária do norte do Brasil. Segundo o site da igreja, o Culto Eclético da Fluente Luz Universal é "um trabalho espiritual, que tem como objetivo alcançar o autoconhecimento e a experiência de Deus ou do Eu Superior Interno."

Para isso, eles se ultilizam, dentro de um contexto ritual tido como sagrado, da bebida enteógena sacramental conhecida como ahyausca e que foi rebatizada pelo Mestre Irineu, fundador da igreja, como Santo Daime. Os adeptos lembram que o uso de uma substância enteógena como sacramento parece ter feito parte das principais tradições religiosas da antiguidade e fornecido a base visionária de muitas das principais grandes religiões hoje existentes no mundo.

Ainda de acordo com os fundadores da igreja, o "culto litúrgico, que se resume em comungar, nas datas apropiadas, a bebida à guiza de sacramento, se denomina Eclético, por que suas raízes estão impregnadas de um forte sincretismo entre vários elementos culturais,folclóricos e religiosos.O uso do sacramento Santo Daime é relizado nas datas do seu calendário festivos, obedecendo as regras rituais que foram estabelecidas pelo Mestre Irineu e pelo Padrinho Sebastião."

A Doutrina do Santo Daime ou a Doutrina do Mestre Irineu, como também é identificada, nasceu dentro da floresta, brotou no seio do seu povo, uma gente muito humilde e digna. A sua mensagem, que se encontra reunida na forma de coleções de hinos recebidos pelos mestres e adeptos,prega o amor pela natureza e consagra o mundo vegetal e todo o planeta como sendo o cenário sagrado da nossa mãe-terra.

Tiau, Glauco!

O Brasil fica mais triste hoje, morre um dos maiores cartunista da minha geração: Glauco Villas Boas, aos 53 anos, na madrugada de hoje após ser baleado durante uma suposta tentativa de assalto, em sua casa, na Grande São Paulo, assim como o seu filho de 25 anos, Raoni. Eu que passei uma boa parte da minha horripilante adolescência, como toda boa adolescência deve ser, me deliciando com Geraldão, Chiclete com Banana e Piratas do Tiete, não consigo imaginar que não exista mais a possibilidade de encontrar Los Três Amigos: Glauco, Angeli e Laerte em um HQ, que juntos os três cartunistas mostraram ao mundo que os HQs nacionais não eram só Maurício de Souza, em uma época que hoje parece tão remota.


É completamente insano, perder um artista revolucionário como o Glauco para uma pistola de um assaltante. Seu bem maior, a sua criatividade, ele já compartilhava com todos nós. Com a Morte do Glauco todos ficamos órfãos, não temos mais os nossos anti-heróis, marca registrada do artista com o seu traço simples e humor ácido.


Para quem ainda não conhece a sua obra, Glauco publicava em UOL Humor dois de seus personagens: Netão e Ficadinha, no jornal Folha de S.Paulo, diariamente na Folha Quadrinhos, e na Página 2, de editoriais Charges Políticas. Glauco também colaborava mensalmente com quadrinhos do Geraldinho para a Folhinha, o suplemento infantil da Folha de S. Paulo. Publicou três livros: "Minorias do Glauco", independente, em 1981, e pela Circo Editora, "Geraldão" e "Abobrinhas da Brasilônia". Também pela Circo Editora lançou entre os anos 80 e 90 cerca de 40 revistas do "Geraldão".


Glauco, seja feliz no céu dos cartunista, pois deve existir um só para vocês.

sexta-feira, 5 de março de 2010

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL - 44

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL
Rio de Janeiro, 05 de março de 2010. Ano 8. N 44.*


DIA 08 DE MARÇO de 2010 - DIA IRTENACIONAL DA MULHER

100 anos de luta constante, por um mundo mais justo para todos.



A violência simbólica envolve o processo de socialização do indivíduo e está baseada na fabricação de crenças, onde este passa a avaliar o mundo de acordo com os critérios, valores e padrões definidos por uma pessoa, grupo de pessoas, ou classe dominante. Como exemplos clássicos de violência simbólica podemos citar as interpretações sexistas religiosas com relação à mulher, pois “Eva ao entregar a maçã a Adão” passa a ‘culpa’ do pecado original à mulher. Outro forte exemplo está no Evangelho de Maria Madalena (Os pergaminhos de Nag Hammadi), texto gnóstico, encontrado em Oxirrinco, Egito, cujos textos foram publicados entre os anos de 1938 e 1983, que nos revela a face preconceituosa de Pedro, que rejeita os ensinamentos passados a Maria Madalena, por Jesus, por esta ser mulher, que, por sua vez, no ano de 591, foi associada pelo Papa Gregório com a figura da prostituta. E somente no ano de 1969 o Vaticano corrigiu essa afirmação, ou seja, 1.378 anos depois. Uma prova cabal da Igreja oficial contra a liderança da mulher, visto ser, entre os discípulos de Jesus, Maria Madalena a mais próxima. Como reflexo temos exemplos, como o do juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, de Sete Lagoas, MG, que foi contra a Lei Maria da Penha (ver anexo I), um marco na defesa da mulher contra a violência doméstica, que rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras, com a seguinte justificativa:

“Ora, a desgraça humana começou no Éden: por

causa da mulher, todos nós sabemos, mas também

em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilida-

de emocional do homem (...) O mundo é masculino!

A ideia que temos de Deus é masculina! Jesus foi

homem!”

Segundo o juiz, o controle sobre a violência contra a mulher“tornará o homem um tolo”.


NEVES, Márcia. A violência contra a mulher no mercado de trabalho. E-papers: Rio de Janeiro, 2009, p.26,27.




A C O N T E C E N D O

CONFERÊNCIA NACIONAL DE DEFESA CIVIL E ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

23/03 e 25/03

Esta acontecendo as etapas estaduais, tema central a discussão e formulação de estratégias de prevenção e resposta a desastres para fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil. http://www.pro-conferenciadefesacivil.org/


CONFERÊNCIA MUNDIAL DOS POVOS SOBRE MUDANÇA CLIMÁTICA E OS DIREITOS DA MÃE TERRA

20 a 22/04

Em Conchabamba, Bolívia, de, mais informações http://www.cmpcc.org .


NORMA ISO 26000 É APROVADA

Mas ainda pode sofrer algumas alterações até a sua publicação final em setembro. A ISO 26000 define responsabilidade social como: “A responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de um comportamento ético e transparente que:
• Contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e bem-estar da sociedade;
• Leve em consideração as expectativas dos stakeholders;
• Esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com normas internacionais de comportamento;
• Esteja integrada em toda a organização e seja praticada em seus relacionamentos.


CURSO A DISTANCIA

Curso de extensão a distancia, responsabilidade social, UFRJ/LTDS - Quinta turma

Coordenado por Rita Afonso

Período: 05/04 a 28/06

Carga horária: 90 horas

Disciplinas: Responsabilidade Social e Técnicas e Ferramentas de Responsabilidade Social.

Mais informações no sitio http://www.ltds.ufrj.br



IX COLÓQUIO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

Inscrições até 31/07

Em São Paulo (SP), de 8 a 14 de novembro. O tema será “Uma avaliação do Sistema Global de Direitos Humanos sob a Perspectiva do Hemisfério Sul: Estratégias Comuns e Propostas de Reforma” . Inscrições www.conectas.org/coloquio


VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE SAÚDE MENTAL E DIREITOS HUMANOS.

19 a 22/11

Realizado pela Universidade popular Mães da Praça de Maio. Informações pelo e-mail congreso@madres.org ou no sitio www.madres.org.



FIM DA EDIÇÃO

FICHA TÉCNICA
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Fontes de consulta - Abdl, Abong, Akatu, Gife, Idec, Rits, Agência Patricia Galvão, Envolverde
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*Jornalista Responsável - Márcia Neves - DRT 30181/96 - Autora dos livros "A violência contra a mulher no mercado de trabalho"(2009), "Consumo Consciente"(2003), "O Novo Mercado - Do Social ao Ambiental"(2002), e "Marketing Social no Brasil"(2001), todos pela Editora E-Papers - www.e-papers.com.br
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Nem sempre sai perfeito

O dia a dia de jornalistas e apresentadores em seus "melhores" momentos porque é legal ser normal:





















Perigo dos corantes

21/1/2010 - Fonte: IDEC
Alerta de efeitos de corantes no rótulo dos alimentos é direito do consumidor
Conforme decisão da Justiça Federal de São Paulo, proferida na última segunda-feira, 18/1, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve editar em até 30 dias uma norma obrigando que seja mencionado com destaque os efeitos adversos do corante Tartrazina no rótulo dos alimentos que contenham a substância.

De acordo com a sentença, devem constar os seguintes termos: "Este produto contém o corante amarelo Tartrazina que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetil salicílico".

Para o Idec, a decisão é positiva, pois garante ao consumidor a efetivação do seu direito à informação. No entanto, o Instituto defende que o alerta sobre os efeitos adversos deveria ser obrigatório para qualquer tipo de corante e não apenas ao Tartrazina. "Todos os corantes têm potencial de causar danos à saúde, principalmente alergias", destaca Mirtes Peinado, biomédica e consultora técnica do Idec.

Atualmente, a norma da Anvisa (RDC 3.240/2002 ), determina apenas que a palavra a "tartrazina" seja indicada no rótulo dos alimentos, entre os ingredientes. Somente para os medicamentos já era obrigatório registrar na embalagem externa a presença do corante no produto.

No entanto, como mostrou a pesquisa do Idec, publicada em julho de 2009 na Revista do Idec (edição nº 134), com medicamentos de uso pediátrico, em 21 dos 38 produtos analisados, a presença de corante foi informada apenas na bula. Ou seja, um grande risco de o consumidor dar o produto ao seu filho sem se dar conta de que contém a substância.

Corantes e crianças
O Idec vem alertando para o uso de corantes, principalmente em crianças. Além dos medicamentos, o Instituto testou as gelatinas, alimento com grande apelo infantil e que usa muitas cores artificialmente produzidas.

Não foi constatada nenhuma irregularidade, mas há de se levar em conta que a legislação brasileira é permissiva quando comparada à de outros países como Estados Unidos, Áustria e Noruega, sendo que muitos corantes aqui usados são proibidos por lá.

Além das reações alérgicas que podem acometer qualquer pessoa, estudos recentes apontam que corantes e conservantes podem estar relacionados à hiperatividade e a distúrbios de concentração em crianças.

Assim, há motivos de sobra para que a presença de corantes seja destacada no rótulo. "Uma vez que essas substâncias são usadas em larga escala em alimentos e medicamentos, no mínimo, o consumidor tem direito de saber sobre os seus riscos", defende Mirtes.

Riscos de cada um
Saiba quais os principais efeitos associados a cada tipo de corante:

Corante: Amarelo crepúsculo
Pode provocar: Reações anafilactoides, angioedema, choque anafilático, vasculite e púrpura. Reação cruzada com paracetamol, ácido acetilsalicílico, benzoato de sódio (conservante) e outros corantes azoicos como a tartrazina. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Finlândia e Noruega.

Corante: Amarelo quinolina
Pode provocar: Suspeito de causar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio.

Corante: Amarelo tartrazina
Pode provocar: Reações alérgicas como asma, bronquite, rinite, náusea, broncoespasmo, urticária, eczema, dor de cabeça, eosinofilia e inibição da agregação plaquetária à semelhança dos salicilatos. Insônia em crianças associada à falta de concentração e impulsividade. Reação alérgica cruzada com salicilatos (ácido acetilsalisílico), hipercinesia em pacientes hiperativos. Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. No Brasil, nos EUA e na Inglaterra seu uso deve ser indicado nos rótulos.

Corante: Azul brilhante
Pode provocar: Irritações cutâneas e constrição brônquica, quando associado a outros corantes. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Noruega, Suécia e Suíça.

Corante: Vermelho 40
Pode provocar: Pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido na Alemanha, Áustria, França, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça.

Corante: Vermelho ponceau 4R
Pode provocar: Relacionado a anemia e doenças renais, associado a falta de concentração e impulsividade e pode provocar hiperatividade em crianças quando associado ao benzoato de sódio. Banido nos EUA e na Finlândia.

Corante: Vermelho eritrosina
Pode provocar: Suspeito de causar câncer de tireoide em ratos. Banido nos EUA e na Noruega.

Corante: Vermelho bordeaux (mistura de amaranto e azul brilhante)
Pode provocar: Crises asmáticas e eczemas. Banido nos EUA, na Áustria, Noruega e Rússia.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Apoio ao Haiti


MANTIMENTOS


Os postos da Defesa Civil das capitais dos estados passarão a receber as doações. Os itens de primeira necessidade são: água, leite( tipo longa vida, em caixa ou lata), sucos em caixa ou lata, achocolatados, biscoitos, barras de cereais, frutas e alimentos não perecíveis.


DOAÇÕES EM DINHEIRO


Comitê Internacional da Cruz Vermelha

Banco HSBC
Agência 1276
Conta Corrente 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

Care Internacional Brasil
Banco: ABN Amro Real
Agência: 0373
Conta corrente: 5756365-0
CNPJ: 04180646/0001-59

Embaixada da República do Haiti
Banco do Brasil
Agência 1606-3
Conta Corrente 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

ONG Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta Corrente: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28

PNUD-Haiti
Caixa Econômica Federal
Agência 0647
Operação 003
Conta 3600-1


VOLUNTARIADO

A Secretaria da Saúde cadastra voluntários para ajuda ao Haiti

O voluntário deve preencher o Cadastro de profissionais voluntários para ações humanitárias de saúde no Haiti na página: http://www.saude.ce.gov.br/voluntario/pages/voluntario.jsf



sábado, 16 de janeiro de 2010

Mulheres insustentáveis

Cresce no mundo reação contra o culto à magreza, um padrão de beleza que só se mantém com cirurgias plásticas ou dietas insalubres

Por Gilberto Dimenstein
Portal Aprendiz
O parlamento espanhol aprovou, na semana passada, lei que proíbe publicidade, na TV, com exaltações ao "culto do corpo" — a proibição vale das 6h às 22h, destinada, supostamente, a proteger crianças e adolescentes. A decisão radical dos espanhóis coincide com o mês no Brasil em que os desfiles de moda no Rio e em São Paulo colocam ainda mais alto no pedestal seres esqueléticos, apresentados como padrão máximo de beleza.

O argumento que sensibilizou os parlamentares espanhóis: "a publicidade que associa a imagem do sucesso com fatores como peso ou estética incita a discriminação social pela condição física". Esse tipo de argumento sensibiliza também políticos da França, onde tramita uma lei determinando que todos os anúncios com mulheres e homens retocados tenham uma advertência sobre a falsidade da fotografia. O culto à magreza seria colocado, portanto, no mesmo patamar das campanhas contra o fumo e a bebida.

Considere-se ou não papel do poder público meter-se nesse tipo de publicidade, o fato é que se espalha pelo mundo, inclusive no Brasil, uma reação contra as mulheres insustentáveis, cujos corpos só se mantêm (salvo questões genéticas) na base da faca e consumo insalubre de alimentos.

Sempre houve, na história da humanidade, padrões de beleza. O problema é que, agora, juntaram-se à cultura das celebridades, o culto do narcisismo, a visão cada vez mais imediatista dos jovens e as óbvias questões de saúde para alcançar determinado tipo de padrão de beleza, tudo isso embalado pela publicidade.

A cultura da celebridade é visível nos meios de comunicação, onde as entrevistas de modelos, repletas de asneiras e banalidades, ganham destaque.

Isso se traduz, por exemplo, nos casos cada vez mais freqüentes de anorexia e bulimia que chegam aos consultórios médicos. Ou nas cirurgias plásticas feitas por crianças e adolescentes, quase todas por motivos estéticos, em sua maioria lipoaspiração. Somos um dos países campeões do mundo em cirurgia plástica: proporcionalmente estamos empatados com os americanos.

O último dado disponível: das 650 mil cirurgias realizadas no país, 15% são feitas em crianças e adolescentes. Psicólogos me informam que, muitas vezes, há estímulo paterno.

Uma pesquisadora de Harvard (Susan Linn) publicou recentemente estudo mostrando a relação entre excesso de publicidade e distúrbios alimentares (da obesidade à anorexia) entre crianças e adolescentes americanas — ela também mostrou a relação entre marketing e sexo precoce.

Sou dos que defendem que a publicidade deve ser responsável e fiscalizada pela sociedade — e, em certos casos, limitada. O perigo é imaginar que limitar a publicidade ajuda muito. O exemplo do pai exagerando na bebida é muito mais poderoso para o filho do que todos os anúncios.

Há um consenso entre psicólogos e educadores de que a doença das mulheres insustentáveis é um problema de educação de valores.

Todos sabem que a adolescência é uma fase de desconforto, na qual se testam, como em nenhum outro período, limites e frustrações, em meio a crises de baixa auto-estima. Também todos sabem que vivemos uma época da busca imediata do prazer, tudo tem de ser em tempo real, num estímulo constante ao consumo.

A psicóloga Rosely Sayão lembra que, nesse contexto, são reverenciadas, por causa do imediatismo, as drogas legais e ilegais. Muito mais rápido do que fazer terapia é empanturrar-se de alguma pílula contra ansiedade. A tristeza é medicalizada, como se não fizesse parte do cotidiano — é como se devêssemos sempre parecer algum personagem sorridente de revista de celebridades ou parte de um anúncio, com a família feliz, de caldo de galinha.

Entrar na faca é bem mais rápido do que mudar a alimentação ou ficar malhando. Psicólogos alertam que o problema é bem mais fundo do que a necessidade de malhar ou controlar a alimentação — e aí entra a necessidade de educação de valores, uma das preocupações das escolas mais sérias.

Educação de valores significa discutir o que significa beleza e aprender a relativizar a estética — afinal, beleza pode ser simplesmente a pessoa se conhecer e se gostar. Em síntese, sentir-se bem, apesar das limitações e imperfeições.

É bem mais fácil e rápido (e menos eficiente) tirar do ar a publicidade das anoréxicas profissionais do que manter, nas escolas, na família e nos meios de comunicação, um debate sobre o que é essencial na existência.

Mas o fato é que, para muitos, mulheres insustentáveis são feias.

PS - As escolas deveriam aproveitar a obrigatoriedade do ensino de filosofia (o que considero um avanço) para discutir esse tipo de assunto. Seria uma encantadora aula mostrar a evolução do corpo desde os tempos gregos. Se Marilyn Monroe fosse procurar emprego hoje, certamente alguém a mandaria se internar no spa.

* Gilberto Dimenstein, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo e comentarista da rádio CBN, é fundador da Associação Cidade Escola Aprendiz. Artigo publicado originalmente no Portal Aprendiz .

sábado, 9 de janeiro de 2010

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL. Ano 8. N 43

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL
Rio de Janeiro, 09 de janeiro de 2010. Ano 8. N 43.*

A C O N T E C E N D O

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Segundo Pesquisa DataSenado, em 2009, entre os tipos de violência a mulher, mais citadas foram a física (55%), a moral (16%) e a psicológica (15%). Para combater todas as formas de violência a mulher uma das ferramentas foi a criação, em 2006, do Ligue 180 pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Uma central telefônica 24 horas, gratuita , e com rede em todo território nacional. O Ligue 180 registrou, de janeiro a outubro deste ano, 269.258 atendimentos – um aumento de 24,64% em relação ao mesmo período de 2008.

AIDS
O Boletim Epidemiológico de DST/Aids 2009, divulgado pelo Ministério da Saúde, informou que a incidência de Aids em mulheres acima de 50 anos em 2007 dobrou em relação a 1997, passando de 5,2 por 100 mil habitantes para 9,9 casos em 2007. No mesmo período, a taxa entre homens nessa faixa etária passou de 12 para 18. Segundo o Ministério, 96,9% dos novos casos de infecção em 2007 foram causados por sexo sem preservativo. Em 1997, esse índice era de 88,7%. Entre homossexuais com idades de 13 a 24 anos, constatou-se aumento na proporção dos casos registrados, que passaram de 29%, em 1997, para 43,2%, em 2007.

INTERNET
A Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (SAL/MJ), em parceria com a Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas criaram o projeto Cultura Digital para a construção colaborativa de um Marco Regulatório Civil da Internet Brasileira, que incentiva a parceria com os usuários da rede através da própria. Para participa entre no sítio: http://culturadigital.br/register .

TRABALHO ESCRAVO
Nota ZERO PARA A COSAN e nota 10 para o Walmart Brasil, que suspendeu temporariamente o contrato de compra da Cosan, fabricante do Açúcar União e Açúcar Da Barra, entre outros, pois a empresa foi incluída na lista das companhias que empregam trabalhadores em situação análoga à de trabalho escravo, do MTE. O Walmart é signatário do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil e reforçou o compromisso no “Pacto pela Sustentabilidade Walmart Brasil”, em Junho de 2009.

SAÚDE
O Instituto do Câncer de São Paulo está disponibilizando informativos gratuitos sobre diversos tipos de câncer, tabagismo, qualidade de vida e nutrição, baseados nas preguntas mais frequentes: http://www.icesp.org.br

PRODUTOS ORGÂNICOS
Agora quando você viajar já pode acessar o sítio do Ministério da Agricultura http://www.prefiraorganicos.com.br/ e localizar a loja com produtos orgânicos mais próxima no estado em que estiver.

OPORTUNIDADES - PROJETOS
***O Fundo Brasil de Direitos Humanos disponibiliza recursos para projetos de organizações da sociedade civil e de indivíduos em todo o país, buscando acolher a diversidade regional e beneficiar preferencialmente aqueles com menor acesso às fontes tradicionais de financiamento. Até 23 de março: http://www.fundodireitoshumanos.org.br/edi.jsp

***Inscrição de projetos até 17 de janeiro do Programa Cultura e Pensamento, o edital esta no sitio do Ministério da Cultura: http://www.cultura.gov.br/culturaepensamento/index.php/2009/10/19/programa-cultura-e-pensamento-2009-2010/

FIM DA EDIÇÃO

FICHA TÉCNICA
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*Jornalista Responsável - Márcia Neves - DRT 30181/96 - Autora dos livros "A violência contra a mulher no mercado de trabalho"(2009), "Consumo Consciente"(2003), "O Novo Mercado - Do Social ao Ambiental"(2002), e "Marketing Social no Brasil"(2001), todos pela Editora E-Papers - www.e-papers.com.br
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Passarinho azul


Agora estou no tweeter, também! Eu sei, eu sei... resisti o quanto pude, mas a minha amiga-irmã Carol Vigna-Maru me mostrou a luz, e provou que, de fato, é uma rede social que funciona, diferente do Orkut e do Facebook. A verdade é que eu me rendi e cruzei a linha. Já conquistei até alguns seguidores no primeiro dia. Mas to apanhando para escrever telegraficamente, até no meu PDA os textos são mais longos, quando envio os tais torpedos para a família. Desejem-me sorte na minha nova ferramenta de comunicação em rede com vocês.

https://twitter.com/marciamneves



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL - Boas Festas

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL
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Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2009 - Quinta-feira
Ano VII - Número XXXXII - 24 de dezembro
Jornalista Responsável - *Márcia Neves - DRT 30181/96

Feliz Natal - Feliz Hanucá - Feliz Natalis Solis Invicti - Feliz Festa do
Yule

"Um dia você aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de
experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos
aniversários você celebrou."
William Shakespeare


PAZ * HARMONIA INTERIOR e EXTERIOR * AMOR * LUZ * SERENIDADE *
PROSPERIDADE * SAÚDE do CORPO e da ALMA * e * DISCERNIMENTO PARA TODOS NÓS EM
2010, e que o mundo culturalmente diverso seja cada vez mais possível e
seriamente divertido de viver.

Um grande e forte abraço para todos
Márcia Neves e Família
2009/2010




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*Márcia Neves - Jornalista, formada em Comunicação Social pela FACHA,
especialista em Gestão Estratégica e Qualidade pela UCAM, MBA em
Administração de Marketing pelo CEFET-RJ, Mestranda em Filosofia pela UGF.
Autora dos livros "A violência contra a mulher no mercado de
trabalho"(2009), "Consumo Consciente"(2003), "O Novo Mercado - Do Social ao
Ambiental"(2002), e "Marketing Social no Brasil"(2001), todos pela Editora
E-Papers - www.e-papers.com.br
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BLOGs
Márcia Neves: http://marcianeves.blogspot.com/
Maximiliano - O Chow Chow: http://maximilianoochowchow.blogspot.com/
Adote um CHOW CHOW sem lar: http://adoteumchowchow.blogspot.com/
ORKUT
Violência contra a mulher - Os fundamentos filosóficos:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=93142769
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deimprensa alternativa que foge as estruturas comerciais de produção e uma de
suas características é a independência.
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FINAL DESSA EDIÇÃO
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Entrevista com a autora do livro “A violência contra a mulher no mercado de trabalho” na Rádio Bandeirantes AM, 16/12, 16h.

Márcia Neves autora do livro “A violência contra a mulher no mercado de trabalho”, lançado pela editora E-Papers, será entrevistada pelo apresentador Eduardo Antônio, dia 16/12, quarta-feira, às 16h, na Rádio Bandeirantes AM 1360 Khz Rio de Janeiro. O livro trata da formação acadêmica, pobre em valores, e como auxilia na perpetuação da violência, investiga praticas discriminatórias, preconceitos e seus reflexos no mercado de trabalho. O programa “Elas são mulheres” é produzido pela jornalista Sonia Monte, voltado para o universo feminino, vai ao ar todas as quartas-feiras às 16h.

Mais informações:
A violência contra a mulher no mercado de trabalho, Márcia Neves – www.e-papers.com.br ou marcianeves.blogspot.com/
Elas são mulheres - www.elassaomulheres.webs.com

domingo, 6 de dezembro de 2009

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL – LANÇAMENTO DE LIVRO

FANZINE ELETRÔNICO MARKETING SOCIAL NO BRASIL
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Rio de Janeiro, 06 de dezembro de 2009 - Domingo
Ano VII – Número XXXXI – 06 de dezembro
Jornalista Responsável - *Márcia Neves - DRT 30181/96

Caros leitores do Fanzine, amigos, e agentes de interesse no assunto em pauta;

Acabo de lançar meu quarto livro: “ A violência contra a mulher no mercado de trabalho”, e vocês são os primeiros a serem comunicados oficialmente. Ainda não sabemos se faremos noite de autógrafos, aqui no Rio, por ser fim de ano, mas o livro já está disponível no sítio da editora em versão impressa e eletrônica: www.e-papers.com.br. Segue o release do livro com as principais informações.

Um grande abraço a todos,
Márcia Neves


A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO MERCADO DE TRABALHO
Autora: Márcia Neves*
Páginas: 138
ISBN: 978-85-7650-222-7
Edição: 1a, 2009.
Versão impressa: formato 14x21 cm
Versão eletrônica: arquivo com 0,436 Mb
Onde adquirir: http://www.e-papers.com.br/produtos.asp?codigo_produto=1713&promo=0

Qual a importância dada à ética na formação de novos gestores? Segundo Márcia Neves, muito pouca. A autora argumenta que a formação acadêmica “pobre em valores políticos e éticos” colabora para a perpetuação de um modelo no qual a retórica é a principal ferramenta dos negócios – “vence” aquele que “melhor souber persuadir, comover e manipular” – e as formas de “violência simbólica” são permanentemente reproduzidas.

“A violência contra a mulher no mercado de trabalho” investiga como práticas discriminatórias e preconceitos se manifestam em uma área que é um verdadeiro gueto masculino: as instituições financeiras. Destaque para o assédio sexual e moral, com depoimentos de pessoas que sofreram seus efeitos.

Márcia Neves é mestranda em filosofia pela Universidade Gama Filho, graduada em Comunicação Social pela FACHA-RJ, com habilitação em jornalismo, pós-graduada em Gestão Estratégica e Qualidade pela UCAM-RJ, com MBA em Administração de Marketing pelo CEFET-RJ. Tem experiência na área de administração, com ênfase em responsabilidade socioambiental, ética e marketing social.

Outros títulos publicados pela E-papers da autora:
Consumo Consciente: Um Guia para Cidadãos e Empresas Socialmente Responsáveis (2003)
O Novo Mercado: Do Social ao Ambiental (2002)
Marketing Social no Brasil: A Nova Abordagem na Era da Gestão Empresarial Globalizada (2001).

SUMÁRIO
1. Apresentação
2. Ética e moral corporativista, ou não, quem toma a decisão é o individuo.
3. Tolerância, compreensão e aceitação é a mesma coisa? E a tal diversidade, é algo que se veste?4. Violência é violência, não tem desculpa
5. Assédio: moral e sexual, não é lenda urbana
6. Os números (do mercado de trabalho) não mentem
7. Mas afinal, homens e mulheres são diferentes?
8. Derrubando mitos que derrubam as mulheres
9. Gueto masculino: instituições financeiras
10. Depoimentos
11. Considerações finais
ANEXOS
I . Projeto de Lei da Câmara No37, de 2006
II . Exemplos de técnicas de bullying – Indicadores de estar sendo alvo de bullying
III . Lei No 4.638, de 09 de novembro de 2005. Projeto de Lei: 3015/2002
IV. Lei No 3.921, de 23 de agosto de 2002. Projeto de Lei 2807/2001
V . Assédio moral no trabalho

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*Márcia Neves - Jornalista, formada em Comunicação Social pela FACHA, especialista em Gestão Estratégica e Qualidade pela UCAM, MBA em Administração de Marketing pelo CEFET-RJ, Mestranda em Filosofia pela UGF. Autora dos livros “A violência contra a mulher no mercado de trabalho”(2009), "Consumo Consciente"(2003), "O Novo Mercado - Do Social ao Ambiental"(2002), e "Marketing Social no Brasil"(2001), todos pela Editora E-Papers - www.e-papers.com.br
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Maximiliano - O Chow Chow: http://maximilianoochowchow.blogspot.com/
Adote um CHOW CHOW sem lar: http://adoteumchowchow.blogspot.com/
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Violência contra a mulher - Os fundamentos filosóficos: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=93142769
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Filosofia do Descaso II

Fonte: Guia Vegano
Qua, 20 de Agosto de 2008 18:16

Uma vida irrefletida não vale a pena ser vivida

Sócrates

Porque trabalhar o conceito de especismo nas aulas de Filosofia no Ensino Médio? O que o especismo e sua superação, o veganismo, tem a ver com filosofia?


Bom, para defender a necessidade mais que urgente de se trabalhar o conceito de especismo nas aulas de Filosofia no Ensino Médio me fundamentarei nas três características comumente atribuidas à filosofia nas obras sobre a filosofia e seu ensino e filosofia no Ensino Médio, que são: a filosofia como pensamento conceitual, como saber que se faz dialogicamente e como pensar crítico radical.

Na prática diária do ensino de filosofia percebe-se nitidamente, tanto por parte dos docentes, quanto pelos manuais introdutórios à filosofia, que o trabalho conceitual realizado não passa de reprodução do conceitos “batidos” da história da filosofia; cabendo aos alunos copiar, decorar e, em raríssimas exceções, uns seis alunos sairão ensino médio sabendo o que Marx quiz dizer com ideologia, Locke com propriedade e Aristóteles com potência e ato.

O hábito de divinizar as grandes mentes da história da filosofia e seus respectivos conceitos, impede os professores de filosofia do Ensino Médio de pô-los em xeque, ou que é melhor, partir deles para uma nova visão.

É nesse momento que entra a importância de trabalhar o conceito de especismo e principalmente a abolição de sua prática, com os jovens alunos. Pois, o descaso com a naturalização de tal preconceito é oriundo da miopia intelectual, da incapacidade dos docentes de questionar criticamente os discursos (e posturas provenientes deles) dos deuses do olimpo especistas filosófico e científico.

Especismo é um conceito novo, mas sua prática é milenar. Ele está na pirâmide ética-biológica de Aristóteles, na moral cristã tomista, no animal máquina cartesiano, na ciência moderna e contemporânea, na indústria cultural atual e na prática diária de nossos jovens alunos.

No entanto, para o professor de Filosofia que queira desenvolver uma reflexão, uma análise e uma proposta de superação dessa base filosófico-científico de biocídios é necessário manter um intenso diálogo com as ciências, com a própria filosofia e, não menos, com seus alunos. É através do confronto de idéias, do debate participativo com os alunos que vá além de uma simples “roda de discussão” , de uma conexão direta com os outros saberes com o objetivo de romper com o já estabelecido, que a filosofia no seu carácter dialógico apresenta-se como arma, como ferramenta contra a milenar exploração do não-humano.

O diálogo filosófico parte de questionamentos, questionamentos nascem das dúvidas e as dúvidas originam-se do descontentamento, da desconfiança, do desconforto diante de um estado de coisas tradicionalmente estabelecido e inalterável. É desse descontentamento, das inquietações com a realidade à volta que surge a filosofia como um pensar crítico radical.

Sem dúvida, sem suspeita, sem ceticismo, a filosofia nunca cumprirá com sua verdadeira função social, como bem disse Horkheimer, que encontra-se na crítica ao que está estabelecido. O fato de nossos jovens não serem formados para contestar, discordar, desobedecer, duvidar, é um infeliz indicativo de que o carácter dialógico da filosofia e sua espinha dorsal, o pensar crítico radical não faz mais parte da prática docente filosófica.

Quando se fala de uma prática docente quietista, reacionária, é interessante notar que - paradoxalmente – a alegoria da caverna de Platão tem um lugar de honra nas aulas de filosofia. Porém, que uso é feito dessa belíssima passagem da República: político, gnosiológico, pedagógico... acredito que nenhum deles. Como é possível uma pessoa que se diz professor de filosofia não procurar sair da caverna ideológica do consumo imoral de produtos extraidos sob tortura de seres tão sensíveis quanto ele mesmo?

O que falta para os atuais professores de filosofia sairem de suas cavernas antropocêntricas, especistas, mecanicistas? Um daimon? Passar por um processo maiêutico às marretadas? A filosofia que eles arrotam em sala de aula não lhes admira mais? Não lhes espanta mais?

A poltrona da passividade (entenda-se imoralidade)que está no fundo da caverna do descaso é demasiadamente aconchegante, impedindo que os docentes de fillosofia do Ensino Médio tirem suas bundas de lá e realmente cumpram com sua função filosófica de questionar a si mesmos, criticamente, revendo seus hábitos e discursos. Enquanto essa utopia não se concretiza, a juventude orfã de filosofia e crítica – mas adotada por um pai anthropos e uma mãe cartesiana - , continuará sendo vítima (e reprodutora) de um sistema econômico, científico e cultural especista, ou seja, biocida.

As filiais de Auschwitz, Treblinka e Sobibor estão funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana em quase todos os países do mundo. Essas filiais continuam funcionando a todo vapor com o aval de quase toda população mundial simplesmente, por que o “produto” processado lá dentro mudou: saiu o humano e entrou o não-humano. Tal atitude com o primeiro é eticamente condenável, com o segundo... a aceitação desses campos de concentração de não-humanos é fruto de um ensino banalizador do mal, da aceitação do inaceitável, de uma filosofia que não ensina a reaprender a ver o mundo. Eis a filosofia do descaso.

Filosofia do descaso é falar da filosofia como pensamento conceitual, dialógico e como crítica radical sem pensar o conceito de especismo e seus correlatos – biocídio, desigualdade, injustiça – sem dialogar com as ciências “da vida” e as humanidades especistas sua incoerências; e conclusivamente, filosofia do descaso é se dizer que crítica radical e não ir na raíz da produção alimentar, vestuária, das experiências biomédicas e das práticas lúdicas e esportivas sádicas que utilizam outras espécies.

Em oposição a essa filosofia do descaso, imoral, servil e passiva que é ensinada hoje surge uma nova filosofia chamada : veganismo. A filosofia vegana é, como expressou Savater, um “elemento de guerrilha e resistência contra os dogmas que querem nos impor”. O veganismo, como materialização da filosofia como pensamento crítico radical, assume a função de demolidor do status quo, da tradição moral especista e antropocêntrica. A filosofia vegana não propõe reforma e sim abolir a moral tradicional.

A crítica vegana é profunda e radical, incomoda e provoca, pois, defronte a ordem e o progresso, é subversiva. Por isso, o veganismo presupõe coragem e persistência diante do risco. A coragem da filosofia vegana de questionar e lutar pela abolição dos valores e crenças estabelecidos é contraposta pela covardia e preguiça intelectual daqueles que preferem o caminho mais fácil de sempre aceitar o que é conhecido, o dado, o estabelecido acriticamente.

Leon Denis é professor de Filosofia do Ensino Médio da Rede Pública do Estado de São Paulo, co-autor do projeto "Mens sana in corpori sano" (veja mais na edição 4 da Revista dos Vegetarianos)