sábado, 21 de maio de 2011

Estudo põe trabalhador brasileiro em vantagem sobre EUA

Um estudo realizado em parceria entre a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) abrangendo 70% dos trabalhadores formais urbanos do Brasil (55 milhões de pessoas) e dos Estados Unidos (116 milhões) causou surpresa, entre os próprios pesquisadores, ao atestar que, no Brasil, os assalariados têm mais proteção social e os empregos gerados têm sido de melhor qualidade do que nos Estados Unidos - mesmo antes da eclosão da crise financeira mundial, em 2008.

No ensaio "Os sentidos das precariedades em dois mercados nacionais de trabalho: Brasil e Estados Unidos", os pesquisadores Claudio Salvadori Dedecca e Wilson Menezes, professores, respectivamente, da Unicamp e da UFBA, levam em consideração dados oficiais dos países e fatores como remuneração, desigualdade da massa salarial e perfil do contrato de trabalho, de acordo com a segurança oferecida ao trabalhador.

De acordo com os pesquisadores, os resultados contestam teses que relacionam melhorias na remuneração média e na proteção social dos assalariados com menos regulação nos contratos de trabalho.

Segundo o estudo, enquanto houve, na última década, no Brasil, expansão na absorção de trabalhadores pelo mercado formal - com mais proteção social -, com aumento real na média de salários (13% entre 2001 e 2009), nos Estados Unidos ocorreu fenômeno inverso: a ampliação de vagas ocorre principalmente em áreas de remuneração mais baixa, como em grandes redes varejistas, e é seguida por constante diminuição na proteção social. Além disso, não resulta em aumento salarial médio real (3% entre 2001 e 2009).

Hoje, mostra a pesquisa, o trabalhador norte-americano não conta com diversos direitos legais com os quais os empregadores brasileiros têm de arcar, como férias e feriados remunerados, pagamento de horas extras e licença-maternidade.

"Os resultados apontam para uma redução das precariedades dos contratos de trabalho no mercado brasileiro, (...) situação que não encontra sinalização para o mercado de trabalho americano", conclui o estudo. "A constatação não confirma a tese que associa um menor desemprego e maior proteção a uma menor regulação dos contratos de trabalho, independentemente da efetividade das matrizes institucionais."

O levantamento integra um projeto maior, que inclui pesquisadores e universidades da Europa e dos Estados Unidos. A próxima etapa será comparar as realidades dos mercados de trabalho brasileiro e norte-americano com o mexicano.

sábado, 16 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Após tragédia no Rio, professores organizam paralisação

O Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) convocou uma paralisação das escolas municipais do Estado para amanhã. Haverá também um ato público na Cinelândia, às 10h.

Segundo divulgado pelo Sepe, o objetivo da paralisação é demonstrar a indignação dos profissionais de educação contra o ato de violência que aconteceu na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, onde um atirador matou 11 crianças.

O Sepe convocou ainda as demais redes públicas e particulares de educação a se juntarem ao ato na Cinelândia. Segundo a entidade, há "carência de funcionários administrativos nestas redes, como inspetores de alunos, pessoal de portaria, orientadores educacionais, entre outros profissionais que tem a tarefa de auxiliar o trabalho dos professores e garantir segurança no espaço escolar".

O departamento jurídico do Sepe estuda entrar na Justiça contra as autoridades municipais e estaduais responsabilizando-as criminalmente pela tragédia na manhã de hoje.

Convite - Defesa Pública (Mestrado)

Prezadas(os);

Convido a todos a participarem de minha defesa para obtenção do título de Mestre em Filosofia; Linha de pesquisa: Ética e Sociedade: “A influência de Hesíodo na formação do pensamento ocidental - A marginalização da mulher”. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Gama Filho; Orientadora: Profª. Dra. Maria da Penha Felício dos Santos de Carvalho.

Dia e Hora: 19 de abril de 2011, às 14h.

Local: Campus Candelária. Av. Presidente Vargas, 62 – Auditório. Rio de Janeiro – RJ

Espero que seja um momento de reflexão para todos nós, para analisarmos "o porquê" de nosso presente.

Abraços

Márcia Neves


https://sites.google.com/site/marcianeves/

terça-feira, 5 de abril de 2011

Total de gays assassinados sobe 31% em 2010 no País


O montante de assassinatos de homossexuais, travestis e lésbicas no Brasil aumentou 31,3% em 2010 em relação ao ano anterior, segundo informou hoje o Grupo Gay da Bahia (GGB). Foram 260 casos em 2010 contra 198 em 2009, segundo a associação.

De acordo com o levantamento, realizado anualmente pelo grupo, desde 1980, o Estado que mais concentrou os homicídios foi a Bahia, com 29 registros. Em seguida, vêm Alagoas, com 24, e São Paulo e Rio de Janeiro, com 23 cada. O estudo é realizado com base em notícias publicadas em jornais e sites.

O Nordeste, segundo o grupo, concentrou 43% dos homicídios contra integrantes das comunidades de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Segundo o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB, o risco de um homossexual ser assassinado no Nordeste é "aproximadamente 80% maior" do que no Sudeste, por causa da intolerância. "O Brasil é o campeão mundial de crimes homofóbicos", afirma Mott. "O risco de um homossexual ser assassinado no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos."

Segundo o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, o volume de assassinatos contra LGBT vem crescendo anualmente em todo o País, sem que a administração pública promova políticas de enfrentamento à violência. "Já recebemos documentação sobre 65 casos ocorridos apenas nos três primeiros meses deste ano", afirma. "É preciso que a homofobia seja punida severamente pela polícia e pela Justiça."

quinta-feira, 31 de março de 2011

Programação do É Tudo Verdade no Auditório do BNDES (RJ)

De: Cristina Sales
Assunto: Programação do É Tudo Verdade no Auditório do BNDES (RJ)
Data: Quarta-feira, 30 de Março de 2011, 22:49

Programação do É Tudo Verdade

no Auditório do BNDES

A 16a. edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, que começa dia 30/03 em São Paulo e 01/04 no Rio de Janeiro, marca uma ampliação da parceria estabelecida na edição passada entre o BNDES e o festival. Duas atividades especiais acontecerão no Auditório BNDES no Rio de Janeiro (Avenida República do Chile, 100), sempre com entrada franca.

No dia 5 de abril, a partir das 14h, acontecerá um seminário especialmente dedicado aos desafios de mercado para o documentário nacional. O primeiro debate, entre às 14h e 15h30, discutirá o mercado internacional para o cinema não-ficcional brasileiro, com participação de Luciane Gorgulho (BNDES), Alberto Flacksman (Ancine), Anna Glogoswski (France 2/DocLisboa) e Daniela Capelatto (produtora), com mediação de Amir Labaki. Das 16h às 17h30, será a vez de uma mesa-redonda sobre o mercado brasileiro para documentários, reunindo Jorge Bodanzky (cineasta), Mauricio Andrade Ramos (Videofilmes) e Paulo Mendonça (Canal Brasil), com mediação de Pedro Butcher (Filme B).

O Auditório BNDES sediará ainda uma mostra de documentários nacionais inéditos, nos dias 5, 6 e 8, sempre às 18h. Serão exibidos respectivamente “Pandemonium”, de Jorge Bodanzky, “São Miguel do Gostoso”, de Eugênio Puppo, e “Reidy, A Construção da Utopia”, de Ana Maria Magalhães.

O É Tudo Verdade 2011 -16o. Festival Internacional de Documentários acontece entre 31 de março e 10 de abril, simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

SERVIÇO

É Tudo Verdade – 16º Festival Internacional de Documentários

São Paulo e Rio de Janeiro – 31 de março a 10 de abril

Direção: Amir Labaki

Co-realização: PETROBRAS, BNDES, CPFL, CCBB, RIOFILME, CINEMARK, Ministério da Cultura – MINC, Secretaria do Audiovisual-SAV, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. Projeto realizado com apoio do Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, Programa de Ação Cultural 2010.

Apoio: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Entrada gratuita em todas as salas de cinema.

Programação completa do Festival:

www.etudoverdade.com.br

sábado, 19 de março de 2011

Central das Favelas rompe com organizadores da visita de Obama

Por Michel Blanco, da Redação Yahoo! Brasil


O clima de cordialidade nos preparativos para receber Barack Obama na Cidade de Deus azedou. A Central Única das Favelas do Rio (Cufa) rompeu com os organizadores da visita do presidente norte-americano por discordar das regras impostas aos moradores enquanto Obama estiver na comunidade.

O rígido aparato de segurança vai mudar radicalmente os hábitos da favela. Os moradores não poderão sair de casa e o tradicional banho de sol na laje está proibido. A Cufa foi informada pelos organizadores da visita de que o cordão de isolamento em torno da comitiva será de 300 metros. Os moradores, inclusive crianças, serão revistados.

“Isto não é visita, é hostilização. As crianças daqui são esculachadas a vida inteira, e agora vêm os americanos para esculachar também? É um absurdo”, diz um dos líderes da Cufa à frente das negociações. “Esse aparato tem que existir, claro. Porém, deveria servir para viabilizar o contato dele com as pessoas. Não é o que vai acontecer.”

A entidade, no entanto, ressalta a importância da visita de Obama à Cidade de Deus. Mas questiona as normas impostas pela segurança e os preparativos que veem como “maquiagem” dos problemas da favela.

O rapper MV Bill, um dos fundadores da Cufa, diz esperar que o plano seja revisto, “para que a visita não seja uma grande frustração”. Em entrevista por telefone, Bill frisa que a visita é bem-vinda, “mas ela está fora de sintonia do que se espera de um cara como Obama. Pelo jeito dele, pela cara dele, há uma identificação automática com a comunidade. Quase pensam que ele já vai sair falando português. Mas aí vem isso. Vão transformar a comunidade num cativeiro.”

Os moradores da Cidade de Deus também se mostram indignados. O eletricista Márcio, embora acredite num clima de tranquilidade, prevê um protesto pacífico dos moradores. “Ele vai apenas tirar uma foto pra dizer que foi a Cidade de Deus. E só. Vai haver um protesto pacífico. A Cidade de Deus é uma comunidade pacificada.”

De acordo com os planos, durante a visita de Obama, o comércio será fechado. Prejuízo para quem trabalha no fim de semana e esperava um movimento maior com a visita do presidente americano, como a cabeleira Vânia. “Trabalho no domingo e vou ter o meu comércio fechado. A gente não pode mascarar as coisas pra gringo ver um Brasil que não é realidade. Seria uma ótima oportunidade para discutir as dificuldades da Cidade de Deus”, afirma.

“O Obama tem uma história, é preto. Ele precisa conhecer a realidade do Brasil. E a Michelle podia ir lá no meu salãozinho, poxa”, completa.

Futebol, capoeira e discurso
Embora a agenda de Obama na CDD não esteja confirmada, a expectativa é que o presidente americano vá a um campo de futebol e depois veja uma roda de capoeira de crianças atendidas por uma entidade assistencial, em um prédio fechado com capacidade para apenas 60 pessoas.

Nesta sexta-feira, a embaixada norte-americana em Brasília informou que o presidente não fará mais discurso na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. O novo local do discurso de Obama será o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A embaixada não especificou as razões que levaram à mudança do local do discurso do presidente dos EUA evento, que deve ocorrer na tarde de domingo.

Antes de ir ao Rio, Obama inicia sua visita ao Brasil em Brasília, onde terá encontro com a presidente Dilma Rousseff. O Brasil é a primeira parada do presidente norte-americano em um tour que inclui Chile e El Salvador.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Saiba como fazer doação às vítimas do terremoto no Japão

A comunidade nipônica no Brasil abriu contas bancárias para receber doações em dinheiro às vítimas do terremoto no Japão, que ocorreu na última sexta-feira (11) e deixou mais de 3.300 mortos, de acordo com números oficiais. Milhares de pessoas continuam desaparecidas.

Muitos japoneses estão desabrigados e sem comida, água ou aquecimento. O país ainda vive sob o temor de uma catástrofe radioativa com o risco de colapso da usina nuclear de Fukushima, nordeste do Japão.

Os depósitos serão aceitos até a data de 30 de abril, e as contribuições podem ser feitas em qualquer quantia. As doações serão encaminhadas ao governo japonês e às vítimas da tragédia pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e pela Cruz Vermelha.

Veja onde fazer as doações:

Bunkyo - Associação Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social
CNPJ: 61.511.127/0001-60
Banco Bradesco: agência 0131-7, conta corrente 112959-7
Banco Santander: agência 4551, conta corrente 13090004-4
Informações por e-mail (contato@bunkyo.org.br) e telefone 0xx11- 3208-1755

Kenren - Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil
CNPJ: 46.568.895/0001-66
Banco do Brasil - agência 1196-7, conta corrente 29921-9
Informações pelo e-mail (info@kenren.org.br) e telefone 0xx11-3277-8569, 0xx11-3277-6108 e 0xx11-3399-4416

Enkyo - Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo
CNPJ: 60.992.427/0001-45
Banco Bradesco agência 0131-7, conta corrente 131.000-3
Informações pelo e-mail (enkyodiretoria@enkyo.org.br) e telefone 0xx11-3274-6482, 0xx11-3274-6484, 0xx11-3274-6489 e 0xx11-3274-6507

terça-feira, 8 de março de 2011

8 de Março - Dia Internacional da Mulher. O que há de novo?

A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil

Enviado em 21 de fevereiro de 2011, às 07h15min
Flávia Tavares é quem informa, na edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo:

Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.

Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica.

"Os dados mostram que a violência contra a mulher não é um problema privado, de casal. É social e exige políticas públicas", diz Gustavo Venturi, professor da USP e supervisor da pesquisa.

Para chegar à estimativa de mais de duas mulheres agredidas por minuto, os pesquisadores partiram da amostra para fazer uma projeção nacional. Concluíram que 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões - 1,3 milhão nos 12 meses que antecederam a pesquisa (veja acima).

A pequena diminuição do número de mulheres agredidas entre 2001 e 2010 pode ser atribuída, em parte, à Lei Maria da Penha. "A lei é uma expressão da crescente consciência do problema da violência contra as mulheres", afirma Venturi.

Entre os pesquisados, 85% conhecem a lei e 80% aprovam a nova legislação. Mesmo entre os 11% que a criticam, a principal ressalva é ao fato de que a lei é insuficiente.

O estudo traz também dados inéditos sobre o que os homens pensam sobre a violência contra as mulheres. Enquanto 8% admitem já ter batido em uma mulher, 48% dizem ter um amigo ou conhecido que fizeram o mesmo e 25% têm parentes que agridem as companheiras. "Dá para deduzir que o número de homens que admitem agredir está subestimado. Afinal, metade conhece alguém que bate", avalia Venturi.

Ainda assim, surpreende que 2% dos homens declarem que "tem mulher que só aprende apanhando bastante". Além disso, entre os 8% que assumem praticar a violência, 14% acreditam ter "agido bem" e 15% declaram que bateriam de novo, o que indica um padrão de comportamento, não uma exceção.

Na infância. Respostas sobre agressões sofridas ainda na infância reforçam a ideia de que a violência pode fazer parte de uma cultura familiar. "Pais que levaram surras quando crianças tendem a bater mais em seus filhos", explica Venturi. No total, 78% das mulheres e 57% dos homens que apanharam na infância acreditam que dar tapas nos filhos de vez em quando é necessário. Entre as mulheres que não apanharam, 53% acham razoável dar tapas de vez em quando

sexta-feira, 4 de março de 2011

Campanha busca evitar 'feminização' da aids no Brasil

Estadão, Sex, 25 Fev, 07h00

No Brasil, a cada oito meninos de 13 a 19 anos que são HIV positivo, dez meninas dessa faixa etária estão na mesma situação. Em alguns Estados, a situação é mais grave. Na Paraíba, por exemplo, havia quatro garotos e 15 meninas contaminados em 2009. No Rio, o registro foi de 54 garotas e 28 rapazes. No Paraná, 20 adolescentes do sexo feminino e seis do sexo masculino. O fenômeno, que o Ministério da Saúde classifica de "feminização" da epidemia, levou o órgão a eleger meninas e jovens até 24 anos como foco da campanha de carnaval pelo uso de preservativos, pelo segundo ano consecutivo.

"Hoje a proporção de mulheres infectadas pelo HIV ultrapassou a de homens justamente na faixa etária de 13 a 19 anos. A nossa preocupação é que isso pode ampliar a feminização da epidemia. E a ideia da campanha é encorajar meninas, moças e jovens a pedir, na hora H, a camisinha", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participou do lançamento da campanha na quadra da escola de samba Salgueiro, na zona norte do Rio.

A segunda etapa da campanha será para incentivar o teste de HIV, sífilis e hepatite B entre aqueles que não fizeram sexo seguro no carnaval. O próprio ministro fez o teste rápido, cujo resultado sai em 15 minutos. O ministério vai instalar tendas em locais com maior movimentação de foliões, para que eles possam fazer os exames. A estimativa do ministério é de que 630 mil pessoas sejam soropositivas. Dessas, 255 mil nunca fizeram o teste e desconhecem ser portadoras do vírus.

Padilha reconheceu que o lançamento da campanha ocorre a uma semana do carnaval, quando a festa já ganhou as ruas de muitas cidades, mas negou que tenha havido atraso e ressaltou que faz parte da estratégia do ministério divulgar o assunto no período mais próximo do carnaval.

Com o slogan "Sem camisinha não dá", a campanha inclui propagandas em televisão, spots de rádio e outdoors. O jingle "Vou não" foi gravado pelo grupo Reginho e Banda Surpresa, conhecido pela música "Minha mulher não deixa não". O cantor Reginho, que sofreu grave acidente de ônibus madrugada de ontem, compareceu ao lançamento.

Um quarto dos 400 milhões de preservativos distribuídos anualmente pelo Ministério da Saúde são produzidos por seringueiros de Xapuri, no Acre. A fábrica foi construída com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com Padilha, as camisinhas produzidas com látex nacional são cinco vezes mais resistentes do que as importadas, de acordo com testes de pressão a que foram submetidas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ANÁLISE-Jovem "casamento" Brasil-China está estremecido

1 hora, 23 minutos atrás

Por Brian Winter e Brian Ellsworth

BRASÍLIA (Reuters) - Pelo menos uma vez por semana desde sua posse, a presidente Dilma Rousseff recebe assessores para tentar lidar com um problema aparentemente intratável: a China.

Poucos meses atrás, Brasil e China pareciam fadados a formar uma das alianças definidoras deste início de século - duas economias emergentes com rápido crescimento, posicionando-se lado a lado em questões globais como negociações comerciais, e buscando sempre novas oportunidades de negócios conjuntos.

Mas não é assim que tem funcionado.

A reunião semanal comandada por Dilma é apenas um sinal de como ela está colocando o Brasil em uma posição de maior confronto frente a Pequim, na tentativa de resolver uma relação que ela considera cada vez mais desequilibrada e divergente.

Oficialmente, o tema dessas reuniões é a busca por uma maior "competitividade" do Brasil no comércio global, mas elas inevitavelmente se transformam em debates estratégicos sobre como conter a enxurrada de importações de produtos chineses, que quintuplicaram desde 2005, com resultados desastrosos para a indústria brasileira.

"É basicamente uma reunião sobre a China", disse um funcionário de alto escalão que costuma participar delas. "As relações entre os dois países não são hostis, mas vamos tomar medidas para nos proteger... e promover uma relação mais igualitária."

Em curto prazo, segundo fontes de alto escalão do governo, isso significa mais tarifas dirigidas para produtos industrializados procedentes da China, uma fiscalização mais rígida nas alfândegas, e também mais processos antidumping.

Também é possível que sejam adotadas novas regras para mineradoras estrangeiras, dizem as autoridades, refletindo os temores de que a China desejaria consolidar seu controle sobre as riquezas minerais brasileiras, sem oferecer em contrapartida acesso suficiente ao seu próprio mercado.

Rompendo com a posição de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma deve aderir ao coro global pela valorização do iuan quando visitar o país asiático em abril. Ela também deve pleitear maior acesso ao mercado chinês para empresas como a Embraer, segundo autoridades.

Embora Brasil e China devam preservar relações amistosas e continuar ampliando o comércio bilateral, a guinada no governo Dilma pode afetar diversos aspectos, como o vínculo com os EUA e o futuro das chamadas relações "sul-sul", entre países emergentes.

"É surpreendente que a relação esteja mudando tão rapidamente", disse Maurício Cárdenas, diretor do programa latino-americano da entidade Brookings Institution, de Washington.

"O Brasil está claramente buscando grandes mudanças... Isso pode ter consequências para toda a América Latina, já que muitos outros países, experimentando os mesmos problemas (com a China), seguem o exemplo do Brasil", afirmou.

SUPERÁVIT RELATIVIZADO

Redefinir a relação com a China é algo mais fácil na retórica do que na prática. Assim como os EUA sofreram para se equilibrar entre a pressão por um iuan mais valorizado e o desejo de importar produtos baratos e receber financiamento da China, o Brasil também precisa rever o emaranhado de dependência que se criou rapidamente na última década.

O comércio bilateral disparou de pouco mais de 2 bilhões de dólares em 2000 para 56,2 bilhões de dólares em 2010. A China superou os EUA como maior parceiro comercial do Brasil, e no ano passado foi também a principal origem individual de investimentos estrangeiros diretos, com cerca de 17 bilhões de dólares.

O robusto crescimento comercial ajudou a economia brasileira a alcançar no ano passado o seu crescimento mais expressivo em duas décadas. E significa também que eventuais esforços do governo Dilma para aprovar medidas protecionistas podem ser infrutíferas, segundo Qiu Xiaoqi, embaixador da China em Brasília.

"O comércio entre China e Brasil cresceu tão rapidamente por causa de uma necessidade recíproca. Quando essa necessidade existe, ninguém pode entrar no caminho", disse Qiu à Reuters, numa rara entrevista.

Qiu, que se orgulha do seu conhecimento sobre a cultura brasileira e insistiu em conceder a entrevista em português, atribuiu as queixas contra a China a "uma minoria" dentro do governo Dilma. Ele também citou o fato de que o Brasil teve um grande superávit comercial com a China no ano passado - cerca de 5 bilhões de dólares.

Mas um exame mais atento revela que o Brasil teria déficit se não fosse por um extraordinário aumento no preço do minério de ferro, que responde por 40 por cento das exportações do país para a China.

No geral, as exportações do Brasil para a China em termos de peso - o que elimina distorções causadas pelo aumento nos preços das commodities - caíram 3 por cento em 2010, enquanto as importações de produtos chineses cresceram 89 por cento.

"O Brasil tem sido ingênuo na sua gestão da relação com a China nos últimos anos", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Ela é bem mais desnivelada do que a maioria das pessoas pensa."

APROXIMAÇÃO COM OS EUA

O resultado disso é que muitas indústrias brasileiras ficaram de fora do "boom" econômico do ano passado, e disso decorre grande parte do sentimento antichinês.

A produção industrial está estável ou em queda desde abril. O dano em áreas como produtos têxteis e calçados foi tamanho que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou para o risco de "desindustrialização".

A nova postura do governo Dilma reflete sua ênfase em estimular a indústria local, enquanto a política comercial de Lula era ditada em parte por seu sonho de uma aliança grandiosa entre nações em desenvolvimento.

Ainda assim, alguns executivos que fazem negócios nos dois países temem que a China esteja sendo usada como bode expiatório para problemas do próprio Brasil.

"A falta de competitividade do Brasil não tem nada a ver com os chineses", disse Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, no Rio.

Ele atribuiu os problemas brasileiros à carga tributária elevada, aos custos trabalhistas e aos gargalos de infraestrutura que, junto com a supervalorização do real, encarecem os produtos brasileiros.

Tang afirmou também que as empresas brasileiras, após passarem décadas focando prioritariamente no grande mercado interno, perderam várias oportunidades de fazerem mais negócios com a China.

Soraya Rosar, especialista em comércio da CNI, concorda com essa tese, mas diz que Dilma precisa pressionar por um maior acesso ao mercado chinês.

A frustração com as políticas chinesas, especialmente com a lenta valorização do iuan, tem convencido a equipe de Dilma de que o Brasil precisa fortalecer suas relações com os Estados Unidos, caso deseje manter qualquer tipo de negociação em pé de igualdade com Pequim.

"O Brasil sozinho conseguirá pouca coisa", disse uma autoridade próxima a Dilma. "Com os Estados Unidos ao nosso lado, talvez eles nos ouçam."

A relação Brasil-EUA, que passou por momentos de estremecimento na época de Lula, mudou rapidamente desde a posse de Dilma. O presidente Barack Obama virá ao Brasil em março, e a China será "um assunto maduro para discussão" quando o secretário do Tesouro Timothy Geithner fizer uma visita ao país, na semana que vem, segundo uma fonte familiarizada com esse processo.

Na opinião de Fernando Henrique, Dilma parece estar reordenando a política externa para que a China seja tratada tanto como aliada quanto como ameaça.

"A China durante muitos anos tentou de forma inteligente enquadrar a relação como "sul-sul"..., (mostrando) que seu interesse era igual ao interesse do Brasil. Mas a China não é o sul. A China é a China, com seu próprio conjunto de interesses."

Cárdenas, da Brookings Institution, diz que a alteração na postura brasileira pode ter profundas implicações se outros países seguirem esse exemplo.

"Os chineses estavam confiantes de que poderiam contar com o apoio da relação sul-sul, mas agora estão vendo que essas vozes críticas não estão vindo só dos EUA", disse ele. "Quando os seus amigos começam a se voltar contra você, talvez seja hora de reexaminar as coisas."

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Começa Fórum de Davos para analisar nova realidade após maior crise

2 horas, 54 minutos atrás

Davos (Suíça), 26 jan (EFE).- O Fórum Econômico Mundial começou nesta quarta-feira em Davos uma nova reunião anual à qual assistem 2,5 mil nomes da elite política e econômica, com a missão de debater a nova realidade criada pela maior crise financeira e econômica global desde a Grande Depressão.

Ao menos 30 chefes de Estado e de Governo farão parte do encontro na estação alpina suíça, como a alemã Angela Merkel, o francês Nicolas Sarkozy, o britânico David Cameron, o colombiano Juan Manuel Santos e o mexicano Felipe Calderón.

Participam ainda o presidente da União Europeia, Herman van Rompuy, e cerca de seis comissários, além de Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu.

Os Estados Unidos estarão representados por Timothy Geithner, secretário do Tesouro.

Após a suspeição de sua participação devido ao atentado de segunda no principal aeroporto de Moscou, que causou 35 mortos, o presidente russo, Dmitri Medvedev, chegará a Davos a tempo de fazer o discurso inaugural, às 18h30 no horário local (15h30 de Brasília).

Medvedev, no entanto, reduzirá ao mínimo sua estadia em Davos para retornar imediatamente a Moscou.

O fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, resumiu o espírito desta nova reunião de Davos em um jornal alemão ao afirmar que após a crise se abre "uma era de modéstia".

"Nesta nova realidade, somos nós, as vítimas coletivas, que devemos construir o futuro mais seguro. E como nem os Governos, nem as empresas sozinhas poderão superar a complexidade dos desafios globais, a fronteira entre economia e política será ainda menor", ressaltou.

Os riscos econômicos globais, o aumento dos preços dos produtos básicos, o grave desemprego e as dívidas soberanas serão alguns dos assuntos que centrarão as discussões econômicas até no domingo, quando concluirá a reunião.

Uma demonstração de que o mundo mudou está no número de participantes vindos da China e da Índia, que se multiplicou cinco vezes na última década. Justamente, os dois países são os que têm as delegações mais numerosas.

Na terça-feira, prévio à abertura do Fórum, a tradicional pesquisa mundial de executivos-chefes que há 14 anos é elaborada pela empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers indicou que, em nível global, onde as empresas já saem da crise, as preocupações respondem a como adaptar-se, ao entorno pós-crise, como reduzir o excesso de regulação e como encontrar oportunidades de crescimento.

A maior preocupação dos executivos-chefes sobre os riscos para o crescimento econômico é a instabilidade política. EFE

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Veja como ajudar as vítimas da chuva na região serrana do Rio

Terra Brasil - 13 de janeiro de 2011 09h24 atualizado às 20h52


As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio de Janeiro mobilizam equipes de resgate e voluntários no auxílio aos desabrigados e desalojados. Entre os principais materiais que podem ser doados, estão objetos de higiene pessoal, como pasta de dente e sabonetes, colchonetes, cobertores, fraldas descartáveis, toalhas e água.

Em Teresópolis, a Defesa Civil municipal informou que, para atender os mais de 2,5 mil desabrigados que eram registrados até a manhã de quinta-feira, foi montado um posto central de atendimento no Ginásio Esportivo Pedro Jahara, na rua Tenente Luiz Meirelles, número 211, no centro da cidade. Também podem ser entregues doações na Secretaria de Desenvolvimento Social, localizada na avenida Alberto Torres, em frente ao Hospital São José, no bairro do Alto.

A prefeitura da cidade também abriu uma conta bancária no Banco do Brasil, onde a população pode fazer doações em dinheiro, de qualquer valor. Com o nome "SOS Teresópolis - Donativos", ela está disponível na agência 0741-2 do Banco do Brasil, com o número 110000-9.

Em Petrópolis, foram montados pontos de recolhimento de donativos no Centro de Cidadania de Itaipava, na estrada União da Indústria; na Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá; na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e na sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania, na rua Aureliano Coutinho, 81, no centro da cidade.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), também mobilizou uma equipe para prestar solidariedade à população do Rio de Janeiro que sofre com as enxurradas dos últimos dias. A Defesa Civil do Estado montou um posto permanente de recebimento de doações no Armazém 7 do Cais do Porto, em Porto Alegre. Além das doações no Cais do Porto, quem quiser ajudar pode ligar para o 199 ou para (51) 3210-4219.

Viva Rio
O Programa de Voluntariado do Viva Rio também iniciou uma campanha de arrecadação de donativos (roupas e mantimentos) para a região serrana. As doações podem ser feitas na sede da ONG, na rua do Russel, 76, no bairro Glória, no Rio de Janeiro. Para maiores informações, o Viva Rio disponibiliza os telefones (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.

Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha no Brasil recebe doações de alimentos, materiais de higiene pessoal e produtos de limpeza nas unidades do Rio de Janeiro (Praça Cruz Vermelha, 1012, centro) e de Nova Iguaçu (na rua Coronel Bernardino de Melo, 2085, e na rua Alberto Cocoza, 86, no centro).

Polícia Militar
Todos os batalhões da Polícia Militar do Estado recebem doações para as vítimas das chuvas. O material arrecadado será encaminhado ao 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói, de onde será enviado para as áreas afetadas. A PM recomenda que sejam doados água mineral, alimentos e material de higiene.

Ministério Público
O Ministério Público do Rio de Janeiro recebe doações na portaria do edifício-sede do MP-RJ, na avenida Marechal Câmara, 370, no centro do Rio. A coleta é feita no período das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira. Os donativos serão encaminhadas à Defesa Civil do Estado para serem distribuídas às vítimas das enchentes.

Metrô
O Metrô Rio informou que recolhe, a partir de sexta-feira, donativos para as vítimas das chuvas, em parceria com a ONG Viva Rio. A coleta será feita em 11 estações das Linhas 1 e 2: Carioca, Central, Largo do Machado, Catete, Glória, Ipanema/General Osório, Pavuna, Saens Peña, Botafogo, Nova América/Del Castilho e Siqueira Campos. Poderão ser doados até o dia 11 de fevereiro água, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

Rodovias
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também vai receber donativos a partir desta quinta-feira em postos montados nas principais rodovias da região. Dois postos irão funcionar 24 horas, no km 269 da BR-101, no trecho de Casemiro de Abreu, e na BR-101, no pedágio da Rio-Magé.

Outros três postos devem funcionar das 8h às 17h, no km 109 da rodovia Washington Luís, e na Presidente Dutra, no km 133, próximo ao pedágio, e no km 227. Os donativos arrecadados serão entregues à Cruz Vermelha, que fará a distribuição.

Bancos
O Banco Bradesco abriu uma conta uma conta corrente para receber doações em solidariedade às vítimas das enchentes que afetaram a região serrana do Rio de Janeiro. O fundo tem como nome do beneficiário "Fundo Estadual da Assistência Social" e está disponível na agência 6570-6 e conta corrente 2011-7.

A Caixa Econômica Federal também abriu uma conta corrente para ajudar as vítimas das chuvas no estado do Rio de Janeiro. As doações aos moradores das regiões em estado de emergência podem ser feitas na conta da Defesa Civil do Rio de Janeiro, número 2011-0, agência 0199, operação 006.

O Itaú Unibanco lançou um programa de mobilização interna e externa, com o objetivo de multiplicar os esforços no atendimento imediato às vítimas das chuvas. A partir de sexta-feira, doações podem ser feitas no fundo que tem como nome do beneficiário "Fundo Estadual de Assistência Social do Rio de Janeiro" e está disponível na agência 5673 e conta corrente 00594-7. O número do banco Itaú é 341 e o CNPJ 02932524/0001-46. Os recursos serão direcionados para o Estado por meio de parceria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

Supermercados
O grupo Pão de Açúcar montou postos de coletas de donativos nas 100 lojas da rede no Rio de Janeiro. As doações podem ser feitas nos supermercados Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas, Extra Supermercados e Assaí. De acordo com a assessoria do grupo, o material será recolhido até o dia 26 de janeiro.

Shoppings
Os oito shoppings administrados pelo grupo Aliansce do Rio de Janeiro disponibilizou caixas de coleta de doações do Programa Aliansce Solidária, distribuídas nos shoppings Leblon, Via Parque, Grande Rio, Caxias, Bangu, Carioca, Passeio e Santa Cruz. O Center Shopping Rio, em Jacarepaguá, também recebe doações para os desabrigados das chuvas da região serrana. Serão recolhidos agasalhos, colchonetes, alimentos não perecíveis, água mineral e material de higiene pessoal.

Clubes de futebol
O Flamengo recebe donativos na sede do clube, na Gávea, no Rio.

CNBB
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma campanha de arrecadação de donativos para as vítimas de toda a região Sudeste. Batizada SOS Sudeste, ela irá recolher dinheiro por meio de duas contas correntes: Conta 1490-8, Agência 1041 - OP. 003, Caixa Econômica Federal e Conta 32.000-5, Agência 3475-4, Banco do Brasil.

A entidade também criticou a falta de ações preventivas dos governos locais e diz esperar que "as autoridades competentes se comprometam eficazmente na busca de solução para que catástrofes como estas a que assistimos não se repitam, vitimando milhares de pessoas".

Doação de sangue
O Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (HemoRio) solicita que a população doe sangue para atender as vítimas das chuvas. A doação pode ser feita na sede do instituto, na rua Frei Caneca, 8, na região central da cidade do Rio de Janeiro.

Instituição de ensino
A Unigranrio convocou seus funcionários, alunos e professores para ajudar as famílias que perderam suas casas nas chuvas, pedindo que cada um contribua com doações numa das 11 unidades do Estado. Haverá coleta de gêneros de primeira necessidade, que serão entregues à Cruz Vermelha (centro do Rio), responsável pela distribuição. Os seguintes itens são necessitados: água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), sucos de caixa, leite em pó e afins, agasalhos, colchonetes, roupa de cama e banho, cobertores, material de higiene pessoal e de limpeza.

Saiba como doar sangue para ajudar vítimas da Região Serrana do Rio

Não é precisa estar em jejum, mas deve-se evitar alimentos gordurosos.
Quem preferir, pode agendar horário para a coleta de sangue.

G1 - Edição do dia 14/01/2011

O HemoRio montou um esquema especial de atendimento para os interessados em doar sangue para ajudar as vítimas da Região Serrana. Na quinta-feira (13), as filas eram grandes no Centro do Rio.

Para doar é preciso estar bem de saúde, ter entre 18 e 65 anos e pesar mais de 50 kg. Não é necessário estar em jejum. A única recomendação é evitar alimentos gordurosos antes da coleta de sangue.

Os interessados em ajudar devem se apresentar com um documento de identidade. Quem preferir, pode agendar um horário para fazer a doação. O telefone para o agendamento é 0800 282-0708.

O HemoRio fica na Rua Frei Caneca 8, no Centro, e funciona de segunda a domingo, das 7h às 18h.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dissidentes do WikiLeaks finalizam projeto chamado OpenLeaks

Sex, 10 Dez, 06h29

ESTOCOLMO (AFP) - Dissidentes do portal WikiLeaks e pessoas irritadas com seu fundador, Julian Assange, anunciaram nesta sexta-feira que finalizam um projeto semelhante, chamado OpenLeaks, que será lançado em breve e terá como objetivo facilitar o vazamento diretamente para a mídia.

Ao contrário do WikiLeaks, o portal OpenLeaks não publicará diretamente na internet, mas permitirá que os meios de comunicação parceiros recebam as informações, explicaram o ex-porta-voz alemão do WikiLeaks, Daniel Domscheit-Berg, e o antigo membro da organização, o islandês Herbert Snorrason.

"OpenLeaks é um projeto tecnológico que tem por objetivo ser um prestador de serviços a terceiros que desejam receber informações de fontes anônimas", declarou Domscheit-Berg em um documentário sobre o Wikileaks que será transmitido no domingo à noite pelo canal de televisão sueco SVT, e que a AFP teve acesso.

O link do futuro do portal, openleaks.org, está ativo e anuncia que estará "disponível em breve".

Seus promotores explicaram que abandonaram o projeto do WikiLeaks por divergências com a estratégia seguida por Assange e criticaram sua "atitude ditatorial".

Criado em 2006, o site WikiLeaks, especializado na publicação de documentos confidenciais, causou uma tempestade diplomática com a divulgação de milhares de telegramas diplomáticos americanos.

Seu fundador, o australiano Julian Assange, está preso desde terça-feira em Londres, em virtude de uma ordem de prisão internacional lançada pelas autoridades suecas por um suposto caso de estupro.

TV iraniana desmente ONG e diz que Sakineh não foi libertada

Sex, 10 Dez, 06h30

Sakineh Ashtiani, a iraniana acusada de adultério e cumplicidade no assassinato do seu marido, não foi libertada, informou a emissora estatal "PressTv". Segundo indicara na quinta-feira o Comitê Internacional contra o Apedrejamento, Sakineh havia sido liberada, mas a informação divulgada pelo site da cadeia estatal desfaz o mal-entendido.

Segundo a emissora, Sakineh foi tirada da prisão e levada à sua casa por algumas horas para filmar a reconstrução do crime para um programa especial que será veiculado nesta sexta-feira pela "PressTv".

"A mulher acusada de assassinato e adultério acompanhou uma equipe da emissora à sua casa para relatar os detalhes do assassinato do seu marido no cenário do crime", diz parte da notícia.

"Ao contrário do publicado amplamente pela imprensa internacional sobre a libertação de Sakineh, o certo é que uma equipe de produção em colaboração com a 'PressTv' chegou a um acordo com a Justiça para recriar com ela a cena do crime", acrescenta o segundo parágrafo.

A cadeia assinala que a história completa será emitida às 18h35 (horário de Brasília) dentro do programa "Irã Today", que veiculará testemunhos do seu filho, Sajad Ghaderzadeh, e o advogado de Sakineh, Javid Houtan Kian, que também estão detidos.

As esperanças sobre a libertação de Sakineh, de 43 anos, foram alimentadas nesta quinta-feira depois de o Comitê Internacional contra o Apedrejamento ter anunciado que tinha informações procedentes do Irã apontando nesse sentido.

Apesar da inesperada notícia, as esperanças cresceram depois de a "PressTv" divulgar uma série de fotografias nas quais a mulher, de etnia azeri, era vista posando em sua casa na última segunda-feira.

No entanto, uma parte do documentário emitido na noite de quinta-feira pela própria cadeia já deu pistas de que a esperança de libertação era infundada, já que em uma das imagens a mulher afirmava: "Planejamos a morte do meu marido". EFE

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ONG alemã anuncia libertação de iraniana Sakineh

1 hora, 3 minutos atrás

BERLIM (AFP) - A iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada a morrer apedrejada, foi libertada, assim como seu filho e seu advogado, informou à AFP o comitê contra o apedrejamento, com sede na Alemanha, uma notícia recebida com cautela pela comunidade internacional, diante da falta de confirmação oficial de Teerã.

"Recebemos do Irã a informação de que estão livres", disse à AFP Mina Ahadi, porta-voz do comitê.

"Esperamos ainda a confirmação. Aparentemente, esta noite haverá um programa que deve ser exibido na televisão e aí saberemos 100%. Mas, sim, ouvimos que está livre e também seu filho e seu advogado", disse Ahadi por telefone por volta das 19h30 (16h30 de Brasília).

Teerã ainda não fez qualquer comentário a respeito. No entanto, fotografias divulgadas esta quinta-feira, afiançadas por meios de comunicação do Ocidente, e que mostrariam Sakineh em casa, no domingo, durante uma breve saída na semana passada para uma entrevista televisiva, poderiam ter dado origem a falsas notícias da libertação.

As reações da comunidade internacional à notícia da libertação de Sakineh têm sido de cautela.

O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, manifestou satisfação com a notícia, afirmando que este seria "um grande dia para os direitos humanos", mas destacou que "está verificando" a informação, divulgada pelo comitê.

Em Berlim, o ministério alemão das Relações Exteriores assegurou, em entrevista à AFP, não estar a par das libertações de Sakineh, de seu filho e do advogado. "Não podemos confirmar estas notícias", disse um porta-voz.

Na França, o Quai d'Orsay, sede do ministério das Relações Exteriores, anunciou que se esforçará por confirmar a libertação de Sakineh, insistindo em que ainda não tem esta confirmação.

"Nós procuramos verificar a informação. Não temos confirmação" ainda, informou o Quai d'Orsay à AFP.

Mohammadi-Ashtiani, uma viúva de 43 anos e mãe de dois filhos, foi detida em Tabriz (noroeste do Irã) e condenada à morte por dois tribunais diferentes em 2006 pelo envolvimento no assassinato do marido. Em 2007, a pena de morte na forca pelo assassinato foi reduzida, em apelação, a 10 anos de prisão, mas a sentença à morte por apedrejamento por adultério foi confirmada no mesmo ano por outra corte de apelação.

A revelação do caso, em julho passado, por associações de direitos humanos, causou uma forte mobilização no Ocidente, onde muitos países e personalidades pediram que a sentença não fosse aplicada, qualificando-a como "selvagem".

Em julho, Teerã afirmou que a sentença havia sido "suspensa" para uma revisão do caso, ainda em curso.

Em 22 de novembro, o chefe do Conselho de Direitos Humanos iraniano, Mohammad Javad Larijani, disse que havia "uma grande possibilidade de que a Justiça iraniana perdoasse a vida" a Sakineh Mohammadi-Ashtiani, durante entrevista à TV em língua inglesa Press-TV.

Mohammad Javad Larijani é irmão do aiatolá Sadegh Larijani, chefe da autoridade judicial iraniana, da qual depende o Conselho de Direitos Humanos, e do presidente do Parlamento, Ali Larijani.

Por outro lado, o filho de Sakineh, Sajed Ghaderzadeh, e seu advogado, Hutan Kian, foram detidos em 10 de outubro em Tabriz quando eram entrevistados por dois jornalistas alemães que teriam entrado sem visto de imprensa em território iraniano e que também foram detidos e presos.

Para a Alemanha, este é um assunto delicado, visto que os dois alemães (um jornalista e um fotógrafo que trabalhavam para o jornal Bild am Sonntag, do grupo Axel Springer) continuam nas mãos da Justiça iraniana, que os acusa de ter entrado no país sem o visto exigido para exercer o trabalho de jornalista.

Na segunda-feira passada, o procurador-geral Gholam Hossein Mohseni Ejeie assegurou que a investigação contra os dois jornalistas "continua" e que "por enquanto" não foram acusados oficialmente de espionagem.

Presidente Lula defende WikiLeaks e faz “o primeiro voto de protesto”

TecnoBlog, 09/12/2010 às 14h22 por Thássius Veloso

Por enquanto só temos visto a sociedade civil posicionar-se a favor de Julian Assange e do WikiLeaks. Todos os governos envolvidos no Cable Gate mostram-se sempre contra o site, inclusive o Secretário de Defesa dos Estados Unidos e Hillary Clinton, a Secretária de Estado dos EUA. E não é que o nosso presidente Lula foi o primeiro chefe de Estado a solidarizar com a causa do site?

Interrompemos a nossa programação para o pronunciamento do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.


(YouTube)

Lula é muito claro no que diz: Assange estava apenas divulgando informações, sem cometer qualquer crime por causa disso. O que ele fez foi desnudar a atividade diplomática, até então inatingível por nós, meros mortais, e torná-la pública, acessível a todos. “É engraçado, não tem nada contra [o cerceamento à] liberdade de expressão”, diz o presidente, em respeito à divulgação feita pelo WikiLeaks.

O presidente ainda deixa um conselho para Dilma Rousseff, sua sucessora, para que oriente os seus embaixadores: “Se não tiver o que escrever, não escreva bobagem. Passe em branco a mensagem.”

“Eu não vi um voto de protesto”, diz Lula, colocando-se como o primeiro estadista a protestar contra a prisão de Julian Assange. O presidente declarou sua solidariedade ao WikiLeaks “pela divulgação das coisas”.

Com informações: Blog do Planalto

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quase 800 sites já hospedam cópias do WikiLeaks

Ter, 07 Dez, 02h03, Geek

Qualquer um pode configurar “mirror” dos dados confidenciais, já há servidores brasileiros hospedando as notícias.

Aylons Hazzud

Após o cancelamento da hospedagem da Amazon e do endereço pelo EveryDNS, o WikiLeaks convocou os ativistas a criarem “espelhos” do site a fim de evitar que um único servidor pudesse retirar as informações da internet. A resposta veio rapidamente, e a contagem oficial desta manhã já soma 784 “mirrors” espalhados pelo mundo.

Para ajudar na empreitada, é preciso ter acesso a um servidor web baseado em UNIX (ou similares, como o Linux), e então seguir as instruções disponíveis na página do WikiLeaks ( http://j.mp/fkII1O ). Depois de configurado, o novo espelho do WikiLeaks será atualizado automaticamente pela equipe da agência de notícias, sem necessidade de outra intervenção de quem está hospedado os dados.

A estratégia de “guerrilha virtual” auxilia na rápida disseminação dos dados e torna extremamente difícil a “contenção” dos vazamentos, em especial por meios jurídicos, já que a informação se espalha quase imediatamente por diversos países. Na lista oficial mantida pelo WikiLeaks, há somente um domínio brasileiro, o wikileaks.brunogola.com.br . Mas é possível que endereços sem o “.br” no final redirecionem para servidores localizados no Brasil.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Israel critica decisão do Brasil de reconhecer Estado palestino

Sex, 03 Dez, 09h15

Jerusalém, 3 dez (EFE).- Israel manifestou nesta sexta-feira sua "decepção" pela decisão do Governo brasileiro de reconhecer o Estado palestino pelas fronteiras de 1967, alegando que repercutirá negativamente no processo de paz no Oriente Médio.

"Toda tentativa de buscar atalhos para esse processo e determinar de antemão e de forma unilateral os temas importantes e polêmicos apenas danificará a confiança entre as partes e seu compromisso em concluir as negociações de paz", ressaltou o Ministério de Assuntos Exteriores israelense em comunicado.

A diplomacia israelense também lamentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha tomado a decisão apenas um mês antes de entregar o cargo à sua sucessora, Dilma Rousseff.

Além disso, destacou que o reconhecimento do Estado palestino representa uma violação dos acordos bilaterais assinados em 1995 e do Mapa de Caminho, o plano de paz apresentado em 2003 pelo Quarteto de Madri, formado por EUA, Rússia, União Europeia e Nações Unidas.

Lula comunicou a decisão por carta ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na quarta-feira passada.

O reconhecimento foi uma resposta à solicitação realizada por Abbas em 24 de novembro e é uma posição "coerente" com as resoluções das Nações Unidas, destacou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil em comunicado.

"O reconhecimento do Estado palestino é parte da convicção brasileira de que um processo negociador que resulte em dois Estados convivendo pacificamente e em segurança é o melhor caminho para a paz no Oriente Médio, objetivo que interessa a toda a humanidade", acrescenta a nota.

O Brasil passa a integrar uma lista de mais de cem países que reconhecem o Estado palestino, entre eles todos os árabes, a maior parte da África, além de muitos da Ásia e do leste da Europa.

O porta-voz do departamento de Assuntos Relacionados com a Negociação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Xavier Abu Eid, disse à Efe que outros sete países latino-americanos se mostraram dispostos a manter conversas bilaterais para reconhecer a independência palestina pelas fronteiras de 1967 no momento adequado.

"Esperamos que a decisão do Brasil origine uma onda de reconhecimentos latino-americanos como a que houve após 1988 (por causa da Declaração de Independência Palestina) em outras partes do mundo", ressaltou.

Desde 1975, o Brasil já reconhecia a OLP como "legítima representante do povo palestino" e em 1993 abriu sua primeira legação diplomática nos territórios palestinos.

O Governo de Lula intensificou suas relações com os palestinos nos últimos anos e em março realizou uma viagem oficial à região que também incluiu uma visita a Israel.

Em sua carta a Abbas, Lula renova sua oferta mediadora, ao assegurar que o "Brasil estará sempre preparado para ajudar no que for necessário".

Por sua vez, o dirigente palestino Nabil Shaat felicitou o presidente brasileiro por "cumprir com sua palavra" e dar "uma resposta de forma não violenta ao unilateralismo israelense".

Shaat afirmou que a decisão de Lula é um "reflexo da histórica amizade e irmandade dos povos brasileiro e palestino" e uma "confirmação do importante papel do Brasil na comunidade internacional". EFE

MP denuncia siderúrgica por crime ambiental no Rio


Estadão, Sex, 03 Dez, 08h25

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou a ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), o diretor de projetos da companhia, Friedrich-Wilhelm Schaefer, e o gerente ambiental Álvaro Francisco Barata Boechat por crimes ambientais. A ação, ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), demonstra que, desde junho de 2010, a TKCSA tem poluído a atmosfera em níveis capazes de provocar danos à saúde humana, afetando principalmente a comunidade vizinha da usina, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo o MP-RJ, caso condenados, as penas podem ultrapassar 19 anos de reclusão para cada um dos dirigentes. A empresa também pode ser punida com multa, suspensão total ou parcial de atividades e interdição temporária de direitos, como proibição de contratos com o poder público e de receber incentivos fiscais ou quaisquer outros benefícios, além da participação de licitações pelo prazo de cinco anos.

O MP-RJ deu início às investigações após receber denúncias sobre irregularidades ambientais e suposta atuação de uma milícia que faria a segurança privada da TKCSA, denúncia ainda sob investigação pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais. Já a apuração dos crimes ambientais foi feita em conjunto por vários órgãos do Ministério Público.

Na ação penal, ajuizada na 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, o MP-RJ alega que a TKCSA e os executivos cometeram quatro crimes ambientais. Um deles foi causar poluição em níveis que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana.

Os outros três são: instalar ou fazer funcionar estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes, ou contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes; deixar de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental; e apresentar, no licenciamento, estudo, laudo ou relatório ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso.

O principal crime pelo qual a TKCSA e os executivos são acusados é o derramamento de ferro-gusa - que pode causar doenças de pele, irritação de mucosas e problemas respiratórios - em poços ao ar livre, sem qualquer controle de emissões.

A denúncia foi complementada por relatórios técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), além de um estudo realizado pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), que atesta aumento de 600% na concentração média de ferro na área de influência da TKCSA em relação ao período anterior ao início da pré-operação.

O estudo também aponta violação ao nível máximo legal tolerável para a concentração de poluente atmosférico, acima do qual a saúde da população pode ser afetada.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

WikiLeaks nega ter violado leis ao divulgar documentos

Qua, 01 Dez, 08h24

Por Tim Castle

LONDRES (Reuters) - A revelação de milhares de comunicações diplomáticas dos EUA pelo WikiLeaks é perfeitamente legal, disse um porta-voz do site "dedo-duro" na quarta-feira.

Kristinn Hrafnsson afirmou que as pessoas têm direito de saber o que as autoridades que trabalham em seu nome estão fazendo, e minimizou os temores de que o vazamento possa abalar as relações internacionais.

"Se a estabilidade global se baseia em enganações e mentiras, talvez ela precise ser chacoalhada", afirmou o porta-voz à Reuters TV.

Os mais de 250 mil documentos do Departamento de Estado dos EUA, que vêm sendo gradualmente divulgados desde o fim de semana, causaram constrangimentos para Washington, por expor as engrenagens da diplomacia norte-americana e opiniões brutalmente francas de seus agentes sobre líderes internacionais - aliados ou rivais.

"Acho que em geral todas as comunicações deveriam ser as mais públicas possíveis", disse Hrafnsson, ex-jornalista islandês de TV que hoje trabalha no WikiLeaks.

"Pode haver alguma justificativa para o sigilo, mas em geral estamos falando de autoridades que estão trabalhando em nome das pessoas, e as pessoas têm direito a saber."

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Não espalhe boatos, se vc souber algo DENUNCIE!

Disque Denúncia

http://www.disquedenuncia.org.br/

(21)2253 1177


Beltrame fala sobre as ações realizadas no Rio de Janeiro

http://www.seguranca.rj.gov.br/


Contra boatos, governo do RJ usa Twitter

26 de novembro de 2010 | 7h 34
AE - Agência Estado

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro ocupou ontem as redes sociais para tentar conter o medo e os boatos que se espalharam pelo Estado desde o início da crise. O comandante da Polícia Militar, coronel Mario Sergio Duarte, já vinha respondendo a dúvidas e críticas de internautas.

Na tarde de ontem, dos dez trending topics do Brasil (os assuntos mais comentados do Twitter), nove faziam referência aos confrontos no Rio, com as palavras-chave Penha, Rio e Beltrame, entre outras. Bope, Vila Cruzeiro e Penha também estavam entre os dez assuntos mais comentados no microblog em todo o mundo.

Foi quando o subsecretário de Segurança, Edval Novaes, fez um pronunciamento por câmera, no Twitter, depois de receber perguntas e mensagens de diversos internautas. Curiosamente, houve falha na transmissão, e o procedimento seria repetido para garantir audiência, o que não havia ocorrido até as 18h30.

O Twitter foi a principal plataforma escolhida pela Secretaria de Segurança. "Contem com esse canal para tirar dúvidas e obter dados oficiais", foi uma das mensagens. Diante da informação, divulgada pela TV Globo, de que a próxima Unidade de Polícia Pacificadora seria instalada no Complexo do Alemão, a secretaria reagiu imediatamente: "Não há previsão de instalação de UPP no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, por causa da grande demanda de efetivo necessária para ocupar estas áreas".

Diante da crítica de um internauta de que "o governo devia acabar com a ganância de arrecadar em blitz do IPVA, para se concentrar na bandidagem", o comandante respondeu que a PM está "toda empenhada contra os criminosos". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 20 de novembro de 2010

Médicos alertam para 'caos total' no Haiti

Médicos alertam para 'caos total' no Haiti

Estadao.com.br - Sáb, 20 Nov, 08h00

O horror humano no Haiti - com corpos de crianças abandonados nas ruas de Cap-Haitien, hospitais apinhados de pacientes com diarreia crônica, e cadáveres desidratados sendo transportados em carrinhos de mão - não terminará enquanto a comunidade internacional mantiver a mesma abordagem no combate à epidemia de cólera que já matou 1.186 e deixou 49.418 mil infectados em um mês.

O alerta - o mais contundente desde o início da nova crise - foi feito ontem ao Estado pelo chefe dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Haiti, o italiano Stefano Zannini, num tom de desabafo e frustração. A ONG diz que responde por 85% de todos os atendimentos de casos de cólera no país. "Esta é a 'república das ONGs', o mundo inteiro está aqui e como pode? Como é possível que, quatro semanas depois do início da epidemia, nós (o MSF) ainda estejamos com todo o sistema médico nas costas? Onde estão todos os outros?"

Zannini diz que nenhuma das medidas para conter a epidemia é de caráter médico. Elas dependem de lavar as mãos, ter água potável, dar um destino adequado aos cadáveres e às fezes humanas. "Ora, nada disso é caro nem depende de médicos. Onde está a ajuda internacional?", questionou. Um dos maiores problemas para conter a propagação da cólera é a falta de cuidados básicos de higiene, o que poderia ser combatido com programas relativamente simples, como a distribuição de sabão.

Estima-se que 76% dos haitianos vivam com menos de US$ 3 por dia e 50% tenham menos de US$ 1 por dia. Uma barra de sabão custa, em períodos normais, US$ 0,50 na maioria dos mercados haitianos e, para muitas famílias, lavar as mãos virou um dilema potencialmente fatal entre usar o pouco dinheiro para comprar sabão ou para comprar comida.

Na quarta-feira, o MSF havia lançado um alerta sobre o esgotamento físico e emocional de suas equipes. "A carga de trabalho é estressante. Não é fácil trabalhar com o cheiro, o barulho e a pressão de tantos doentes. Estamos trabalhando 24 horas por dia. Estamos sobrecarregados", disse Zannini.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ofensas a nordestinos no Twitter ganham repercussão no exterior

Qui, 04 Nov, 08h05

Por Redação Yahoo! Brasil


A história da estudante de direito Mayara Petruso, que postou mensagens de ódio contra nordestinos no Twitter logo após a eleição de Dilma Rousseff (PT), teve repercussão num dos maiores jornais do mundo, o britânico Telegraph.

A reportagem, assinada pelo correspondente do jornal em São Paulo, Robin Yapp, destaca que a OAB de Pernambuco entrou nesta quarta-feira com uma notícia-crime no Ministério Público Federal em São Paulo contra Mayara. Dentre as muitas mensagens ofensivas escritas pela estudante, o Telegraph cita a de maior repercussão no Brasil: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado" (sic) .

O texto do jornal inglês explica que a maior parte da população da região Nordeste do Brasil é composta por negros e pardos, enquanto o Sul é predominantemente branco. A reportagem cita que se o caso for a julgamento, Mayara pode pegar de dois a cinco anos por racismo e de três a seis meses por "incitação pública ao ato delituoso".

O Telegraph explica também que é errada a percepção de Mayara e outros usuários do Twitter que afirmaram que Dilma só foi eleita por causa dos votos do Nordeste - a candidata do PT ganharia a eleição mesmo sem os votos dessa região.

A reportagem cita declarações do presidente da OAB-PE, Henry Mariano, que classificou as ofensas de Mayara como inaceitáveis. "Como alguém com esse comportamento pode se tornar um profissional que depois lutará por justiça e direitos humanos?"

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sincretismo une os santos católicos aos orixás africanos

Sex, 29 Out, 07h19

Por Décio Viotto, especial para o Yahoo! Brasil

As canções de Dorival Caymmi, Vinicius de Moraes, Caetano Veloso e Gilberto Gil; os livros de Jorge Amado, as esculturas e os textos de Mestre Didi, as fotografias de Pierre Verger e o traço de Carybé mostram que a África do candomblé fica em Salvador, na Bahia.

Nada mais justo para com o Estado que deu valor para a cultura trazida pelos escravos, elevou mães-de-santo à popularidade e transformou a lavagem da Igreja do Bonfim numa expressiva representatividade do sincretismo religioso.


Mas os cultos afro-brasileiros cresceram tanto que não ficaram restritos ao povo baiano, e estão presentes no Brasil de Norte a Sul. Eles são o resultado da mistura das tradições religiosas dos povos africanos, trazidos como escravos para o país, com elementos do catolicismo e dos indígenas. No período da colonização brasileira, mais de quatro milhões de africanos cruzaram o Atlântico. Provenientes de diferentes regiões da África, foram separados por nações e agrupados em senzalas, para evitar rebeliões.

Isso resultou numa mistura de costumes, pois cada povo possuía suas próprias danças, cantos, santos e festas. Proibidos de praticar a sua religião, os africanos associavam seus rituais e divindades aos da igreja católica para "mascarar" seus cultos, produzindo um forte sincretismo religioso. As práticas daquela época acabaram impulsionando a formação de religiões cultuadas hoje em dia, como o Candomblé e a Umbanda, com forte penetração na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Cada uma delas cultua os seus orixás, deuses africanos que correspondem a pontos de força da natureza. Os deuses no Candomblé estão divididos em quatro elementos - água, terra, fogo e ar. Alguns estudiosos afirmam que seria mais de 400 o número de orixás básicos, porém os mais conhecidos entre nós formam um grupo de 16 deuses. Para cada um deles, há um ou mais santos católicos correspondentes.

Porém, a associação depende da região do país, variando de acordo com a popularidade do santo no local, e também não é exata. Ao contrário dos santos católicos, os orixás são entidades com virtudes e defeitos e seus seguidores acreditam que eles conhecem o destino de cada um dos mortais.

Já a Umbanda, que é a soma de elementos do candomblé, do espiritismo e do catolicismo, também venera os orixás, mas representam essas divindades com imagens diferentes, além de cultuarem outros espíritos, como o preto-velho, o caboclo, o cigano e a pomba-gira. Nenhum deles aparece no candomblé. A Umbanda, apesar das suas raízes difusas, teria sido popularizada a partir do início do século 20, no Rio de Janeiro.

O batuque gaúcho
Mas não é nem na Bahia, nem no Rio de Janeiro, que se concentra o maior número de adeptos das chamadas religiões afro-brasileiras, mas no Rio Grande do Sul. Esse grupo inclui praticantes de candomblé, umbanda e uma variante gaúcha o batuque, nome dado pelos brancos ao culto dos orixás na época da escravidão. O batuque também é chamado de religião afro-gaúcha.

Segundo Everton Alfonsin, presidente da Federação Afro-Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul (FAUERS), são 40 mil terreiros em todo o estado. Na Bahia, a Federação do Culto Afro estima a existência de 4 mil terreiros. "A umbanda é muito forte no Sul do País", reforça Manuel Lopes, da Rede Brasileira de Umbandas (RBU). No censo de 2000, 1,63% da população do Rio Grande do Sul declarou o culto a religião dos orixás. O Rio de Janeiro é o segundo no ranking, com 1,32%, enquanto apenas 0,09% dos baianos se disseram adeptos de cultos afro-brasileiros.



As oferendas os orixás também variam conforme a região. No Sul, o acarajé cede lugar ao churrasco. Em vez da túnica, o pai-de-santo usa as bombachas brancas. Justificam seu uso pelo frio no inverno. Na Bahia, uma das razões que podem explicar o número baixo de seguidores é justamente o sincretismo religioso. No Estado onde até a mais famosa ialorixá Mãe Menininha do Gantois, quando era viva se declarava católica ("Bom, eu sou o que todos são: católica. Eu tenho separada a religião do candomblé"), é comum católicos em terreiros e seguidores do candomblé em igrejas. Além disso, em Salvador, muitos freqüentam os cultos com olhos de turistas.

Além dos espíritos vindos da África, há que ressaltar aqueles nascidos por aqui, produzidos talvez pelos medos dos fiéis católicos em cair no mundo negro e pecaminoso, como a Mula Sem Cabeça e o Esqueleto, entre outros. Enfim, o Brasil era como um purgatório, terra de degredo das bruxas e de outros pecadores europeus, que vinham pagar seus pecados sob o sol impiedoso, que fazia corar as senhoras e suar os padres, envoltos por seus quentes e pesados hábitos.

Apesar das adversidades, do confinamento inicial à população de escravos, da proibição da igreja católica e da criminalização por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos e se expandiu desde o fim da escravatura, em 1888, e até atingiu um grau de profissionalização.

Em outubro de 2000, o Ministério da Previdência Social aprovou um parecer que determina o direito de aposentadoria aos sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matriz africana em todo o país.

Cada um no seu terreiro
Os cultos às divindades são realizados nos chamados terreiros e dirigidos por um Pai-de-Santo (Babalorixá) ou Mãe-de-Santo (Ialorixá).

Alguns rituais com oferendas de animais sacrificados aos orixás são restritos aos iniciados. Nos cultos abertos são feitas oferendas e consultas aos orixás por intermédio dos búzios jogados pelo Pai ou pela Mãe-de-Santo. O culto é marcado pelos diferentes ritmos dos atabaques e se diferenciam de acordo com o orixá cultuado.

O Candomblé não deve ser confundido com a Umbanda e a Quimbanda, seita religiosa de origem africana que, no Brasil, tomou o significado de magia negra em oposição à Umbanda, que representa as forças da magia branca. Na estrutura interna, as duas são muito parecidas, sendo que a quimbanda conservou o aspecto mais original da religião africana e voltou-se mais para os mitos de terror dos folclores pagão e ameríndio.

Enfim, são consideradas religiões afro-brasileiras todas as que tiveram origem nas religiões tradicionais africanas, trazidas pelos escravos ou que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos. As afro-brasileiras são uma parte das religiões afro-americanas e diferentes das religiões afro-cubanas, como a Santeria de Cuba, e do Vodou, do Haiti.

XV Colóquio Brasileiro de Dinâmica Orbital

Trecho inicial do primeiro discurso de Dilma

Primeiro discurso de Dilma após ser eleita presidente, 31/10/2010 23h57

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:

Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.

Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.

Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.

Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.

Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.(...)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Lanchonete deve indenizar gerente que ficou obeso

Estadão, Qui, 28 Out, 03h17

A empresa responsável pela franquia da rede McDonald´s foi condenada, pela 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), do Rio Grande do Sul, a indenizar por danos morais um ex-gerente que engordou mais de 30 quilos durante os 12 anos em que trabalhou para a empresa.

Por maioria de votos, os desembargadores confirmaram parcialmente a sentença do primeiro grau, reduzindo apenas o valor da indenização, de R$ 48 mil para R$ 30 mil. Segundo o processo, o ex-gerente ingressou no emprego pesando entre 70 e 75 quilos e saiu com 105 quilos. No entendimento da 3ª Turma a empresa contribuiu para que o autor chegasse ao quadro de "Obesidade 2", lhe trazendo problemas de saúde.

Conforme o Desembargador João Ghisleni Filho, relator do acórdão, as provas indicaram que o ex-gerente era obrigado a degustar produtos da lanchonete - alimentos reconhecidamente calóricos, como hambúrguer, batata frita, refrigerante e sorvetes. Além disso, no horário de intervalo, a empresa fornecia um lanche composto de hambúrguer, batatas fritas e refrigerante.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Presidente ou Presidenta?

Enviado por Andréa Goulart, em 26/10/2010


O Dicionário Aurélio ensina que o feminino de presidente é presidenta. É isso mesmo, com o “a” no final. Talvez seja um pouco estranho ao ouvido por falta de costume. Sobre o assunto o Prof. Hélio Consolaro explica:



A predominância do masculino na língua reflete o machismo. Se houver numa sala 39 mulheres e um homem, o orador deverá usar o masculino na sua invocação: prezados senhores… No máximo, falará: prezadas senhoras e prezado senhor. Ofenderia o macho presente se o orador generalizar pelo feminino e dissesse apenas: prezadas senhoras.Assim, em passado recente, não havia feminino de presidente e nem de hóspede. Agora, depois da luta das mulheres na sociedade, os dicionários já registram e a gramática aceita os femininos: presidenta, hóspeda.



Por que isso não acontece na hierarquia da Polícia Militar? Na entrevista da Folha, edição de 1.º/6, Katia Damasceno Sabino foi tratada por soldado, nada de soldada.

Nenhum dicionário registra o feminino “soldada” e tampouco “sargenta”, apenas Luiz Antonio Sacconi em sua “Nossa Gramática – Teoria e Prática”, Editora Atual, admite tais flexões.



Na verdade, a Polícia Militar, com a presença da mulher em suas fileiras, mantém a estrutura machista, segura a feminização das patentes na divulgação de seus documentos oficiais. E gramáticos e jornalistas concordam com isso.Não se sabe como as soldadas se sentem sendo tratadas como homens, mas há mulheres que escrevem versos e não gostam de ser chamadas de poetisas, querem ser tratadas de poetas, acham que o feminino as desvaloriza. Isso também é machismo, e pior, machismo do feminino. Talvez seja apenas preocupação de um professor de Português e os soldados femininos estejam gostando desse tratamento.



A palavra presidente é um empréstimo de praesidens/entis , particípio presente de praesidere "sentar adiante" (e daí vários sentidos figurados). Os particípios presentes podem ter função de substantivo ou de adjetivo, mas em todo caso não possuem flexão de gênero. Porém se vê que desde o latim vulgar há uma tendência a fazer passar adjetivos da segunda (que distingue masculino e feminino dum lado e neutro doutro) e de terceira classes à primeira. Tardiamente isto aconteceu com o sufixo -ês, que vem de -ensis (m. e f.)/-ense (n.): no português antigo ainda lhe faltava a flexão de gênero, mas no fim do período ganhou um feminino: -esa. Quem sabe no século XIV também houvesse sensibilidades que se molestavam com se dizer uma mulher portuguesa, mas no século seguinte esquisito devia ser dizer uma mulher português. Legal mesmo é que em sardo "um homem inglês" é unu òmine ingresu!



Acho que o melhor é não sofrer... afinal, ninguém tem controle sobre isto: a mudança que todas as línguas naturais vivas sofrem. A propósito, em espanhol la presidenta é o normal.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Jornalista mostra que promessas de Serra são impraticáveis e contraditórias

André Siqueira, sub-editor de Economia da Carta Capital, fez as contas e mostra que Serra não tem como cumprir as promessas de elevar o salário mínimo para 600 reais, instituir 13° para o Bolsa Família e reajustar em 10% as aposentadorias. Ele teria que rasgar a cartilha de gestão pública do PSDB e nem assim conseguiria. Mesmo fazendo um corte drástico de 30% nos gastos federais, Serra só conseguiria metade do dinheiro necessário para cumprir suas promessas.“E ele continua a criticar o endividamento público. Ao mesmo tempo em que promete elevar gastos sociais, ampliar investimentos e cortar impostos. Como, José?”, indaga Siqueira.

Redação

O jornalista André Siqueira, sub-editor de Economia da revista Carta Capital, decidiu fazer algumas contas e demonstrou objetivamente que o candidato à presidência da República do PSDB, José Serra, não tem como cumprir uma série de promessas que vem fazendo na campanha eleitoral. Em primeiro lugar, Serra teria que rasgar a cartilha de gestão pública de seu partido, que critica os gastos públicos do governo Lula. E nem assim o tucano conseguiria elevar o salário mínimo para 600 reais, instituir um 13° pagamento para o Bolsa Família ou reajustar em 10% as aposentadorias. “É de causar espanto a falta de olhar crítico da mídia para as promessas do candidato José Serra, impraticáveis diante dos paradigmas de gestão tucanos”, escreve Siqueira. Trata-se de um devaneio do candidato, acrescenta.

Vamos aos números analisados por André Siqueira:

“Consta no Orçamento de 2011 a proposta de elevar o salário mínimo para 538,14 reais. Serra propõe desembolsar 61,86 reais a mais por assalariado, para atingir os 600 reais. Apenas essa promessa de campanha custaria, portanto, 12,3 bilhões de reais. O montante é próximo ao orçamento total do programa Bolsa Família, atualmente em 13,7 bilhões de reais. Aliás, criar uma parcela a mais para o programa acrescentaria 1,14 bilhão de reais ao cálculo – em valores correntes. Finalmente, há o reajuste dos benefícios da Seguridade Social. Nesse caso, apelo ao cálculo do economista do Ipea, Marcelo Caetano, que avaliou em 6,2 bilhões de reais o esforço adicional exigido pelo presente oferecido pelo tucano aos aposentados e pensionistas”.

No total, assinala o jornalista da Carta Capital, as promessas de Serra custariam cerca de 19,6 bilhões de reais aos cofres públicos. André Siqueira consultou, então, o especialista em contas públicas, Amir Khair, ex-secretário de Finanças de São Paulo, para indagar sobre a viabilidade das promessas de Serra, que batem de frente, sempre é bom lembrar, com as críticas que o próprio candidato e seu partido fazem ao que consideram ser “excesso de gastos” do governo Lula. Em primeiro lugar, Khair lembra que o gasto federal corresponde a uma parcela de 43% dos desembolsos totais do setor público. O restante fica a cargo das prefeituras e estados. Em segundo, assinala, cerca de 80% do orçamento federal está legalmente engessado com salários e outras obrigações constitucionais.

Considerando a pouca margem de manobra que resta ao Executivo, Khair imagina que um “choque de gestão”, - a receita preferida do PSDB – permitiria um corte de aproximadamente 30%. Seria um “sacrifício extraordinário”, diz o economista, e equivaleria a 2,58% do gasto público nacional, algo em torno de 9,9 bilhões de reais. Ou seja, mesmo se fizesse isso, Serra estaria conseguindo apenas a metade dos recursos necessários para cumprir suas promessas de aumentar o salário mínimo para 600 reais, de reajustar em 10% as aposentadorias e de conceder um 13° pagamento ao Bolsa Família. “E ele continua a criticar o endividamento público. Ao mesmo tempo em que promete elevar gastos sociais, ampliar investimentos e cortar impostos. Como, José?”, indaga o jornalista.

Boletim Carta Maior - 20 de Outubro de 2010

Colaboração: Cristina Sales

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Professores e Pesquisadores de Filosofia Apoiam Dilma Rousseff para a Presidência da República

Professores e Pesquisadores de Filosofia Apoiam Dilma Rousseff para a Presidência da República
Fonte, https://sites.google.com/site/manifestofilosofosprodilma/


Professores e pesquisadores de Filosofia, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Seguem-se nossas razões.

Os valores de nossa Constituição exigem compromisso e responsabilidade por parte dos representantes políticos e dos intelectuais

Nesta semana completam-se vinte e dois anos de promulgação da Constituição Federal. Embora marcada por contradições de uma sociedade que recém começava a acordar da longa noite do arbítrio, ela logrou afirmar valores que animam sonhos generosos com o futuro de nosso país. Entre os objetivos da República Federativa do Brasil estão “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, “garantir o desenvolvimento nacional”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.


A vitalidade de nossa República depende do efetivo compromisso com tais objetivos, para além da mera adesão verbal. Por parte de nossos representantes, ele deve traduzir-se em projetos claros e ações efetivas, sujeitos à responsabilização política pelos cidadãos. Dos intelectuais, espera-se o exame racionalmente responsável desses projetos e ações.


Os oito anos de governo Lula constituíram um formidável movimento na direção desses objetivos. Reconheça-se o papel do governo anterior na conquista de relativa estabilidade econômica. Ao atual governo, porém, deve-se tributar o feito inédito de conciliar crescimento da economia, controle da inflação e significativo desenvolvimento social. Nesses oito anos, a pobreza foi reduzida em mais de 40%; mais de 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média; a desigualdade de renda sofreu uma queda palpável. Não se tratou de um efeito natural e inevitável da estabilidade econômica. Trata-se do resultado de políticas públicas resolutamente implementadas pelo atual governo – as quais não se limitam ao Bolsa Família, mas têm nesse programa seu carro-chefe.


Tais políticas assinalam o compromisso do governo Lula com a realização dos objetivos de nossa República. Como ministra, Dilma Rousseff exerceu um papel central no sucesso dessa gestão. Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos.


Há razões para duvidar que um eventual governo José Serra ofereça os mesmos prospectos. É notório o desprezo com que os programas sociais do atual governo – em particular o Bolsa Família – foram inicialmente recebidos pelos atores da coligação que sustenta o candidato. Frente ao sucesso de tais programas, José Serra vem agora verbalizar sua adesão a eles, quando não arroga para si sua primeira concepção. Não tendo ainda, passado o primeiro turno, apresentado um programa de governo, ele nos lança toda sorte de promessas – algumas das quais em franco contraste com sua gestão como governador de São Paulo – sem esclarecer como concretizá-las. O caráter errático de sua campanha justifica ceticismo quanto à consistência de seus compromissos. Seu discurso pautado por conveniências eleitorais indica aversão à responsabilidade que se espera de nossos representantes. Ironicamente, os intelectuais associados ao seu projeto político costumam tachar o governo Lula e a candidatura Dilma de populistas.

O compromisso com a inclusão social é um compromisso com a democracia


A despeito da súbita conversão da oposição às políticas sociais do atual governo, ainda ecoam entre nós os chavões disseminados por ela sobre os programas de transferência de renda implementados nos últimos anos: eles consistiriam em mera esmola assistencialista desprovida de mecanismos que possibilitem a autonomia de seus beneficiários; mais grave, constituiriam instrumento de controle populista sobre as massas pobres, visando à perpetuação no poder do PT e de seus aliados. Tais chavões repousam sobre um equívoco de direito e de fato.


A história da democracia, desde seus primeiros momentos na pólis ateniense, é a história da progressiva incorporação à comunidade política dos que outrora se viam destituídos de voz nos processos decisórios coletivos. Que tal incorporação se mostre efetiva pressupõe que os cidadãos disponham das condições materiais básicas para seu reconhecimento como tais. A cidadania exige o que Kant caracterizou como independência: o cidadão deve ser “seu próprio senhor (sui iuris)”, por conseguinte possuir “alguma propriedade (e qualquer habilidade, ofício, arte ou ciência pode contar como propriedade) que lhe possibilite o sustento”. Nossa Constituição vai ao encontro dessa exigência ao reservar um capítulo aos direitos sociais.


Os programas de transferência de renda implementados pelo governo não apenas ajudaram a proteger o país da crise econômica mundial – por induzirem o crescimento do mercado interno –, mas fortaleceram nossa democracia ao criar bases concretas para a cidadania de milhões de brasileiros. Se atentarmos ao seu formato institucional, veremos que eles proporcionam condições para a progressiva autonomia de seus beneficiários, ao invés de prendê-los em um círculo de dependência. Que mulheres e homens beneficiados por tais programas confiram seus votos às forças que lutaram por implementá-los não deve surpreender ninguém – trata-se, afinal, da lógica mesma da governança democrática. Senhoras e senhores de seu destino, porém, sua relação com tais forças será propriamente política, não mais a subserviência em que os confinavam as oligarquias.

As liberdades públicas devem ser protegidas, em particular de seus paladinos de ocasião


Nos últimos oito anos – mas especialmente neste ano eleitoral – assistiu-se à reiterada acusação, por parte de alguns intelectuais e da grande imprensa, de que o presidente Lula e seu governo atentam contra as liberdades públicas. É verdade que não há governo cujos quadros estejam inteiramente imunes às tentações do abuso de poder; é justamente esse fato que informa o desenvolvimento dos sistemas de freios e contrapesos do moderno Estado de Direito. Todavia, à parte episódios singulares – seguidos das sanções e reparos cabíveis –, um olhar sóbrio sobre o nosso país não terá dificuldade em ver que o governo tem zelado pelas garantias fundamentais previstas na Constituição e respeitado a independência das instituições encarregadas de protegê-las, como o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal.


Diante disso, foi com desgosto e preocupação que vimos personalidades e intelectuais ilustres de nosso país assinarem, há duas semanas, um autointitulado “Manifesto em Defesa da Democracia”, em que acusam o governo de tramas para “solapar o regime democrático”. À conveniência da candidatura oposicionista, inventam uma nova regra de conduta presidencial: o Presidente da República deve abster-se, em qualquer contexto, de fazer política ou apoiar candidaturas. Ironicamente, observada tal regra seria impossível a reeleição para o executivo federal – instituto criado durante o governo anterior, não sem sombra de casuísmo, em circunstâncias que não mereceram o alarme da maioria de seus signatários.


Grandes veículos de comunicação sistematicamente alardeiam que o governo Lula e a candidatura Dilma representam uma ameaça à liberdade de imprensa, enquanto se notabilizam por uma cobertura militante e nem sempre responsável da atual campanha presidencial. As críticas do Presidente à grande imprensa não exigem adesão, mas tampouco atentam contra o regime democrático, em que o Presidente goza dos mesmos direitos de todo cidadão, na forma da lei. Propostas de aperfeiçoamento dos marcos legais do setor devem ser examinadas com racionalidade, a exemplo do que tem acontecido em países como a França e a Inglaterra.


Se durante a campanha do primeiro turno houve um episódio a ameaçar a liberdade de imprensa no Brasil, terá sido o estranho requerimento da Dra. Sandra Cureau, vice-procuradora-geral Eleitoral, à revista Carta Capital. De efeito intimidativo e duvidoso lastro legal, o episódio não recebeu atenção dos grandes veículos de comunicação do país, tampouco ensejou a mobilização cívica daqueles que, poucos dias antes, publicavam um manifesto contra supostas ameaças do Presidente à democracia brasileira. O zelo pelas liberdades públicas não admite dois pesos e duas medidas. Quando a evocação das garantias fundamentais se vê aliciada pelo vale-tudo eleitoral, a Constituição é rebaixada à mera retórica.


Estamos convictos de que Dilma Rousseff, se eleita, saberá proteger as liberdades públicas. Comprometidos com a defesa dessas liberdades, recomendamos o voto nela.

Em defesa do Estado laico e do respeito à diversidade de orientações espirituais, contra a instrumentalização política do discurso religioso


A Constituição Federal é suficientemente clara na afirmação do caráter laico do Estado brasileiro. É garantida aos cidadãos brasileiros a liberdade de crença e consciência, não se admitindo que identidades religiosas se imponham como condição do exercício de direitos e do respeito à dignidade fundamental de cada um. Isso não significa que a religiosidade deva ser excluída da cena pública; exige, porém, intransigência com os que pregam o ódio e a intolerância em nome de uma orientação espiritual particular.


É, pois, com preocupação que testemunhamos a instrumentalização do discurso religioso na presente corrida presidencial. Em particular, deploramos a guarida de templos ao proselitismo a favor ou contra esta ou aquela candidatura – em clara afronta à legislação eleitoral. Dilma Rousseff, em particular, tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto e a liberdade de manifestação religiosa. Conclamamos ambos os candidatos ora em disputa a não cederem às intimidações dos intolerantes. Temos confiança de que um eventual governo Dilma Rousseff preservará o caráter laico do Estado brasileiro e conduzirá adequadamente a discussão de temas que, embora sensíveis a religiosidades particulares, são de notório interesse público.

O compromisso com a expansão e qualificação da universidade é condição da construção de um país próspero, justo e com desenvolvimento sustentável


É incontroverso que a prosperidade de um país se deixa medir pela qualidade e pelo grau de universalização da educação de suas crianças e de seus jovens. O Brasil tem muito por fazer nesse sentido, uma tarefa de gerações. O atual governo tem dado passos na direção certa. Programas de transferência de renda condicionam benefícios a famílias à manutenção de suas crianças na escola, diminuindo a evasão no ensino fundamental. A criação e ampliação de escolas técnicas e institutos federais têm proporcionado o aumento de vagas públicas no ensino médio. Programas como o PRODOCENCIA e o PARFOR atendem à capacitação de professores em ambos os níveis.


Em poucas áreas da governança o contraste entre a administração atual e a anterior é tão flagrante quanto nas políticas para o ensino superior e a pesquisa científica e tecnológica associadas. Durante os oito anos do governo anterior, não se criou uma nova universidade federal sequer; os equipamentos das universidades federais viram-se em vergonhosa penúria; as verbas de pesquisa estiveram constantemente à mercê de contingenciamentos; o arrocho salarial, aliado à falta de perspectivas e reconhecimento, favoreceu a aposentadoria precoce de inúmeros docentes, sem a realização de concursos públicos para a reposição satisfatória de professores. O consórcio partidário que cerca a candidatura José Serra – o mesmo que deu guarida ao governo anterior – deve explicar por que e como não reeditará essa situação.


O atual governo tem agido não apenas para a recuperação do ensino superior e da pesquisa universitária, após anos de sucateamento, como tem implementado políticas para sua expansão e qualificação – com resultados já reconhecidos pela comunidade científica internacional. O PROUNI – atacado por um dos partidos da coligação de José Serra – possibilitou o acesso à universidade para mais de 700.000 brasileiros de baixa renda. Através do REUNI, as universidades federais têm assistido a um grande crescimento na infraestrutura e na contratação, mediante concurso público, de docentes qualificados. Programas de fomento, levados a cabo pelo CNPq e pela CAPES, têm proporcionado um sensível aumento da pesquisa em ciência e tecnologia, premissa central para o desenvolvimento do país. Foram criadas 14 novas universidades federais, testemunhando-se a interiorização do ensino superior no Brasil, levando o conhecimento às regiões mais pobres, menos desenvolvidas e mais necessitadas de apoio do Estado.


Ademais, deve-se frisar que não há possibilidade de desenvolvimento sustentável e preservação de nossa biodiversidade – temas cujo protagonismo na atual campanha deve-se à contribuição de Marina Silva – sem investimentos pesados em ciência e tecnologia. Não se pode esperar que a iniciativa privada satisfaça inteiramente essa demanda. O papel do Estado como indutor da pesquisa científica é indispensável, exigindo um compromisso que se traduza em políticas públicas concretas. A ausência de projetos claros e consistentes da candidatura oposicionista, a par do lamentável retrospecto do governo anterior nessa área, motiva receios quanto ao futuro do ensino superior e do conhecimento científico no Brasil – e, com eles, da proteção de nosso meio-ambiente – no caso da vitória de José Serra. A perspectiva de continuidade e aperfeiçoamento das políticas do governo Lula para o ensino e a pesquisa universitários motiva nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff.

Por essas razões, apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para o povo brasileiro continuar em sua jornada de reencontro consigo mesmo. Para o Brasil continuar mudando!

06 de outubro de 2010


Professores(as) e pesquisadores(as) DE FILOSOFIA interessados em assinar o manifesto, favor enviar email com nome completo, vínculo institucional e demais informações que acharem relevantes para o endereço: manifestoprodilma@gmail.com. Para conferir a lista de signatários acesse o link "assinaturas" na barra lateral. Para os demais interessados, favor conferir: http://www.petitiononline.com/prodilma/petition.html